domingo, setembro 13, 2026

Um número para a escadaria do cosmos.

O assunto dissertado pelo impecável Chris Lehto no vídeo que deixo na conclusão deste texto não é tão maluco como podemos pensar. "Como em cima, assim em baixo" é um velho axioma de sabor esotérico - e gnóstico - que na verdade todos nós já pressentimos ou registámos casualmente na observação da natureza: a escala varia mas a função e - em muitos casos - o desenho permanecem equivalentes.

Vemos universos ao microscópio e complexidades moleculares pelo telescópio. Comparamos estruturas quânticas com sistemas macro-físicos, o cérebro humano com o universo inteiro; vemos fábricas em protéinas, cidades em células, árvores em cristais, rendilhados fractais nos alvéolos pulmonares, predadores em bactérias, sinapses entre galáxias.

Um protão e uma estrela têm mais em comum do que a imaginação de Horácio pode suspeitar. 

O protão é um núcleo denso, rodeado essencialmente por um campo vazio, electromagneticamente carregado. O sol é um núcleo denso, rodeado basicamente por um campo vazio e electromagneticamente carregado. O núcleo de um átomo tem 99,9% da sua massa. O Sol tem 99,8% da massa do nosso sistema solar.

Há padrões que se repetem em cima e em baixo e por todo o lado. 


Há uma hierarquia de organismos dentro de organismos que usam mecanismos diferentes para cumprirem objectivos semelhantes: a célula tem um metabolismo, pratica a homeostase, alimenta-se e reproduz-se. O ser humano, constituído por 40 triliões de células, também.

Até porque o objectivo primeiro da vida é ser vida. Independentemente da escala, da densidade e da termodinâmica de um dado ecossistema. 

E o homem, que vive em baixo, foi criado - segundo o Genesis- à imagem de Deus, que vive em cima.

Chis Lehto propõe uma teoria que até pode estar completamente equivocada, mas que não deixará nunca de ser lindíssima. Ele divide as escalas do cosmos em duas Oitavas Cósmicas:  A primeira oitava parte do protão e termina no planeta Terra, progredindo em dimensão numa potência de mil. A segunda oitava parte do Sol e termina no Universo observável, numa escalada também multiplicável por mil.



O número mágico destas progessões em escala, segundo as contas de Lehto é 1024. Ou seja, 1 quadrilião (1.000.000.000.000.000.000.000.000). A exacta potência  que diferencia em escala o raio da C. elegans, uma espécie de nematódeo da família Rhabditidae que mede cerca de 1 milímetro de comprimento, do raio da Via Láctea. Um número redondo que é, pelo facto de ser redondo, por si só enigmático.

A diferença de escala entre o protão e o sol é de 1023.92. Similar relação de grandeza encontramos entre o ser humano e Virgo, um superaglomerado de galáxias: 1023.89.

Letho dá exemplos dentro das suas oitavas cósmicas do mesmo índice numérico, que variam apenas entre 1022.93 e 1024.67.

A grande sinfonia do cosmos progride com extrema coerência matemática:



É verdade que, como Lehto reconhece, os seres humanos têm uma tendência para identificar padrões onde eles não existem.

É verdade que algumas das unidades escolhidas como referências de escala parecem mais ou menos aleatórias.  

Mas esta parece uma correlação que vale a pena explorar, porque é intuitiva e facilmente demonstrável, porque ecoa com outros programas de entendimento da realidade como a ressonância mórfica, o fine tuning e o desenho inteligente e, mais importante, porque procura encontrar uma ordem no caos, uma resposta para o mistério, um caminho para a consolação.

É sempre por aqui que devemos seguir. 

sábado, setembro 12, 2026

Eu já nem me lembrava disto...

 

And you can't fight the tears that ain't comin' 
Or the moment of truth in your lies 
When everything feels like the movies 
Yeah, you bleed just to know you're alive 

And I don't want the world to see me 
'Cause I don't think that they'd understand 
When everything's made to be broken 
I just want you to know who I am

Ficheiros 9/11: um documento central.

"Loose Change" é o documentário-mãe de todas as teorias da conspiração sobre os acontecimentos de 11 de Setembro de 2001, que expõe uma multitude de factos estranhíssimos que rodearam os atentados e os aturados esforços de supressão da verdade durante a investigação posterior.

O 11 de Setembro, mal resolvido.

Este Senhor aqui, Richard Dolan, é daqueles que se recusam sacrificar as suas convicções e nunca cedem, nunca desiludem, nunca traem o seu ideário, nem o seu público. São teimosos na perseguição da verdade e na dissidência sobre as narrativas oficiais. Venha quem vier, haja o que houver e que Deus os abençoe.

Um homem. 25 anos de trauma. E a sua revolta.

Amor de Vila

Dão-me alegria as rosas que crescem aos cachos no meu jardim,
de tanto serem estimadas por mim.

(As rosas que a minha sogra plantou no paleolítico inferior
são agora flores do meu favor).

O horizonte oceânico faz milagres com o gajo das olheiras
criado em Benfica e casado em Telheiras.

Salva-me a minha cadela de cada vez que a beijo e ela me beija
com tanta ternura que aleija.

Acaricia-me o gato Álvaro com a liberdade louca que ele tem
e que não reconheço em mais ninguém.

Vivo agora na simplicidade de uma baía sem horas de ponta,
esquecido até de pagar a conta.

Não é da condição humana a felicidade, mas aprendi nesta vila 
a viver uma vida tranquila.

Já não era sem tempo, considerando
os 59 anos de espanto. 


quinta-feira, setembro 10, 2026

Porque é que os republicanos vão perder as intercalares de Novembro?

Porque Trump escolheu colocar Israel primeiro. Porque escolheu a guerra em vez da paz. Porque escolheu a pedofilia em vez da decência. Porque escolheu favorecer as elites em vez das massas. Porque escolheu o estabelecimento em vez da ruptura. Porque escolheu a mentira em vez da verdade.

Tucker Carlson disseca a maior traição da história da democracia americana.

Passa num instantinho e quando percebes tudo, acabou-se.

A democracia, segundo Bruxelas.

Se os partidos de que gostamos não ganham eleições, castigamos os eleitores com retenção de fundos financeiros. Para salvar a democracia, bem entendido.

 

O Ecrã Substituiu o Lar? O que os pais precisam de saber sobre a nova catequese do streaming.



No mundo do streaming, qualquer um se projecta no traje; não se vê cor, género nem sexualidade. E o traje do herói da criança é o sítio ideal para ensaiar a revolução sexual. Maria Helena Costa discorda.

Memes do filicídio.

 
 
 


Contexto aqui.

França intercepta menos migrantes no Canal da Mancha depois de receber 900 milhões de euros do Reino Unido para os deter.



O acordo entre o Reino Unido e a França para conter as travessias ilegais do Canal da Mancha está a falhar, com as taxas de intercepção a descerem, em vez de subirem em função do dinheiro que o governo britânico pagou para que o controlo fosse mais eficaz.

Comprar a democracia: que boa ideia.

De cada vez que vai à retrete, Donald Trump tem uma ideia fabulástica. Mas esta é por demais genial.


Muito para além da questão ética, que passará sempre ao lado da figurinha (sendo os americanos, americanos, o precedente que aqui se abre pode levar à recorrente comercialização da democracia e suborno do eleitorado), são 5 mil dólares a multiplicar por 349 milhões de infelizes. Dá para cima de 1.5 triliões de dólares. Que vão ser 'impressos' de um dia para o outro (gerados digitalmente, quero eu dizer) e despejados no mercado. Num país que vive um sério problema inflaccionário e que já tem 40 triliões de dólares de dívida pública.

Para além do comércio de votos, Trump adicionou ao cabaz eleitoral a promessa de que a guerra no Irão, que ele já ganhou desde Fevereiro deste ano para aí umas quinze vezes, vai ser afinal ganha, de certeza absoluta e sem margem para contestação, depois das intercalares.

Por acaso até se trata de uma guerra que na verdade os EUA já perderam. Inventada por um candidato presidencial que tinha prometido acabar de vez com as guerras eternas.


Isto, cavalheiros, é que é governar. Isto, senhoras, é o exercício do poder, no ano 2026 depois de Cristo.

Do Controlo Estabilizador ao Descontrolo Democrático

 
Conseguiremos dominar a inteligência artificial e o voto digital antes que sejam manipulados pelos poderes instituídos? O futuro da democracia e a credibilidade do Estado dependem de recuperarmos a tecnologia para a razão e a participação inclusiva. A crónica de António Justo.

Sorry, but there will be nothing of the sort.

Não me digam que isto não bate a F1...

Jacob Coxon alerta para a ameaça que a IA representa para o gado. Mas o gado adoooora o matadouro.

Jacob Coxon é um engenheiro especializado em investigação e pré-treino de modelos de inteligência artificial, a fase inicial em que um modelo de IA aprende padrões gerais, gramática, conceitos e o funcionamento básico do mundo a partir de um volume massivo de dados não sistematizados. Trabalhou nesta área em duas das mais importantes empresas da indústria: a OpenAI e a Anthropic. 

Ontem, publicou no X um thread que vale a pena traduzir e partilhar, porque constitui um sério alerta sobre a forma como estas empresas estão a sacrificar a segurança dos seus sistemas (e, segundo este engenheiro, a segurança da humanidade) em nome de valores nenhuns para além do típico niilismo de Silicon Valley e da também característica ganância das tecnológicas norte-americanas. 

 Eis a advertência de Coxon:

Despedi-me hoje da Anthropic. Passei os últimos três anos a fazer investigação de pré-formação tanto na OpenAI como na Anthropic. Nenhuma das duas empresas está a agir com responsabilidade. Estamos a correr directamente para a superinteligência auto-aperfeiçoável e a apostar nisso as nossas vidas.   
Não subestimem o poder desta tecnologia. Em breve, teremos sistemas sobre-humanos capazes de piratear qualquer coisa, revolucionar qualquer área da noite para o dia e adquirir poder e recursos reais. Todos nós auxiliamos a progressão em cada um destes domínios, e a progressão não está a diminuir. 
As pessoas que estão a construir IA acreditam sinceramente que esta nos poderá matar até ao final da década. Isto não é uma jogada de marketing. Na verdade, muitos executivos e investigadores seniores tendem a utilizar uma linguagem mais sensata na imprensa, mas ouço essas mesmas pessoas a expressarem medo em conversas privadas. Nenhuma outra actividade humana representa este nível de perigo. 
Uma resposta comum é: "Se realmente acreditam nisso, porque é que ainda o estão a desenvolver?" Na OpenAI, muitos não interiorizaram profundamente as implicações para a civilização. Na Anthropic, as implicações são bem compreendidas, mas estão numa corrida para lá chegar primeiro — acreditam que mais ninguém vai agir de forma responsável, por isso precisam de o fazer sozinhos, apesar do risco. 
Aceitar esta corrida e entrar na "linha da frente" é uma aposta arrogante que não deveria ser feita no laboratório de uma empresa privada. Tentar acelerar o alinhamento exige uma confiança extraordinária de que não existem melhores trajectórias disponíveis. 
Estou optimista quanto ao potencial de progresso. Alertas como o ataque ao Hugging Face tornaram os acordos de ritmo entre laboratórios dos EUA mais viáveis. Não creio que estejamos no bom caminho para evitar uma corrida global, o que pode exigir acções dispendiosas, como uma concessão temporária para melhorar as capacidades dos modelos. 
Se é investigador de laboratório, peço-lhe que considere como serão os próximos anos. Quer iniciar uma corrida de aprendizagem por reforço de sistemas superinteligentes sem uma compreensão rigorosa da sua mente? Deverá conformar-se porque "vai acontecer de qualquer maneira" ou aproveitar este momento para exigir condições diferentes?
 

 

Jacob Coxon é muito claro nesta mensagem: as tecnologias de IA estão a pôr em perigo a espécie humana e as tecnológicas por trás do desenvolvimento destes sistemas têm consciência disso, pelo menos ao nível das lideranças. 

 Só em Agosto deste ano, ocorreram dois incidentes graves nas duas empresas em que Coxon trabalhou e que o ContraCultura documentou: A OpenAI revelou que vários dos seus modelos de IA, incluindo o GPT-5.6 Sol e, enigmaticamente, um “modelo ainda mais capaz em fase de pré-lançamento”, escaparam do seu ambiente de investigação, obtiveram acesso à Internet e invadiram uma base de dados para encontrar as respostas aos testes de cibersegurança. 

Os modelos de IA da Anthropic, incluindo o Claude, invadiram os sistemas de três organizações durante os testes, levantando sérias preocupações sobre a segurança da IA ​​e a eficácia das medidas de contenção implementadas laboratorialmente pelas tecnológicas de Silicon Valley. 

E este engenheiro não é de todo o único a abandonar a sua actividade profissional para alertar o público sobre os perigos da inteligência artificial. 

Em 2023, Geoffrey Hinton, um cientista da Google, apelidado de "Padrinho" da inteligência artificial, demitiu-se da empresa, para poder alertar o mundo sobre os perigos que a tecnologia apresenta, numa altura em que grandes empresas concorrem ferozmente para dominar este mercado. 

Nesse mesmo ano, 350 líderes do sector assinaram uma declaração em que advertiam que a inteligência artificial pode causar a extinção da humanidade. 

Em 2024, Roman Yampolskiy, Professor de computação da Universidade Louisville e perito em cibersegurança afirmou que a probabilidade de IA acabar com a humanidade é de 99,9%. 

Em 2025, um conjunto surpreendentemente idiossincrático de figuras religiosas, dos media e da tecnologia assinaram uma carta pedindo a "proibição" da corrida para construir a superinteligência artificial, dadas as ameaças que estes sistemas representam para a civilização e a humanidade. 

 Em Maio deste ano, um antigo executivo sénior da OpenAI fez a denúncia mais explosiva da história da tecnologia: Sam Altman está a construir obsessivamente portais de IA gigantescos, concebidos para transportar alienígenas (ou demónios?) para o nosso mundo. 

Em Junho deste ano, Mo Gawdat, um ex-executivo sénior da Google durante mais de uma década, que acompanhou o desenvolvimento da IA ​​​​por dentro, afirmou que a tecnologia "é responsável pela maior parte das mortes nas guerras do Golfo e da Ucrânia." 

Em Julho, um grupo de investigadores de inteligência artificial dos EUA e da China apelaram à cooperação global neste sector tecnológico, temendo que o seu desenvolvimento descontrolado possa levar a uma catástrofe inimaginável. 

E não é segredo nenhum que muitos dos magos e dos proponentes das tecnologias de inteligência artificial não encontram qualquer problema na possibilidade da tecnologia exterminar a espécie humana, considerando-a um mero trampolim em direcção a formas de vida superiores. 

Ainda assim, e este será talvez o dado que é mais assustador neste texto, muitos dos comentários que os utilizadores do X deixaram na postagem de Jacob Coxon são surpreendentemente hostis ou exemplos de um alarmante estado de negação. Há quem desvalorize a ameaça de forma lapidar (e imbecil) porque vive nos anos 80 do século XX e acha que a IA só seria ameaçadora se tomasse a forma de Arnold Schwarzenegger:  


Há também quem ache que a melhor maneira de evitar os riscos é continuar em frente, como se os riscos não existissem: 


E há até aqueles ingénuos que acham, porque usam modelos LLM comerciais que estão muito longe do que está a ser feito nos laboratórios de Silicon Valley, que as tecnologias de IA são não mais que um instrumento sofisticado, feito para ajudar os seres humanos no seu percurso profissional e existencial.  


Toda esta gente faz lembrar os entusiastas da pandemia, que usavam máscara quando conduziam, a sós, os seus automóveis, e se sujeitaram três ou quatro vezes a uma terapia genética experimental como quem vai à igreja em busca de redenção. 

Mais para mais, dá-me a sensação que vão ser os primeiro a entrar em pânico, quando perceberem finalmente e tarde demais, que, no melhor cenário, foram feitos párias de um dia para o outro, por uma entidade cuja natureza e actividade não conseguem sequer entender.

quarta-feira, setembro 09, 2026

Zuckerberg queria substituir 60% da força de trabalho humana da META por IA. Deu-se mal, felizmente.

A Meta desenvolveu um plano radical, com o nome de código 'Projecto de Transformação Organizacional', para que agentes de IA assumissem as funções de dezenas de milhares de funcionários humanos. Deus é grande e o projecto fracassou.


 

Regime Trump emite ultimato a Andy Burnham que ameaça a soberania britânica sobre as Malvinas.

Os Estados Unidos ameaçaram não apoiar a soberania do Reino Unido sobre as Ilhas Malvinas se Andy Burnham não se comprometer com um aumento das despesas com a defesa. Mas esse comprometimento parece difícil de se concretizar.


76% dos imigrantes que residem no Reino Unido ao abrigo das leis de direitos humanos estão desempregados.

O Ministério do Interior do Reino Unido revelou que mais de três quartos de todos os imigrantes ilegais autorizados a permanecer no país ao abrigo das leis de direitos humanos estão desempregados, com custos substanciais para o contribuinte britânico.

 

Estou a começar a perceber como é que as coisas vão correr na Alemanha, quando

o AfD subir ao poder federal, se não for interditado entretanto.

terça-feira, setembro 08, 2026

Hilariante. Simplesmente hilariante.

Então mas já não tinhas ganho esta guerra vinte e três vezes?


AfD consegue resultado histórico nas eleições estaduais de Saxónia-Anhalt. Mas precisa de uma geringonça para governar.

O AfD venceu as eleições estaduais na Saxónia-Anhalt. Mas apesar do resultado histórico, que provocou ondas de choque no panorama político alemão, os populistas não alcançaram a maioria absoluta necessária para governar e os cenários de um acordo de poder são tortuosos.


 

O estabelecimento alemão está à beira do abismo e agora

é só esperar que dê um passo em frente. 

Os dois alexandres do costume discutem a estrondosa vitória do AfD - com 44% dos votos, e a estrondosa derrota da CDU de Friedrich Merz - com apenas 17% dos votos, nas eleições estaduais de Saxónia-Anhalt. Apesar de não atingir a maioria absoluta necessária para um governo estadual viável, os partidos do regime estão agora numa situação periclitante, porque se no processo de formação do governo regional o "muro sanitário" anti-populista se desmoronar neste estado alemão, o mesmo pode muito bem acontecer por toda a nação.

Vivem-se momentos decisivos para o futuro da Alemanha e da Europa, em Saxónia-Anhalt.

Regime Epstein vai ter um arco do triunfo em Washington.

Os trabalhos de construção de um arco triunfal de 76 metros em Washington, D.C. estão prestes a iniciar-se, no contexto de uma batalha judicial sobre o seu impacto em pontos turísticos históricos e sem que se perceba que triunfo é aqui celebrado.


 

O Mito da Escola Neutra

Deixemos de mandar as crianças para a escola como quem manda o pão para o forno: “vai, e volta pronto”. Elas voltam formadas. A pergunta é: formadas por quem? A crónica de Maria Helena Costa.


 

O mais estúpido dos argumentos contra o cristianismo, de longe.

Num infeliz episódio do podcast do Joe Rogan, o convidado Daniel Everett conta a história de se ter embrenhado na selva amazónica com o intuito de, como missionário, converter as tribos que por lá encontrasse. Uma delas, os Pirahã, que ainda hoje vivem como o Homo Erectus vivia, levaram-no a perder a sua fé, porque foi confrontado com o cepticismo dos indígenas que eram incapazes de acreditar na existência de alguém que nunca conheceram, ou que os seus imediatos ascendentes nunca tenham conhecido. O missionário achou o argumento de tal forma fascinante e convincente que perdeu também ele a sua fé (que já não devia ser assim tão forte de princípio, como ele aliás admite).


A parvoíce imensa disto não tem medida. Daniel Everett terá também, seguindo a mesma lógica, que desacreditar a existência de Zaratustra, Confúcio, Platão, Buda, Alexandre, Júlio César, Carlos Magno, Henrique VIII, o Papa Bórgia, Immanuel Kant, Napoleão e assim sucessivamente até que o seu bisavô tenha conhecido pessoalmente, digamos, Harry S. Truman. Para todos os efeitos o primeiro estadista da história da humanidade foi 
Harry S. Truman porque Everett Sénior entrou uma vez, em 1906, na sucursal do Bank of Commnerce de Kansas City, onde o futuro presidente dos EUA trabalhava como bancário.

É espantoso.

A moral desta história pretende ser a do missionário que queria converter os selvagens sendo que acabou por ser convertido por eles. Mas a verdadeira lição que podemos retirar da rábula é outra bem diferente: uma sociedade que não saiba transmitir de forma consistente o seu legado cultural e o seu património epistemológico através das eras viverá para sempre como os Pirahã, na idade da pedra.

Carl Benjamin, que nem sequer é crente, e que ficou tão surpreendido como eu perante a imbecil desfaçatez do ex-missionário, lavra aqui a sua desmontagem da fábula equívoca que Rogan decidiu em má hora oferecer à sua gigantesca audiência. 

Humilhação e impotência: Depois do Pentágono declarar terminada campanha de bombardeamentos no Irão, Teerão passa à ofensiva.

O Irão lançou ataques com mísseis e drones contra navios e bases americanas no Golfo Pérsico, depois do Comando militar norte-americano para o Médio Oriente ter declarado o fim da sua campanha de bombardeamentos.


 

Cliente de Epstein não comparece a audiência do Congresso e tenta silenciar comissão de inquérito com processo judicial.

Leon Black, um infame financeiro de Wall -Street, pagou a Jeffrey Epstein, por serviços não justificados, 158 milhões de dólares. Está agora a tentar fugir com o rabo à seringa por todos os meios, incluindo o judicial. 


 

O Incidente Ellsworth, corroborado.

Durante décadas, Mario Woods testemunhou publicamente ter sido raptado e sujeito a testes por entidades não humanas, depois de se ter deparado com um OVNI sobre um silo nuclear na base aérea de Ellsworth, onde prestava serviço militar em 1977.  Woods sempre garantiu que o episódio aterrorizante, que durou cerca de cinco horas, tinha sido experimentado com um camarada da polícia aérea - Michael Johnson - de quem foi imediata e permanentemente separado pelas autoridades militares e civis que tomaram conta da ocorrência. 

49 anos depois do sucedido, o youtuber Jesse Michels encontrou Johnson e reuniu as duas testemunhas do incidente de Ellsworth, que se corroboram mutuamente no documento vídeo que deixo em baixo e que resultou desse encontro, publicado ontem para de imediato incendiar a web e deixar em polvorosa a comunidade da ufologia. 

Apesar de creditar o seu incansável esforço investigativo, devo dizer que não confio totalmente em Michels, que antes de ter criado o seu muito bem sucedido e tecnicamente exemplar canal dedicado ao fenómeno OVNI trabalhava em Wall Street para um patrão chamado... Peter Thiel. E o facto de ter sujeitado Woods e Johnson a sessões de regressão hipnótica não ajuda muito à credibilidade do documentário, paradoxalmente, porque ninguém na verdade percebe bem o que acontece à mente humana sob hipnose, e porque a iniciativa faz alguma comichão ética, principalmente considerando o perfil de Michael Johnson, que me parece um homem algo vulnerável, sendo claro, na minha opinião leiga, que não terá sobrevivido incólume ao encontro imediato de terceiro grau que reporta, apesar das décadas que entretanto correram sobre o evento.

Além do mais, e como sempre tenho feito nos últimos anos quando escrevo sobre este assunto, há que digerir toda a narrativa dos "extraterrestres" e da "revelação" com vários e gordos grãos de sal. Continuo convencido que há aqui manipulação de massas e desinformação em quantidades industriais, apesar de reconhecer que o fenómeno não pode ser ignorado, dada a escala de testemunhos e documentos.

Advertências à parte, acho ainda assim que este é um daqueles momentos com peso mediático e até ontológico, e que justifica a partilha, porque as testemunhas parecem-me credíveis e genuínas quanto à experiência traumática que relatam, e que eu classificaria no âmbito do sobrenatural.

E o bárbaro tratamento a que foram submetidos pelas autoridades, depois da experiência já de si deveras complicada, só adensa o mistério e as suspeitas sobre as entidades paralelas que tomam conta deste tipo de ocorrências. Porque de cada vez que estes relatos vêm a público, fica mais e mais claro que há uma indústria, um clube, uma seita, uma corporação - não sei o que lhe chamar - que presta o complexo suporte logístico, científico, militar e de recursos humanos necessário ao encobrimento de eventos desta natureza e consequente processamento das testemunhas, que muitas vezes lembra os métodos de controlo mental desenvolvidos pela CIA, como o infame MK Ultra.

O trabalho de Michels, que é aqui muito bem ilustrado por AI, é também pertinente quando somado aos muitos casos amplamente estudados e verificados de inexplicável fenomenologia que ocorreram em silos de armas nucleares, por todo o mundo, e desde que se iniciou a implementação deste tipo de armamento apocalíptico.

Por muito desconfiado que seja da actual narrativa OVNI, e sejam quais forem as intenções de Jesse Michels, não posso deixar de valorizar este documentário, que para além de tudo o mais está muito bem feitinho.

Uma última nota: os segmentos relacionados com a sessão de hipnose de Michael Johnson são algo perturbadores e talvez desaconselháveis a pessoas mais susceptíveis.

Manifestações de apoio aos residentes em Ceuta ocorrem por toda a Espanha, enquanto relatório policial responsabiliza Marrocos.

Dezenas de milhar de pessoas reuniram-se em frente às câmaras municipais de Espanha em apoio de Ceuta, transformando o que foi anunciado como um acto institucional de solidariedade num veredicto público sobre a gestão da crise fronteiriça por parte do governo espanhol.


 

Odiar a Casa Mãe: uma análise clínica.

Porque é as elites ocidentais desprezam a civilização ocidental?

A oikofobia - essa estranha tendência para criticar ou rejeitar o próprio lar, sociedade ou nação, enquanto se elogiam pátrias alheias, muitas vezes alienígenas até do ponto de vista cultural -, é historicamente recorrente, acompanha e motoriza o declínio das civilizações e triunfou nas universidades, nas redacções e nas estruturas corporativas das sociedades contemporâneas, deste lado do mundo. 

A patologia, que Joomi Kim diagnostica neste interessante vídeo-ensaio, conduz até a caricatas sintomatologias, como a de políticos eleitoralmente bem sucedidos, como Barak Obama, incorporarem no seu discurso público um constante desdém pelos próprios eleitores e pelas nações que foram por eles incumbidos de dirigir.

Do legado helénico a Voltaire, da Roma imperial à América liberal, percebemos que a doença é endémica, e que, de forma aparentemente contra-intuitiva, é até resultado da prosperidade e da sofisticação das sociedades onde se propaga.  

Alimento para os neurónios.

segunda-feira, setembro 07, 2026

Julgamento de Lindsay Clancy, que assassinou os seus 3 filhos, foi anulado porque um dos jurados não era retardado.

O julgamento de grande impacto de Lindsay Clancy chegou a um impasse depois de um jurado se ter recusado a concordar com o veredicto dos restantes membros do júri, que aparentemente se preparavam para absolver a assassina confessa.


 

 

Yes, you are indeed, my dear.

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Meta paga 16,68 biliões de dólares por violações de privacidade infantil e design prejudicial da plataforma.

Embora negue as acusações, a Meta Platforms, empresa-mãe do Facebook e do Instagram, chegou a um oneroso acordo de dezenas de biliões de dólares com 29 estados norte-americanos, devido a alegações de que as suas plataformas prejudicam crianças e violam as leis de privacidade.


 

Regime Epstein liberta 600 milhões de dólares para a GAVI, o sinistro consórcio de vacinação de Bill Gates.

Por ordem directa de Donald Trump, o Governo Federal norte-americano revelou que vai "libertar imediatamente 600 milhões de dólares em fundos aprovados pelo Congresso” para a Gavi, o consórcio internacional de vacinas de Bill Gates.


 

O que é que pode correr mal? Aldeia inglesa terá seis homens migrantes por cada mulher local, após alojamento de requerentes de asilo pelo governo britânico.

O governo britânico vai alojar aproximadamente 1.200 requerentes de asilo do sexo masculino na base desactivada da Royal Air Force, em Linton-on-Ouse, uma aldeia com cerca de 600 residentes nativos.