A 11 de setembro de 2026, assinala-se o 25.º aniversário dos ataques terroristas de 11 de setembro de 2001 contra as Torres Gémeas do World Trade Center, em Nova Iorque, bem como os alvos no Pentágono e na Pensilvânia.
Realizam-se cerimónias solenes em Nova Iorque, no Pentágono e nos locais dos voos afetados.
O National September 11 Memorial & Museum em Nova Iorque acolhe o tradicional tributo de leitura dos nomes das vítimas.
A instalação artística Tribute in Light (Tributo em Luz) ilumina o céu noturno de Manhattan em memória das torres caídas
Concerto Especial: O PAC NYC (Performing Arts Center), situado junto ao World Trade Center, acolhe o concerto especial Sounds of Remembrance com a Filarmónica de Nova Iorque.
“Em contexto de Ensino Superior, as barreiras à aprendizagem são de múltipla natureza (Dalton & Proctor, 2008; Burgstahler, 2015; CAST, 2018; Fuentes, 2023). Com base nestes autores consideramos poderem existir no contexto de ensino superior, um leque de sete tipos de barreiras à aprendizagem, apresentadas na Figura 1”
“A identificação e a eliminação das barreiras à aprendizagem no ensino superior são essenciais para garantir que todos os estudantes tenham igualdade de oportunidades e abordagens psicopedagógicas equitativas, de modo a promover o sucesso académico e combater o abandono precoce. Toda a comunidade académica deve trabalhar em conjunto para criar um ambiente acolhedor e estimulante, que promova o desenvolvimento pleno das potencialidades de cada estudante.”
Theodor Ludwig Wiesengrund-Adorno naseu a 11 de setembro de 1903, em Frankfurt am Main, e faleceu a 6 de agosto de 1969, em Visp. É um dos expoentes da chamada Escola de Frankfurt, juntamente com Max Horkheimer, Walter Benjamin, Herbert Marcuse, Jürgen Habermas, entre outros. Estudou filosofia, sociologia, psicologia e música na Universidade de Frankfurt, mudando-se para Viena aos 22 anos para prosseguir seus estudos em composição com Alban Berg. É considerado como um dos principais pensadores do século XX em estética e filosofia. Como crítico do fascismo e do que ele chamou de indústria cultural, os seus escritos – como Dialética do Esclarecimento (1947), Minima Moralia (1951) e Dialética Negativa (1966) – influenciaram fortemente a Nova Esquerda Europeia.
“O homem é tão bem manipulado e ideologizado que até mesmo o seu lazer se torna uma extensão do trabalho.”
De volta à Alemanha, se dedica ao Instituto de Pesquisas Sociais, e conclui o doutoramento, em 1931, pela mesma universidade, e em 1933 apresentou o trabalho sobre o filósofo dinamarquês Kierkegaard. Durante dois anos, lecionou Filosofia na Universidade de Frankfurt, mas a fim de escapar da perseguição do regime nazi, emigrou primeiro para Paris e depois para a Inglaterra, onde lecionou Filosofia na Universidade de Oxford. Em 1937, foi para os Estados Unidos, onde colaborou decisivamente com o Instituto de Pesquisas que foi reconstituído na Universidade de Columbia. Entre 1938 e 1941 exerceu o cargo de diretor musical do setor de pesquisas da Rádio Princeton. Foi vice-diretor do Projeto de Pesquisas sobre a Discriminação Social da Universidade da Califórnia, em Berkeley.
“Aviso aos intelectuais: não deixem que ninguém vos represente.”
Em 1950, estava novamente na Europa e em 1953 voltou a residir em Frankfurt e retomou a classe de filosofia da Universidade de Frankfurt. A “Indústria Cultural”, termo criado por Adorno, foi um dos temas principais da sua reflexão. O termo foi criado para designar a exploração sistemática e programada dos bens culturais com finalidade do lucro. Segundo ele, a indústria cultural traz consigo todos os elementos característicos do mundo industrial moderno. A obra de arte, por exemplo, produzida e consumida segundo os critérios da sociedade capitalista se rebaixa ao nível de mercadoria e perde sua potencialidade de crítica e contestação.
“He who stands aloof runs the risk of believing himself better than others and misusing his critique of society as an ideology for his private interest. While he gropingly forms his own life in the frail image of a true existence, he should never forget its frailty, nor how little the image is a substitute for true life. Against such awareness, however, pulls the momentum of the bourgeois within him.” ― Theodor W. Adorno, Minima Moralia: Reflections on a Damaged Life
Os Doze Trabalhos de Hércules, codificados como um ciclo fixo pelo poeta Peisandro por volta de 600 a.C., representam uma das narrativas mitológicas mais duradouras da Grécia antiga.
Hércules, Herácles, e antes Alcides, nascido semideus como filho de Zeus e da mortal Alcmena (filha do Rei de Argos), tornou-se o herói arquetípico da força, coragem e sofrimento. Estava ainda no berço quando a deusa Juno, sua inimiga, enviou duas serpentes para devorá-lo. Mal ele as percebeu, agarrou-as com as suas mãos infantis, e sufocou-as.
Teve vários mestres: com Eurito aprendeu a manejar o arco, com Castor a combater todo armado, com Autólico a conduzir um carro de guerra, com Lino a tocar lira e a cantar. Confiado, a seguir, ao centauro Quíron, tornou-se o homem mais valente e mais famoso do seu século. O seu mito reflete o pensamento religioso grego e também valores culturais mais amplos sobre o destino, a justiça e a resiliência humana diante da hostilidade divina.
Perseguido implacavelmente por Hera, que o desprezava por ser filho ilegítimo de Zeus, Hércules foi enganado e privado da sua herança, levando-o a um acesso de loucura que resultou no assassinato da mulher, Mégara, e dos 3 filhos. Como penitência, Hércules foi obrigado pelo Oráculo de Delfos a servir o rei Euristeu de Tirinto e Micenas (reinado por volta do final do século XIII a.C. na cronologia mítica) durante doze anos, completando uma sequência de tarefas aparentemente impossíveis.
Em todo o Mediterrâneo, os Trabalhos/ as façanhas simbolizavam o confronto humano com o caos, a natureza e a mortalidade, enquanto a capa de pele de leão e o bastão se tornaram os seus atributos definidores na arte e na literatura. Os Trabalhos não apenas consolidaram Hércules como o maior herói da Grécia, mas também influenciaram a tradição romana, onde era adorado, personificando a resistência e a força divina ao longo da antiguidade.
A Catedral de Notre-Dame, em Paris, é o tema do ensaio «Notre-Dame: uma das maiores obras da civilização europeia», escrito por Ken Follet em 2019.
O livro descreve a angústia e o choque do autor ao ver o incêndio de abril de 2019 em direto, aborda a construção medieval da catedral e a sua importância central na história de França. Explica como a arquitetura gótica e Notre-Dame influenciaram a sua obra mais famosa, Os Pilares da Terra.
A Catedral de Notre-Dame, iniciada em 1163 sob o impulso do bispo Maurice de Sully e do rei Luís VII, demorou quase dois séculos a ser concluída. É um dos expoentes máximos da arquitetura gótica, famosa pelos seus arcos ogivais, botantes e rosáceas monumentais. Imortalizada por Victor Hugo no romance O Corcunda de Notre-Dame (1831), que salvou o edifício da demolição no século XIX.
“O Carregador de Flores” (The Flower Carrier ou Cargador de Flores) é uma famosa pintura de 1935, do pintor mexicano Diego Rivera. A obra retrata um camponês ajoelhado lutando para suportar uma cesta de flores gigante nas costas, simbolizando a opressão dos trabalhadores, que são esmagados pelo peso do trabalho enquanto produzem beleza para a elite.
A obra “Interpretation”, pintada a óleo em 2003 pelo artista sobrevivente do Holocausto Samuel Bak, retrata pilhas de livros e elógios em reuínas, Simboliza a tentativa humana de dar sentido à destruição, abordando a herança cultural, o peso da memória e a reconstrução do mundo após traumas extremos. As obras de Samuel Bak são profundamente conceptuais e focadas na memória, trauma e identidade. A sua linguagem visual surrealista apresenta frequentemente um “mundo destruído que é provisoriamente recomposto”.
O Casal Arnolfini é o mais famoso quadro do pintor flamengo Jan van Eyck, pintado em 1434. A obra exibe o então rico comerciante Giovanni Arnolfini e sua esposa Giovanna Cenami, que se estabeleceram e prosperaram na cidade de Bruges, entre 1420 e 1472. Os historiadores da arte discutem a imagem que o quadro representa exatamente; a tese dominante durante muito tempo, introduzida por Erwin Panofsky em um ensaio de 1934, assegura que a imagem corresponde ao matrimónio de ambos, celebrado em segredo e testemunhado pelo pintor. Contudo, muitas outras interpretações têm sido propostas acerca da obra, e o consenso atual é que a teoria de Panofsky é dificilmente sustentável. Especula-se sobre a presença efetiva do pintor no casamento dos Arnolfini, que explicaria a razão de o pintor neerlandês ter escrito no quadro, em latim, Johannes de Eyck fuit hic (Jan van Eyck esteve aqui).
Em todo caso, a pintura — desde 1842 na National Gallery de Londres — é considerada uma das obras mais notáveis de Van Eyck. É um dos mais antigos retratos de tema não hagiográfico conservados e, por sua vez, representa uma cena relativamente costumeira. O casal se apresenta de pé, em sua alcova; o esposo bendiz a sua mulher, que lhe oferece sua mão direita, enquanto apoia a esquerda no ventre. A pose das personagens resulta teatral e cerimoniosa, praticamente hierática; alguns especialistas veem nessas atitudes fleumáticas certa comicidade, ainda que a estendida interpretação que lê no retrato a representação de um casamento atribua a esse facto o seu ar pomposo. A obra, considerada muito inovadora para a época em que foi concebida, exibe diversos conceitos novos relativamente às perspectivas e à acentuação dos segundos planos. Note-se o espelho no fundo da composição, em que toda a cena aparece invertida, tal como a imagem do próprio artista.