Cinemark
| Cinemark | |
|---|---|
| Fundação | 1984 (42 anos) |
| Fundador(es) | Lee Roy Mitchell Paul Broadhead |
| Website | www |
Cinemark (NYSE: CNK) é uma cadeia de cinemas americana que iniciou suas operações em 1984 e desde então opera cinemas com centenas de locais nas Américas e em Taiwan. Está sediada em Plano, Texas, na área de Dallas-Fort Worth. A Cinemark é líder no setor de exibição cinematográfico com 521 salas e 5.855 telas nos Estados Unidos e na América Latina em 30 de junho de 2022. É a maior rede de cinemas do Brasil, com 30% de participação de mercado.[1] A sede brasileira da rede está localizada em São Paulo.[2][3]
História
[editar | editar código]A Cinemark foi fundada por Lee Roy Mitchell como uma rede de cinemas na Califórnia, Texas e Utah.[4] Não está claro quando o Cinemark foi fundado. Enquanto a Cinemark oficialmente afirma ter sido lançada em 1984 (e anteriormente reivindicou a data de fundação em 1983), registros online mostram que a Cinemark pode ter começado já em 1977. As raízes da empresa remontam à década de 1960, quando os irmãos JC e Lee Roy Mitchell criaram Mitchell Theatres, Inc.[5]
Em 1972, a empresa foi nomeada Texas Cinema Corporation. Lee Roy Mitchell então formou um grupo de cinemas sob o nome Cinemark começando em 1977. A Cinemark Corporation e Texas Cinema Corporation fundiram operações em junho de 1979 criando um portfólio de 25 cinemas no Texas e Novo México sob a marca Cinemark.[6] Em 26 de março de 1980, Henry G. Plitt, da Plitt Theatres Holdings, comprou o circuito de cinemas Cinemark. [7] Mas a Cinemark Corporation continuou suas operações adquirindo cinemas existentes e começou a construir novos cinemas. Em 1987, a Cinemark adquiriu todos os Plitt Theatres.
Com a abertura do Movies 8 na 3912 Hampton Road em Texarkana, Texas, em 1987, a Cinemark começou a construir cinemas com interiores coloridos e grandes fliperamas. Anúncios legais indicam que a empresa conhecida como Cinemark USA, Incorporated, começou oficialmente em 31 de dezembro de 1987.[8] No ano seguinte, a Cinemark lançou seu mascote Front Row Joe, criado pelo estúdio de animação independente Wilming Reams Animation. Este gato animado apareceu em trailers de políticas e em produtos de concessão para crianças.[9]O mascote foi aposentado em 1998, quando o Cinemark começou a abrir cinemas em estilo Art Déco, e foi revivido em 2004 para seu 20º aniversário, e novamente em 2018 com um visual CGI, laranja mais escuro e a cor bege sendo adicionada.
Em 1992, a Cinemark abriu um novo conceito de cinema chamado Hollywood USA em Garland, Texas; esse conceito foi posteriormente refinado na marca de cinemas Tinseltown USA, que eram muito maiores do que os que o Cinemark havia construído anteriormente. No ano seguinte, o Cinemark se expandiu para a América Latina com a inauguração de um cinema em Santiago, Chile. No ano seguinte, o Cinemark abriu quatro cinemas no México. Em 1998, a Cinemark anunciou que substituiria seus interiores de cores brilhantes com o que a Cinemark caracterizou como um design Art Déco mais clássico.[10] Através da construção e aquisições de novos teatros, tornou-se a terceira maior rede de teatros dos Estados Unidos e a segunda maior rede de teatros do mundo.[carece de fontes] O filho de Mitchell, Kevin Mitchell, trabalhou na empresa como executivo até sair em 2007 para fundar o ShowBiz Theatres.[11][12][13] Em 2013, a Cinemark decidiu vender todos os seus cinemas mexicanos para o Cinemex.[14]
A Cinemark tem um acordo com a Universal Pictures em que filmes que arrecadam mais de US $ 50 milhões no mercado interno durante seu primeiro fim de semana nos cinemas continuarão a ser exibidos nos cinemas exclusivamente por cinco fins de semana, ou 31 dias.[15] Depois disso, enquanto os cinemas podem continuar a exibir um filme, o título torna-se disponível em plataformas de aluguel online, como Apple TV e Amazon Prime Video.[15]
Processo judicial do Departamento de Justiça dos Estados Unidos
[editar | editar código]Na década de 1990, o Cinemark foi uma das primeiras redes a incorporar assentos em formato de estádio em seus cinemas.[16] Em 1997, deficientes físicos entraram com um processo contra o Cinemark, alegando que suas poltronas estilo estádio forçavam os clientes que usavam cadeiras de rodas a se sentar na primeira fila do cinema, tornando-os efetivamente incapazes de ver a tela sem assumir uma posição horizontal. O caso foi ouvido no tribunal distrital de El Paso no caso Lara v. Cinemark USA, onde um juiz determinou que a arquitetura do Cinemark violava a Lei dos Americanos com Deficiências (ADA). A decisão foi posteriormente anulada pelo Quinto Tribunal de Recursos do Circuito, que decidiu que o Cinemark só tinha que fornecer uma "visão desobstruída" da tela e que, uma vez que a visão dos usuários com deficiência era apenas estranha e não estava realmente obscurecida, o Cinemark não estava violando a lei.[17]
Em resposta, o Departamento de Justiça dos Estados Unidos (DOJ) abriu seu próprio processo contra a Cinemark enquanto apelava da decisão do tribunal de apelação. O DOJ argumentou que, embora o Cinemark não estivesse tecnicamente violando o ADA, ainda assim estava discriminando os clientes com deficiência, relegando-os aos piores assentos do cinema.[18] A Cinemark respondeu entrando com uma ação contra o Departamento de Justiça, alegando má conduta por parte do DOJ.[19]
O processo da Cinemark foi arquivado e o Departamento de Justiça deu andamento ao processo. A Cinemark acabou concordando em fazer um acordo fora do tribunal antes que a corte chegasse a uma decisão, concordando com o DOJ que era do melhor interesse da empresa encerrar o litígio antes que uma decisão fosse emitida.[18] De acordo com os termos do acordo, o Cinemark concordou em renovar todos os cinemas existentes para fornecer aos clientes que usavam cadeiras de rodas acesso a fileiras mais altas em seus cinemas, e também concordou que todos os cinemas futuros seriam construídos de forma a permitir que clientes deficientes tivessem melhor acesso às fileiras mais altas. Por sua vez, o Departamento de Justiça concordou em não abrir novos processos contra a empresa em relação à arquitetura dos assentos dos estádios conforme se aplica ao ADA.[18]
Massacre em Aurora
[editar | editar código]Em 20 de julho de 2012, um atirador abriu fogo durante a estreia à meia-noite de The Dark Knight Rises em um cinema em Century, em Aurora, no Colorado, matando 12 pessoas e ferindo outras 70.[20] O atirador, mais tarde identificado como James Eagan Holmes, que se acreditava estar agindo sozinho, entrou no cinema vestido com roupas de proteção, disparou granadas táticas e, em seguida, abriu fogo com várias armas de fogo contra os espectadores. Contando tanto as fatalidades quanto os feridos, o ataque foi o maior tiroteio em massa em termos de número de vítimas na história dos Estados Unidos na época.[21] O cinema foi reaberto em 17 de janeiro de 2013.[22]
O cinema foi processado por familiares das vítimas, que alegaram que o mesmo deveria ter tomado medidas maiores para prevenir tal tiroteio. Em maio de 2016, após anos de debate jurídico, um júri levou três horas para proferir um veredicto unânime de que a cadeia de cinemas não era responsável em qualquer grau pela tragédia que ocorreu.[23] Como parte vencedora do julgamento, a Cinemark buscou cerca de US $ 700.000 dos demandantes para recuperar as despesas do litígio. Em setembro de 2016, após objeções das vítimas, Cinemark retirou todos os pedidos de reembolso de taxas legais.[24] Um grupo separado de vítimas também foi demitido em tribunal federal quando o juiz distrital dos Estados Unidos R. Brooke Jackson decidiu: "[James Holmes] as próprias ações premeditadas e intencionais foram a causa predominante das perdas dos reclamantes."[25]
Na esteira do tiroteio em 2018 em Parkland, Flórida, a Cinemark anunciou que não permitiria mais bolsas maiores que 30 cm x 30 cm x 15 cm (12 pol x 12 pol x 6 pol.) em seus cinemas como medida de segurança.[26]
Fechamento temporário em 2020
[editar | editar código]A partir de 18 de março de 2020, o Cinemark fechou todos os seus 345 cinemas nos Estados Unidos indefinidamente devido à pandemia COVID-19.[27]
No Brasil
[editar | editar código]| Cinemark Brasil | |
|---|---|
Logo da Cinemark no Brasil | |
| Razão social | Cinemark Brasil Ltda. |
| Sociedade limitada | |
| Atividade | Cinematográfica |
| Fundação | 1 de junho de 1997 (29 anos) |
| Sede | São Paulo, São Paulo, Brasil |
| Área(s) servida(s) | |
| Presidente | Marcelo Bertini |
| Produtos | Exibição de produções cinematográficas |
| Website | www.cinemark.com.br |
Em 1995, a Cinemark enviou ao país o executivo nova-iorquino Joe Resnick, que havia sido presidente da Associação Americana dos Proprietários de Cinemas (NATO, na sigla em inglês) com o objetivo de avaliar o mercado local e a possibilidade de implantação de uma filial em terras brasileiras[28]. Após visitar as cidades do Rio de Janeiro, São Paulo, Recife e Salvador, Resnick relatou a situação de decadência das salas e retração do mercado, em virtude do desconforto e oferta de filmes para a TV.[28] Aprovada a chegada ao Brasil, em 6 de julho de 1997 deu-se a inauguração do primeiro complexo no Shopping Colinas,[29] na cidade de São José dos Campos.

Em 2009, a Cinemark introduziu o seu próprio conceito de tela grande, conhecido como XD, e tem planos para instalá-lo em diversas áreas pelo mundo. Nos EUA, todas as telas XD instaladas depois de agosto de 2010 contam com som 7.1 surround e os instalados após outubro de 2012 com (ou modernizando-se) com Dolby Atmos. Elas também possuem um sistema digital de transmissão de vídeos, mas ainda sem transmissão em resolução 4K, que pertence a rede Cinépolis e a United Cinemas International - UCI.[30][31]
A Cinemark encerrou o ano de 2015 no 1.o lugar entre os maiores exibidores do país por número de salas, detendo um market share de 10,5%[32]. Seu atual presidente é o executivo brasileiro Marcelo Bertini[33]. Em 2011, ele recebeu o prêmio "Executivo de Valor", concedido pelo jornal Valor Econômico.
Em agosto de 2021, a Cinemark anunciou que vai substituir o programa de fidelidade do cliente "Cinemark Mania" pelo "Meu Cinemark".[34]
Desde 2022, atua ativamente na iniciativa "Semana do Cinema", evento criado pela Federação Nacional das Empresas Exibidoras Cinematográficas (FENEEC) e que visa tornar a sétima arte mais acessível ao público brasileiro.[35] Em agosto de 2026, o Anuário Estatístico do Audiovisual Brasileiro, publicação da ANCINE, indicou que o Cinemark do Salvador Shopping foi o complexo de cinema que obteve o maior público na exibição de títulos brasileiros[36], totalizando 111 050 ingressos vendidos relativamente ao ano cinematográfico de 2025. O terceiro lugar ficou com o Cinemark do Shopping Riomar Recife (103 777) e o quinto com o Cinemark do Middway Mall de Natal (89 493 assistentes).
Distribuição dos complexos pelo Brasil
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A Cinemark consolidou-se como o maior exibidor brasileiro, graças a um processo de expansão que só foi interrompido com o advento da pandemia de covid-19 no país[37]. Dados de setembro de 2026 indica que a rede opera em todas as regiões, quinze unidades da federação (toda a região Sudeste e Sul, mais o Centro-Oeste (exceto Mato Grosso), Bahia, Pernambuco, Rio Grande do Norte e Sergipe no Nordeste e Tocantins na Região Norte) e 46 municípios. Em todos os estados mencionados, há pelo menos uma unidade da Cinemark em suas respectivas capitais, além de cidades do interior e região metropolitana de doze estados brasileiros - não há situações onde ela opere somente no interior de um estado, porém em seis deles a atuação ocorre apenas na capital.[38]
São 84 complexos cinematográficos, detendo 614 salas de exibição e 137 033 assentos, o que dá uma média de 7,31 salas por cinema e 223,18 assentos por sala.[38] Boa parte está concentrada no estado de São Paulo, onde opera em 17 municípios (40,48% da área de atuação municipal da Cinemark), 33 complexos (37% do total da empresa), detém 318 salas (51,79%) e possui 69 049 assentos (50,39% das poltronas da rede).
Em onze localidades das 46 onde opera, a Cinemark detém duas ou mais unidades: é o caso de Aracaju, Curitiba, Goiânia, Mogi das Cruzes, São Bernardo do Campo e São José dos Campos (dois cinemas); Belo Horizonte, Distrito Federal e Porto Alegre (três cinemas) e Rio de Janeiro (cinco unidades); a capital paulista, com seus 22 complexos cinematográficos e 166 salas de exibição da Cinemark, é a campeã absoluta.[38]
Os últimos cinemas a serem inaugurados foram o Cinemark Boulevard Shopping, na cidade de Mogi Guaçu, com quatro salas, em 12 de dezembro de 2019[39] e o Cinemark Jequitibá Plaza, na cidade de Itabuna, também com quatro salas e uma semana depois, em 19 de dezembro de 2019[40]. Desde então, não foram abertos novas unidades, dedicando-se a empresa a melhorar a experiência "premium" dos complexos existentes.[37]
Encerramentos e reduções de sala
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A empresa reduziu o número de salas de alguns dos seus complexos, provavelmente por um super dimensionamento na capacidade, em especial naqueles inaugurados nos primórdios da empresa no Brasil. A primeira unidade a encolher foi a do Shopping Canoas, na cidade do mesmo nome (inaugurado em 24 de junho de 1999), que em outubro de 2008 perdeu quatro das suas doze salas e 892 assentos.[38]
Já o complexo Cinemark Litoral Plaza, aberto em 24 dezembro 1998 na cidade de Praia Grande, foi o primeiro a cerrar as portas no país, em março de 2009, sendo reaberto mais tarde pela rede Cinesystem[41]. Houve ainda reduções de salas e assentos no Cinemark da cidade de Vitória (duas salas, 608 poltronas), dois dos cinemas de Porto Alegre: Bourbon Wallig e Bourbon Ipiranga (menos duas salas cada um e 668 assentos a menos, somados), além do tradicional Cinemark do Shopping Colinas, da cidade de São José dos Campos, o primeiro do país, que perdeu quatro salas e 538 assentos em outubro de 2008, de acordo com dados da ANCINE.[38] Foram registradas ainda reduções em dois cinemas da capital paulista, o Metrô Santa Cruz e o Aricanduva, que juntos perderam três salas e 603 assentos.
No total, a Cinemark já encerrou cinco unidades no Brasil e reduziu o número de salas em outros sete complexos, o que se traduz em 49 salas e 10 289 poltronas a menos[38]. Tais encolhimentos não costumam ser divulgadas pela imprensa (à exceção dos fechamentos dos complexos), porém seus dados constam nas tabelas do Portal de Dados Abertos da Agência Nacional do Cinema.[38]
Efeitos da Pandemia de Covid-19
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Como consequência do fechamento dos cinemas e da redução de público que se verificou no mundo inteiro, a operação da Cinemark no Brasil encerrou as atividades quatro complexos que perfaziam 32 salas e 6 980 assentos: o Cinemark Jacarepaguá de quatro salas, em julho de 2022, reaberto pela rede Cineflix[42]; a unidade de Boa Vista, Roraima, que também detinha quatro salas e 682 lugares, em outubro de 2020 e voltou a funcionar graças ao exibidor local Yanomax Cinema[43]; o cinema do Shopping Goiabeiras, de Cuiabá, que detinha oito salas e 1 798, encerrado em julho de 2024 e reaberto pelo Cine Laser[44]; Por fim, o Cinemark Studio 5 Festival Mall, de Manaus, cerrou as portas em dezembro de 2021, sendo este o único completamente desativado sem que outro exibidor reaproveitasse as instalações[45]. Detinha oito salas e 2 599 lugares.
As cidades de Boa Vista, Cuiabá, Manaus e Praia Grande perderam sua única unidade da Cinemark, não recebendo novo complexo da rede. O mesmo aconteceu com os estados de Amazonas, Mato Grosso e Roraima.[38]
Atuação regional no Brasil
[editar | editar código]Na região Norte do Brasil, a Cinemark dispõe de apenas um único complexo com seis salas e 1 541 lugares na cidade de