Coiote
As referências deste artigo necessitam de formatação. (março de 2024) |
| Coiote | |||||||||||||||||||||||||
|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|
| Estado de conservação | |||||||||||||||||||||||||
Pouco preocupante | |||||||||||||||||||||||||
| Classificação científica | |||||||||||||||||||||||||
| |||||||||||||||||||||||||
| Nome binomial | |||||||||||||||||||||||||
Canis latrans (Say, 1823) | |||||||||||||||||||||||||
| Distribuição geográfica | |||||||||||||||||||||||||
Coiote (Canis latrans), às vezes chamado de chacal-americano por zoólogos,[1] é um mamífero, membro da família Canidae e do gênero Canis. Possui uma pelagem pardo-amarelada. Os coiotes são encontrados apenas na América do Norte e América Central. Geralmente vivem sós, mas podem se organizar em matilhas ocasionalmente. Vivem em média 6 anos. A palavra coiote é de origem Nahuatl. Mamífero da família dos canídeos, encontrado do Alasca ao Panamá, semelhante ao lobo-cinzento (C. lupus), porém menor e mais esguio, com orelhas proporcionalmente mais compridas. Também, tem semelhanças físicas com o chacal, embora menor e com patas mais curtas.[2][3]
Na América do Norte, o coiote preenche grande parte do nicho ecológico que os chacais ocupam na Eurásia, embora seja maior e mais predatório.
O termo "coiote" também é usado popularmente para designar guias, geralmente mexicanos, que cobram para conduzir imigrantes ilegalmente aos Estados Unidos, através da fronteira com o México.[4][5][6]
Taxonomia
[editar | editar código]
Os coiotes eram uma espécie endêmica das localidades desérticas e áridas dos Estados Unidos, durante a colonização europeia. Referidos popularmente na época como lobos-da-pradaria, o que também dificultava saber quando escrituras referenciavam o coiote ou o lobo-cinzento. O coiote foi descrito cientificamente pela primeira vez em 1819, pelo naturalista Thomas Say, com seu relato sendo publicado em 1823, Say foi a primeira pessoa a documentar a diferença entre o lobo-da-pradaria (coiote) e o referido por ele como Canis nubilus, sinônimo correspondente ao lobo-das-grandes-planícies.[7][8] Say descreveu o coiote como:
O Canis latrans. Cinereu ou cinza, variado com preto acima, e fulvo opaco, ou canela; cabelo na base plumbeus escuro, no meio de seu comprimento canela opaca, e na ponta cinza ou preto, mais longo na linha vertebral; orelhas eretas, arredondadas nas pontas, canela atrás, cabelos escuros e plumosos na base, forrados internamente por cabelos grisalhos; pálpebras com bordas pretas, cílios superiores pretos abaixo e na ponta acima; tampa suplementar com margens pretas-marrons na frente e bordas pretas-marrons atrás; íris amarelo; pupila preto-azul; mancha no saco lacrimal preto-marrom; rostrum canela, tingida de acinzentado no nariz; lábios brancos, com bordas pretas, três séries de cerdas pretas; cabeça entre as orelhas misturada com cinza e canela opaca, cabelos escuros e plumosos na base; lados mais claros que o dorso, obsoletamente fasciados com preto acima das pernas; pernas canela na face externa, mais distinta nos pelos posteriores: linha preta dilatada e abreviada nas anteriores próximas ao pulso; cauda espessa, fusiforme, reta, variada em cinza e canela, uma mancha próxima à base acima e ponta preta; a ponta do tronco da cauda, atinge a ponta do calcâneo, quando a perna está estendida; abaixo branco, imaculado, cauda canela na ponta, ponta preta; pés posteriores com quatro dedos, anteriores com cinco dedos.[7]
Evolução
[editar | editar código]{Cladogram|align=right|title=Árvore filogenética da tribo Canina com tempo de milhões de anos [a] |cladogram=
| Caninae 3.5 Ma |
| ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O ancestral mais provável do coiote é o referido Canis lephopagus, uma vez que o suposto anteriormente Canis Edwardii era contemporâneo a populações antigas de coiotes[9]. O coiote contemporâneo surgiu há cerca de 1000 anos, após a extinção da megafauna, em contraste ao coiote atual, o coiote-do-pleistoceno (canis l. orcutti) era maior e mais robusto, sendo de peso maior (18 a 21 kg),[10] o coiote-pleistocênico era um predador mais especializado quando comparado ao coiote moderno e isso se decorre a evidências de maior capacidade de trituração de carne, e claro, eram potencialmente mais sociais.[11]
Subespécies
[editar | editar código]Sendo uma espécie de ampla distribuição na América do Norte/Central, o coiote possui variações geográficas. A partir de 2005, foram reconhecidas totalmente cerca de 19 subespécies, os coiotes geralmente não variam morfologicamente enormemente, mas as subespécies do Norte são maiores e de cor mais escura que os coiotes do Sul, menores e mais claras. Na América Central e no México, as subespécies de coiote tem a tendência de uma cor avermelhada.[12]
| Subspécie | Nome científico | Distribuição | Descrição | Imagem | |
|---|---|---|---|---|---|
| Coiote-de-Belize | Canis latrans goldmani | Habita em San Vincent, Chiapas, México e é conhecido na fronteira da guatemala, embora também outra subespécie habite a área[13] | A maior dentre as subespécies mexicanas, aproximado ao Canis l. latrans em tamanho, mas de constituição mais graciosa[14] | ||
| Coiote-das-Planícies | Canis latrans latrans | Vive nas Grandes Planícies, de Alberta, Manitoba, Sul do Novo méxico e no Texas[13] | A maior das subespécies, de cor pálida e grandes presas e carnassiais | ||
| Coiote-mexicano | Canis latrans cagottis | Vive nos estados mexicanos de Oaxaca, San luis Potosi, Puebla e Veracruz, endêmico do México[13] | Orelhas de comprimento médio, coloração avermelhada e com dentes particularmente grandes | - | |
| Coiote-pleistocênico | Canis latrans occurti | Fósseis achados ao Sul da Califórnia e em Idaho | Única subespécie pré-histórica reconhecida, por alguns tido como uma população extinta do lobo-vermelho.[15] É a maior subespécie que já existiu | - | |
| Coiote-oriental | Canis latrans var | Habita em Nova York, Idaho, Ohio, Virginia e mais alguns estados americanos[13] | Essencialmente, um híbrido do coiote e o lobo-cinzento, é menor que o lobo-oriental mas maior que o coiote comum | ||
| Coiote-de-Mearns | Canis latrans mearnsi | Sua distribuição envolve os estados de Utah, Arizona, Norte de Sonora e Chihuahua[13] | De porte médio, seus pelos são curtos e mais pobremente colorido. Orelhas pequenas, dentes pequenos e crânio menor que a média dos coiotes[16] | ||
| Coiote-do-Vale-da-Califórnia | Canis latrans ochropus | Vive na Califórnia a oeste da |





