Criptojudaísmo
O criptojudaísmo é a prática clandestina de formas de judaísmo por indivíduos ou comunidades que, em público, aderem ou são obrigados a aderir a outra religião. Na historiografia sobre a Península Ibérica e o mundo atlântico moderno, o termo aparece sobretudo associado aos cristãos-novos de origem judaica, aos marranos e aos conversos acusados de continuar a observar, em segredo, preceitos atribuídos à "Lei de Moisés".[1][2]
A documentação sobre o fenômeno provém em grande parte de fontes inquisitoriais, especialmente denúncias, confissões e processos do Tribunal do Santo Ofício. Por isso, historiadores costumam distinguir entre a identidade atribuída pela Inquisição, a ascendência cristã-nova e a existência efetiva de práticas judaicas clandestinas. Robert Rowland observa que não há critérios simples para determinar a veracidade de todas as acusações e confissões inquisitoriais, exigindo análise contextual de cada caso.[1]
Terminologia
[editar | editar código]O termo criptojudeu designa uma pessoa que conserva práticas ou identidade judaica de modo secreto. Ele não é sinônimo perfeito de cristão-novo: cristãos-novos eram judeus convertidos ao cristianismo, ou seus descendentes, mas nem todos praticavam judaísmo clandestino. Também não é sinônimo neutro de marrano, palavra historicamente usada de forma pejorativa na Península Ibérica, embora tenha sido reaproveitada pela historiografia para designar identidades judaicas dissimuladas entre conversos.[1][2]
Em Portugal, a conversão forçada dos judeus em 1497 criou uma população juridicamente cristã, mas socialmente marcada pela distinção entre cristãos-velhos e cristãos-novos. A Inquisição portuguesa, estabelecida em 1536, passou a tratar a suspeita de judaísmo como uma das principais formas de heresia entre os conversos.[3]
Práticas e transmissão
[editar | editar código]As práticas descritas nas fontes incluem jejuns, restrições alimentares, luto "à maneira judaica", guarda do sábado, preparação doméstica para o Shabat, celebrações associadas ao Yom Kippur e à Páscoa judaica, além de orações transmitidas oralmente.[3] A transmissão dessas práticas ocorreu principalmente no espaço doméstico e familiar, com papel destacado das mulheres em vários processos inquisitoriais.[4]
Como os cristãos-novos ibéricos foram afastados de instituições judaicas abertas, livros hebraicos, rabinos e escolas talmúdicas, o criptojudaísmo não correspondeu sempre ao judaísmo rabínico normativo. A historiografia descreve muitas dessas práticas como formas fragmentárias, híbridas ou reconstruídas de memória religiosa, influenciadas tanto por recordações judaicas quanto pelo ambiente católico em que os conversos viviam.[1][3][5]
Cabala e cultura criptojudaica
[editar | editar código]Alguns estudos associam a cultura criptojudaica sefardita à recepção da Cabala entre judeus ibéricos e cristãos-novos judaizantes. Marcos Silva e coautores argumentam que o cabalismo foi importante na cultura dos judeus portugueses antes da expulsão e analisam exemplos de cristãos-novos ligados a práticas ou leituras cabalísticas. Os autores também ressaltam que a relação entre Cabala e criptojudaísmo permanece relativamente pouco estudada, o que exige cautela ao generalizar essa influência para todos os grupos criptojudaicos.[6]
Criptojudaísmo no Brasil
[editar | editar código]Na América portuguesa não houve um tribunal inquisitorial permanente, mas o território esteve sob jurisdição do Tribunal de Lisboa. A ação inquisitorial ocorreu por meio de visitações, bispos, comissários, familiares do Santo Ofício e remessa de réus para Portugal.[3] Segundo Anita Novinsky, o estudo dos cristãos-novos no Brasil colonial deve considerar tanto a perseguição inquisitorial quanto as ambiguidades de identidade dos conversos, que podiam ser vistos como suspeitos pela sociedade católica mesmo quando sua prática judaica era incerta ou fragmentária.[2]
As pesquisas situam denúncias e processos relacionados ao criptojudaísmo em diferentes regiões da América portuguesa, incluindo Bahia, Pernambuco, Paraíba, Rio de Janeiro, Minas Gerais e a antiga Capitania de São Vicente.[4] Durante o domínio neerlandês em Pernambuco (1630-1654), existiu no Recife uma comunidade judaica aberta e legalmente organizada, associada à Sinagoga Kahal Zur Israel. Com a restauração portuguesa, o judaísmo público deixou de existir naquela região, e parte das práticas judaicas voltou a depender de formas clandestinas, familiares ou comunitárias.[5]
Em relação ao Nordeste brasileiro, pesquisadores têm analisado tradições domésticas, práticas alimentares, orações e memórias familiares associadas ao criptojudaísmo. Essas associações, porém, devem ser avaliadas com fontes documentais e comparação histórica, pois costumes isolados não bastam para provar continuidade judaica ininterrupta desde a Inquisição.[1][5]
Bahia
[editar | editar código]Na Bahia, a Primeira Visitação do Santo Ofício (1591-1593) produziu uma das principais séries documentais sobre cristãos-novos e práticas judaizantes na América portuguesa. Tamiris Santana descreve os cristãos-novos da Bahia quinhentista como descendentes de judeus convertidos à força em Portugal que, diante da perseguição inquisitorial, encontraram no espaço colonial formas de observar práticas religiosas de seus antepassados, transformando o judaísmo talmúdico em um "judaísmo possível".[7]
Os estudos sobre a Bahia destacam a centralidade do espaço doméstico e das mulheres na transmissão de práticas judaizantes. Angelo Adriano Faria de Assis analisou a "sinagoga das mulheres" no Nordeste açucareiro, ressaltando que as visitações revelaram tanto conflitos entre cristãos-velhos e cristãos-novos quanto o papel feminino na preservação de costumes judaicos secretos.[8] Famílias como as Antunes, no Recôncavo Baiano, aparecem em pesquisas sobre criptojudaísmo feminino e processos inquisitoriais.[8]
Pernambuco
[editar | editar código]Em Pernambuco, as fontes inquisitoriais e a historiografia registram tanto práticas criptojudaicas coloniais quanto a experiência singular de judaísmo público durante o período neerlandês. Angelo Adriano Faria de Assis estudou Bento Teixeira e João Nunes Correia como dois cristãos-novos judaizantes ligados ao Brasil colonial.[9]
A família Dias-Fernandes é um dos casos mais estudados do criptojudaísmo pernambucano. Branca Dias e Diogo Fernandes aparecem associados a denúncias de judaísmo, e Suzana do Nascimento Veiga analisou a quarta geração feminina dessa família, incluindo netas de Branca Dias acusadas de judaísmo e levadas ao Tribunal da Inquisição de Lisboa. O estudo destaca a transmissão matrilinear de práticas e memórias religiosas no interior da família.[4]
Outro caso pernambucano é o de Duarte Saraiva Coronel, também conhecido pelo nome judaico David Senior Coronel. A base Brasilhis, com referência a José Antônio Gonsalves de Mello, registra depoimentos segundo os quais sua casa serviu como ponto de reunião e culto para judeus chegados da Holanda e cristãos-novos de Pernambuco convertidos ao judaísmo antes da instalação da sinagoga do Recife, em 1636.[10]
Paraíba
[editar | editar código]Na Paraíba, estudos sobre marranismo colonial identificam comunidades cristãs-novas e redes familiares atingidas pelo Santo Ofício, especialmente no século XVIII. Fernanda Mayer Lustosa estudou as raízes judaicas da Paraíba colonial dos séculos XVI a XVIII, e pesquisas posteriores retomaram o tema do marranismo paraibano como adaptação e resistência.[11]
Bruno Feitler analisou um grupo de cristãos-novos presos pela Inquisição portuguesa entre 1730 e 1740 na capitania da Paraíba. O autor questiona a ideia de uma transmissão criptojudaica contínua e autônoma, enfatizando a importância de contatos externos e intervenções judaicas para a manutenção ou reativação de práticas e identidades judaicas entre conversos.[5] Pesquisas recentes também descrevem processos envolvendo dezenas de cristãos-novos paraibanos no século XVIII, documentando acusações de práticas judaizantes em redes familiares.[12]
Rio de Janeiro
[editar | editar código]O Rio de Janeiro tornou-se, no século XVIII, um espaço importante para a circulação de cristãos-novos, mercadores e redes familiares sob vigilância inquisitorial. Lina Gorenstein estudou a comunidade cristã-nova fluminense no início do século XVIII, tema também retomado por Monique Silva de Oliveira em pesquisa sobre a família Azeredo.[13][14] Os processos do Rio também se relacionam com redes comerciais e familiares que alcançavam Minas Gerais e outras capitanias.
Minas Gerais
[editar | editar código]Em Minas Gerais, o criptojudaísmo está ligado ao ciclo do ouro, à migração de cristãos-novos para as zonas mineradoras e à vigilância exercida por comissários, familiares do Santo Ofício e autoridades eclesiásticas. Anita Novinsky analisou 57 processos de marranos de Minas no século XVIII, destacando a presença de comerciantes, mineradores e redes familiares nas regiões auríferas.[15]
Angelo Adriano Faria de Assis observa que Minas Gerais foi, no século XVIII, uma das regiões mais procuradas por cristãos-novos que partiam de Portugal ou de outras áreas do império português, atraídos pelo ouro, pelos diamantes e pelas possibilidades de comércio. O mesmo estudo registra localidades associadas a cristãos-novos e judaizantes, como Vila Rica, Serro Frio, Vila do Príncipe, Ribeirão do Carmo, minas de Paracatu, Curralinho e Sabará, entre outras.[16]
As pesquisas sobre Minas também tratam da prática doméstica e rural do criptojudaísmo. Arthur Brum dos Reis analisou os processos de Ana e Helena do Vale, cristãs-novas presas em 1734, e identificou redes de encontros no Engenho do Ramirez e em localidades como Vila Rica, Minas Novas, Serro Frio, Cachoeira do Campo e Ribeirão do Carmo. O estudo aponta a casa e a fazenda como espaços estratégicos para reuniões, transmissão de práticas e preservação de segredo.[17] Neusa Fernandes descreveu famílias judaizantes vítimas da Inquisição em Minas, incluindo a família de Ignácio Cardoso de Azevedo e a rede de Francisco Nunes de Miranda, ressaltando que processos inquisitoriais registram reuniões em casas e transmissão familiar de práticas atribuídas à Lei de Moisés.[18]
São Vicente e São Paulo
[editar | editar código]Para a antiga Capitania de São Vicente e a formação paulista, Nachman Falbel observou que a documentação inquisitorial referente aos cristãos-novos de São Vicente e da região paulista é menos numerosa do que a de outras capitanias. Ainda assim, denúncias da Primeira Visitação mencionam cristãos-novos moradores de São Vicente, como Francisco Mendes, associado à geração dos "Valles", e Antônio do Vale.[19] O autor também chama atenção para os riscos de uma historiografia baseada apenas em indícios nominais ou raciais, ponto relevante para evitar identificar descendências judaicas sem documentação suficiente.[19]
Casos e redes familiares documentadas
[editar | editar código]Algumas redes familiares são frequentemente estudadas pela historiografia por aparecerem em processos inquisitoriais ou em documentação comunitária:
- Antunes, no Recôncavo Baiano — família associada a pesquisas sobre criptojudaísmo feminino e práticas judaizantes na Bahia colonial.[8]
- Dias-Fernandes, em Pernambuco — família de Branca Dias e Diogo Fernandes, estudada pela transmissão matrilinear de práticas judaizantes.[4]
- Saraiva Coronel ou Senior Coronel, em Pernambuco — rede ligada ao Brasil neerlandês e a reuniões judaicas anteriores à organização pública da sinagoga do Recife.[10]
- Azeredo, no Rio de Janeiro — família estudada em processos inquisitoriais do início do século XVIII.[14]
- Do Vale/Rodrigues Ramirez, em Minas Gerais — rede documentada nos processos das irmãs Ana e Helena do Vale, com reuniões em casas e fazendas da região mineradora.[17]
- Cardoso de Azevedo e Nunes de Miranda, em Minas Gerais — famílias descritas por Neusa Fernandes como exemplos de redes judaizantes atingidas pela Inquisição.[18]
Esses exemplos não constituem uma lista genealógica de descendentes atuais. Em verbetes enciclopédicos, a identificação de uma família como criptojudaica depende de fontes históricas publicadas e deve evitar extrapolações sobre pessoas vivas ou linhagens não documentadas.
Portugal contemporâneo
[editar | editar código]O caso mais conhecido de criptojudaísmo contemporâneo em Portugal é o da comunidade de Belmonte, estudada desde o início do século XX por Samuel Schwarz e por pesquisas posteriores sobre orações e tradições orais. Estudos sobre o romanceiro criptojudaico português indicam que certas orações, romances bíblicos e manuscritos familiares foram preservados por transmissão oral ou doméstica, embora nem sempre correspondam diretamente à liturgia judaica normativa.[20]
Ver também
[editar | editar código]Referências
- 1 2 3 4 5 Rowland, Robert (2010). «Cristãos-novos, marranos e judeus no espelho da Inquisição». Topoi. 11 (20): 172-188. doi:10.1590/2237-101X011020012. Consultado em 5 de julho de 2026. Cópia arquivada em 5 de julho de 2026
- 1 2 3 Novinsky, Anita (2001). «Os cristãos-novos no Brasil colonial: reflexões sobre a questão do marranismo». Tempo. 6 (11): 67-75. Consultado em 5 de julho de 2026. Cópia arquivada em 5 de julho de 2026
- 1 2 3 4 Severs, Suzana Maria de Sousa Santos (14 de agosto de 2022). «Criptojudaísmo, cristãos-novos e Inquisição». Museu da História da Inquisição. Consultado em 5 de julho de 2026. Cópia arquivada em 12 de dezembro de 2025
- 1 2 3 4 Veiga, Suzana do Nascimento (2018). «"Criptojudaísmo tropical": a religiosidade da quarta geração das Dias-Fernandes de Pernambuco e a Inquisição Portuguesa». Faces da História. 5 (1): 7-20. Consultado em 5 de julho de 2026. Cópia arquivada em 5 de julho de 2026
- 1 2 3 4 Feitler, Bruno (2011). «Four chapters in the history of crypto-Judaism in Brazil: the case of the northeastern New Christians (17th-21st centuries)». Jewish History. 25: 207-227. doi:10.1007/s10835-010-9131-x. Consultado em 5 de julho de 2026. Cópia arquivada em 18 de junho de 2018
- ↑ Silva, Marcos; Andrade, Carolline Acioli Oliveira; Santos, Clesia de Santana; Santos, Genisson Melo dos; Bispo, Isis Carolina Garcia (2012). «A Cabala e a cultura criptojudaica na diáspora atlântica dos sefarditas». Revista Brasileira de História das Religiões (12). Consultado em 5 de julho de 2026
- ↑ Santana, Tamiris (2026). «Criptojudaísmo na Primeira Visitação do Santo Ofício à Bahia (1591-1593)». Temporalidades. 18 (1): 1-18. Consultado em 5 de julho de 2026. Cópia arquivada em 13 de julho de 2026
- 1 2 3 Assis, Angelo Adriano Faria de (2002). «Inquisição, religiosidade e transformações culturais: a sinagoga das mulheres e a sobrevivência do judaísmo feminino no Brasil colonial — Nordeste, séculos XVI-XVII». Revista Brasileira de História. 22 (43). doi:10.1590/S0102-01882002000100004. Consultado em 5 de julho de 2026
- ↑ Assis, Angelo Adriano Faria de (2009). «Bento Teixeira e João Nunes Correia: dois cristãos-novos judaizantes no Brasil Colonial». In: Lewin, Helena. Judaísmo e modernidade: suas múltiplas inter-relações (PDF). Rio de Janeiro: Centro Edelstein de Pesquisas Sociais. pp. 105–116. ISBN 978-85-7982-016-8. Consultado em 5 de julho de 2026. Cópia arquivada (PDF) em 4 de setembro de 2025
- 1 2 «Duarte Saraiva Coronel, David Senior Coronel». Base de Dados BRASILHIS, Universidade de Salamanca. Consultado em 5 de julho de 2026. Cópia arquivada em 5 de julho de 2026
- ↑ Lustosa, Fernanda Mayer (2001). «Raízes judaicas na Paraíba colonial: séculos XVI a XVIII». Universidade de São Paulo. Consultado em 5 de julho de 2026. Cópia arquivada em 21 de junho de 2021
- ↑ Andrade, Priscila Gusmão (2024). «Cristãos-novos presos pelo Santo Ofício: Paraíba, século XVIII» (PDF). Universidade Federal de Pernambuco. Consultado em 5 de julho de 2026
- ↑ Gorenstein, Lina (2012). «Cristãos-novos, identidade e Inquisição (Rio de Janeiro, século XVIII)». WebMosaica. Consultado em 5 de julho de 2026. Cópia arquivada em 13 de julho de 2026
- 1 2 Oliveira, Monique Silva de (2016). «Inquisição e cristãos-novos no Rio de Janeiro: o caso da família Azeredo (c. 1701-c. 1720)» (PDF). Universidade Federal Fluminense. Consultado em 5 de julho de 2026. Cópia arquivada (PDF) em 6 de julho de 2026
- ↑ Novinsky, Anita (2001). «Ser marrano em Minas Colonial». Revista Brasileira de História. 21 (40): 161-176. doi:10.1590/S0102-01882001000100008. Consultado em 5 de julho de 2026. Cópia arquivada em 25 de janeiro de 2025
- ↑ Assis, Angelo Adriano Faria de (2022). «Cristãos-novos nas Minas Gerais: colonização, religiosidade e trajetórias sefarditas na América portuguesa durante o ciclo do ouro». In: Andrade, António M. L.; Gomes, Saul A.; Reis, Maria de Fátima. Diálogos Luso-Sefarditas (PDF). Aveiro: UA Editora. pp. 134–163. ISBN 978-972-789-756-8. doi:10.48528/d9rp-7a51-06135. Consultado em 5 de julho de 2026. Cópia arquivada (PDF) em 14 de julho de 2026
- 1 2 Reis, Arthur Brum dos (2024). «O caso das irmãs do Vale: o criptojudaísmo setecentista em Minas Gerais». Revista História em Curso. 6 (10): 241-263. Consultado em 5 de julho de 2026. Cópia arquivada em 5 de julho de 2026
- 1 2 Fernandes, Neusa (2003). «Famílias judaizantes: vítimas da Inquisição em Minas Gerais» (PDF). XXII Simpósio Nacional de História, ANPUH. Consultado em 5 de julho de 2026
- 1 2 Falbel, Nachman (1999). «Sobre a presença dos cristãos-novos na Capitania de São Vicente e a formação da etnia paulista». Revista USP (41): 112-119. Consultado em 5 de julho de 2026
- ↑ Fontes, Manuel da Costa (2022). «Romances cripto-judaicos portugueses» (PDF). Boletín de Literatura Oral. extra 5: 100-124. doi:10.17561/blo.vextra5.7229. Consultado em 5 de julho de 2026. Cópia arquivada (PDF) em 5 de julho de 2026
Ligações externas
[editar | editar código]- Victor, Adriana (25 de novembro de 2002). «Projeto cultural segue os passos dos judeus no Recife e arredores». Folha de S.Paulo. Consultado em 5 de julho de 2026. Cópia arquivada em 5 de julho de 2026