Globalstar
| Globalstar, Inc. | |
|---|---|
| Empresa de capital aberto | |
| Cotação | NASDAQ: GSAT |
| Atividade | Telecomunicações |
| Fundação | 24 de março de 1991 |
| Sede | Covington, Luisiana, Estados Unidos |
| Pessoas-chave | Paul E. Jacobs (diretor-executivo) |
| Receita | |
| Renda líquida | |
| Website | globalstar |
Globalstar, Inc. é uma empresa de telecomunicações dos Estados Unidos que opera uma constelação de satélites em órbita terrestre baixa para telefonia por satélite, transmissão de dados em baixa velocidade e observação da Terra. A constelação de segunda geração da Globalstar é formada por 25 satélites.[2] Em abril de 2026, a Amazon anunciou um acordo para comprar a Globalstar e incorporá-la à unidade Amazon Leo. A conclusão da compra está prevista para 2027.[3][4]
História
[editar | editar código]O projeto Globalstar começou em 1991 como um empreendimento conjunto da Loral Space & Communications e da Qualcomm. Em 24 de março de 1994, as empresas anunciaram a formação da Globalstar LP, uma parceria limitada nos Estados Unidos que recebeu participação financeira de outras oito companhias, entre elas Alcatel, AirTouch, Deutsche Aerospace, Hyundai e Vodafone. O sistema deveria entrar em serviço em 1998, a um custo estimado de US$ 1,8 bilhão.[5] Em 1994, a Globalstar previa cobrar US$ 0,65 por minuto, ante cerca de US$ 3 por minuto no serviço concorrente da Iridium. A empresa obteve uma licença mundial na Conferência Administrativa Mundial de Radiocomunicações e recebeu da Comissão Federal de Comunicações dos Estados Unidos a alocação do espectro em janeiro de 1995, enquanto negociava direitos de frequência em outros países.[6]
Os primeiros satélites foram lançados em fevereiro de 1998. Uma falha de lançamento em setembro daquele ano causou a perda de 12 satélites e atrasou a implantação do sistema. No fim de 1999, a Globalstar iniciou testes com usuários convidados usando 44 dos 48 satélites planejados. A primeira chamada pelo sistema foi feita em 1 de novembro de 1998 por Irwin Jacobs, presidente da Qualcomm, em San Diego, para Bernard Schwartz, diretor-executivo e presidente da Loral Space & Communications, em Nova Iorque. O serviço comercial limitado começou em dezembro de 1999. Em fevereiro de 2000, o serviço comercial completo já atendia à América do Norte, à Europa e ao Brasil com 48 satélites e quatro unidades de reserva em órbita. Outros satélites ficaram em terra como reserva. O preço inicial era de US$ 1,79 por minuto.[7]
Em maio de 1998, a Agência Nacional de Telecomunicações habilitou a Globalstar Limited Partnership a operar no Brasil por meio da Globalstar do Brasil S.A. e autorizou o uso de radiofrequências das bandas L e S pelo sistema.[8]
Após os ataques de 11 de setembro de 2001, a Qualcomm desenvolveu um sistema experimental aerotransportado da Globalstar que usava terminais de usuário em conjunto para aumentar a taxa de transmissão de dados. O sistema fornecia conexões de voz e dados, integrava-se aos sistemas da aeronave e permitia transmitir telemetria e vídeo.[9] Em 15 de fevereiro de 2002, a Globalstar e três subsidiárias pediram proteção judicial sob o Capítulo 11. A reestruturação terminou em 2004. Na primeira etapa, em dezembro de 2003, a Thermo Capital Partners assumiu o controle operacional. A Globalstar LLC foi criada em novembro de 2003 e convertida em Globalstar, Inc. em 17 de março de 2006.[10] Em 2007, a empresa lançou oito satélites de primeira geração para complementar as unidades que apresentavam falhas. De 2010 a 2013, colocou em órbita 24 satélites de segunda geração para recuperar a capacidade do sistema. Nesse intervalo, transferiu sua sede do Vale do Silício para Covington, na Luisiana.[11]
Em março de 2020, o 3GPP aprovou o uso da banda 53 da Globalstar em redes 5G, sob a designação n53.[12] Em março de 2021, a empresa anunciou o fim dos serviços Sat-Fi2 e Sat-Fi2 RAS. Em 7 de setembro de 2022, a Apple anunciou mensagens de emergência por satélite para o iPhone, usando a rede Globalstar nos Estados Unidos e no Canadá.[13] Em outubro de 2024, a Globalstar informou que a Apple havia concordado em adquirir 20% da empresa e que a rede passaria a ter 54 satélites.[14][15][16] Em 14 de abril de 2026, a Amazon anunciou o acordo para comprar a Globalstar por US$ 11,57 bilhões e prometeu manter o suporte aos aparelhos da Apple.[3]
Produtos e serviços
[editar | editar código]- Ericsson R290
- O Ericsson R290 combina telefonia GSM e por satélite na rede Globalstar.
A Globalstar fornece conectividade por satélite e por redes terrestres a clientes comerciais e usuários recreativos em mais de 120 países. Sua faixa de espectro terrestre, a banda 53, e a variante n53 para 5G oferecem a operadoras, empresas de cabo e integradores de sistemas um canal licenciado para redes privadas. A tecnologia XCOMP aumenta a capacidade de redes sem fio com alta densidade de usuários. Os produtos da empresa abrangem aparelhos de satélite simplex e duplex, modems de dados e pacotes de tempo de uso da rede.
Empresas terrestres e marítimas usam os produtos e serviços da Globalstar em áreas remotas que ficam fora do alcance da telefonia celular ou fixa. Certas partes da superfície terrestre, contudo, não recebem cobertura, pois o satélite precisa estar ao alcance de uma estação terrena de acesso. Entre os clientes estão empresas de petróleo e gás, órgãos públicos, mineradoras, companhias florestais, operadores de pesca comercial, prestadores de serviços de utilidade pública, forças armadas, transportadoras e construtoras. A rede também é usada em preparação para emergências, continuidade de negócios e atividades recreativas. Os serviços de transmissão de dados da Globalstar permitem rastrear bens e pessoas, monitorar dados e operar sistemas de supervisão e aquisição de dados, conhecidos pela sigla SCADA.
Mensageiros por satélite
[editar | editar código]No fim de 2007, a subsidiária SPOT LLC lançou o SPOT Satellite Messenger, um aparelho portátil de mensagens e rastreamento voltado à segurança pessoal. O SPOT X, mensageiro por satélite bidirecional com rastreamento por GPS, recursos de navegação, integração com redes sociais e comunicação direta com serviços de emergência, chegou ao mercado em 2018.
Modems de dados simplex
[editar | editar código]- Globalstar STINGR
- Globalstar STX2
- Globalstar STX3
- Globalstar ST100
- Globalstar SmartOne C
- Globalstar SmartOne Solar
Modems de dados duplex
[editar | editar código]- SPOT Trace
- SPOT Gen4
- SPOT X
Módulos duplex de voz e dados
[editar | editar código]- Globalstar GSP-1620
- Globalstar GSP-1720
Serviços
[editar | editar código]- Telefonia de voz
- Mensagens SMS unidirecionais recebidas pelo terminal móvel
- Chamadas de dados por comutação de circuitos a 9.600 bit/s, por discagem direta
- Acesso à Internet por comutação de pacotes a 9.600 bit/s, com conexão direta
- Mensagens curtas unidirecionais enviadas pelo terminal móvel, apenas em aparelhos simplex
- Mensagens curtas bidirecionais enviadas ou recebidas pelo terminal móvel, apenas no SPOT X
- Geolocalização do aparelho com precisão aproximada de 30 km
Produtos e serviços descontinuados
[editar | editar código]- Sat-Fi2, um ponto de acesso Wi-Fi por satélite, e Sat-Fi2 RAS, uma estação de antena remota
- Acesso à Internet por comutação de pacotes a 72 kbit/s, na rede WCDMA de segunda geração
- Globalstar GSP-1620
- Globalstar GSP-1720
Arquitetura do sistema
[editar | editar código]Estações de acesso
[editar | editar código]Os satélites Globalstar são retransmissores analógicos simples do tipo "bent pipe",[17] ao contrário dos satélites da Iridium.[18]
Uma rede de estações de acesso em terra conecta os 40 satélites à rede pública de telefonia comutada e à Internet. Para atender um usuário, o satélite precisa ter uma dessas estações em seu campo de visão. Há 24 estações da Globalstar pelo mundo, sete delas na América do Norte.[19] As estações da rede formam a maior estação-base celular do mundo e foram projetadas para mais de 10 mil chamadas simultâneas em uma área de cobertura equivalente a cerca de metade dos Estados Unidos. A Globalstar usa recursos de CDMA, entre eles receptores rake e transferências suaves, de modo que um telefone pode se comunicar com duas estações por dois feixes pontuais e obter diversidade de percurso.
Na América do Norte, os usuários da Globalstar recebem números de telefone do Plano de Numeração da América do Norte. Em outros países, seguem o plano de numeração do local onde fica a estação de acesso. O Brasil é a exceção e usa o código internacional da Globalstar, +8818. As estações em terra permitem atribuir números regionais aos telefones por satélite. O serviço não alcança áreas remotas, como partes do Pacífico Sul e as regiões polares, quando não há uma estação próxima. Em maio de 2012, a falta dessas estações impedia o funcionamento de voz e dados full-duplex em grande parte da África, no subcontinente sul-asiático e na maior parte das regiões oceânicas.[20]
O sistema Globalstar usa a interface aérea CDMA da Qualcomm. Os telefones da Ericsson e da Telit aceitam cartões GSM do tipo SIM, enquanto os aparelhos Qualcomm GSP-1600 e GSP-1700 não têm entrada para esse cartão e empregam autenticação baseada em CDMA e IS-41. Por isso, as estações da Globalstar precisam aceitar os padrões CDMA/IS-41 e GSM.
A Globalstar mantém acordos de roaming com operadoras de telefonia celular em algumas regiões. Nos aparelhos multimodo, isso permite usar um só número nos modos celular e satélite.[21] Esses acordos não existem na América do Norte. Com o avanço dos celulares e de suas redes, somado às limitações dos telefones por satélite, o aparelho mais recente da Globalstar, lançado em 2006, não trouxe conexão celular. A empresa não esperava que os assinantes o usassem como único telefone móvel.[22]
Satélites de primeira geração
[editar | editar código]As órbitas da Globalstar têm inclinação de 52 graus. Por causa dessa inclinação, a rede não cobre as regiões polares. Os satélites orbitam a cerca de 1.400 km de altitude e mantêm latência relativamente baixa, por volta de 60 ms. Cada um tem dois painéis montados no corpo e voltados para a Terra. As unidades da primeira geração pesam cerca de 550 kg. O projeto da segunda geração tem massa maior. Em 2005, parte dos satélites começou a atingir o limite de sua vida operacional, estimada em 7,5 anos. Em dezembro daquele ano, a Globalstar passou a mover certas unidades para uma órbita cemitério acima da órbita terrestre baixa.[23]
Problemas nos satélites de primeira geração
[editar | editar código]Documentos apresentados à Comissão de Valores Mobiliários dos Estados Unidos em 30 de janeiro de 2007 informaram que os problemas já detectados nos amplificadores de banda S usados para comunicações bidirecionais ocorriam com frequência acima da esperada. A falha poderia reduzir a disponibilidade dos serviços de voz bidirecional e dados duplex em 2008. Os serviços de dados simplex usados nos produtos de rastreamento e no SPOT Satellite Messenger não eram afetados pelo problema. A Globalstar também lançou em 2007 oito satélites que estavam guardados em terra para diminuir seus efeitos.
No documento, a Globalstar declarou:
Com base em dados recolhidos recentemente nas operações dos satélites, a empresa concluiu que a degradação dos amplificadores ocorre em um ritmo mais rápido do que o observado e previsto anteriormente. Com base em sua análise mais recente, a empresa acredita que, se a degradação dos amplificadores das antenas da banda S continuar no ritmo atual ou acelerar, e se a empresa não conseguir desenvolver outras soluções técnicas, a qualidade dos serviços de comunicação bidirecional cairá. Em algum momento de 2008, quase todos os satélites que a empresa mantém em órbita deixarão de ser capazes de prestar esses serviços.[24]
A causa cogitada para a falha foi a radiação recebida pelos satélites ao atravessarem a Anomalia do Atlântico Sul em órbitas com 1.414 km de altitude.[25]
A degradação dos amplificadores das antenas da banda S não prejudica os serviços unidirecionais de transmissão de dados "Simplex" da empresa. Esses serviços usam apenas o enlace ascendente da banda L entre o terminal "Simplex" do assinante e os satélites.[24]
A empresa trabalha em planos que abrangem novos produtos, serviços e programas de preços. Também estuda a possibilidade de antecipar a compra e o lançamento da constelação de segunda geração para reduzir os efeitos do problema sobre os clientes e as operações. A empresa poderá prever a duração da cobertura em cada ponto de sua área de serviço e pretende oferecer essa informação gratuitamente aos prestadores de serviço, inclusive às subsidiárias integrais. Eles poderão trabalhar com seus assinantes para reduzir os efeitos da queda na qualidade do serviço em cada região. A empresa também revê seu plano de negócios à luz dessas mudanças.[24]
A empresa mantém forte liquidez. Em 31 de dezembro de 2006, além de seu contrato de crédito, possuía cerca de US$ 195 milhões em caixa sem restrições e em valores ainda não utilizados do contrato irrevogável de compra de ações de reserva com a Thermo Funding Company.[24]
Solução provisória para os problemas prematuros da primeira geração
[editar | editar código]Em 2007, a Globalstar lançou oito satélites de reserva para reduzir as lacunas nos serviços bidirecionais de voz e dados enquanto a constelação de segunda geração não chegava ao mercado. A empresa manteve a primeira constelação em operação e prestou os serviços de forma intermitente até que os novos satélites entrassem em funcionamento.
Antes da entrada em operação da segunda geração, a Globalstar oferecia em seu site a ferramenta "Optimum Satellite Availability Tool". Os assinantes podiam usá-la para prever quando um ou mais satélites sem a falha passariam sobre determinado ponto geográfico.
Satélites de segunda geração
[editar | editar código]Em dezembro de 2006, a Globalstar anunciou que a Alcatel Alenia Space, mais tarde chamada Thales Alenia Space, havia recebido um contrato de 661 milhões de euros para a constelação de segunda geração. Os satélites foram projetados para uma vida útil de 15 anos, o dobro da estimativa para a primeira geração. A constelação teria 24 unidades.[2] Em 3 de abril de 2007, a Globalstar anunciou outro acordo, de 9 milhões de euros, para que a Thales Alenia Space modernizasse a constelação e o hardware e o software das instalações da rede de controle.[26] Em agosto de 2008, a Thales Alenia Space iniciou em sua fábrica de Roma a montagem, a integração e os testes dos modelos de voo. O lançamento estava inicialmente previsto para o terceiro trimestre de 2009.[27][28] Em julho de 2009, a Globalstar informou que havia obtido todo o financiamento necessário e assinado uma alteração no contrato original, com novas condições de produção e outro cronograma de entrega.[29]
Os seis primeiros satélites de segunda geração foram lançados em 19 de outubro de 2010 do Cosmódromo de Baikonur, no Cazaquistão.[30] O lançamento usou um foguete Soyuz-2 com estágio superior Fregat.[31] A previsão era que esses satélites prestassem serviços de voz e dados até pelo menos 2025. Outros seis foram lançados em julho de 2011,[32] seguidos por mais seis em dezembro daquele ano.[33] A implantação da constelação terminou em 6 de fevereiro de 2013, quando os seis últimos satélites foram levados ao espaço por um Soyuz 2-1a.[34] Cada uma das 24 unidades pesava cerca de 700 kg no lançamento e tinha estabilização em três eixos.[35]
Em fevereiro de 2022, a Globalstar anunciou a compra de 17 novos satélites, fabricados pela MDA e pela Rocket Lab, por US$ 327 milhões. O lançamento era esperado até 2025.[36] Em 19 de junho de 2022, um satélite de reserva da Globalstar foi lançado em um Falcon 9. Foi o primeiro lançamento da empresa em mais de nove anos. Antes da missão, a Globalstar havia feito apenas uma menção vaga ao lançamento em seu relatório trimestral.[37]
Em 16 de agosto de 2026, mais oito satélites da Globalstar foram lançados em um Falcon 9.[38][39]
Operações comerciais
[editar | editar código]Estrutura societária e financiamento
[editar | editar código]Empresa antecessora, Globalstar LP. Em fevereiro de 1995, a Globalstar Telecommunications Ltd. arrecadou US$ 200 milhões em uma oferta pública inicial na NASDAQ. O preço de US$ 20 por ação equivalia a US$ 5 após dois desdobramentos. As ações chegaram a US$ 50, já considerado o efeito dos desdobramentos, em janeiro de 2000. Em junho daquele ano, investidores institucionais já previam a falência. A cotação caiu abaixo de US$ 1 e a NASDAQ retirou as ações de negociação em junho de 2001.
Depois da oferta pública, a Globalstar Telecommunications, negociada sob o código GSTRF, possuía parte da operadora Globalstar LP. O financiamento passou a vir sobretudo dos fornecedores, entre eles Loral e Qualcomm, complementado por títulos de dívida de alto risco. Após investimentos de dívida e capital próprio que somaram US$ 4,3 bilhões, a Globalstar Telecommunications pediu proteção sob o Capítulo 11 em 15 de fevereiro de 2002. Declarou ativos de US$ 570 milhões e passivos de US$ 3,3 bilhões. A Thermo Capital Partners LLC comprou os ativos por US$ 43 milhões. Quando a nova Globalstar saiu da falência, em abril de 2004, a Thermo Capital Partners detinha 81,25% da empresa e os credores originais da Globalstar LP, 18,75%. A Globalstar LLC foi constituída em abril de 2006 para se tornar a Globalstar, Inc. A nova companhia realizou uma oferta pública inicial em novembro de 2006. Suas ações são negociadas na NASDAQ sob o código GSAT.
SPOT LLC
[editar | editar código]Em agosto de 2007, a Globalstar anunciou o SPOT Satellite Messenger, que seria vendido por sua subsidiária mais recente, a SPOT, Inc., depois chamada SPOT LLC. O aparelho é fabricado pela Axonn LLC, parceira da Globalstar, e combina a tecnologia de dados simplex da empresa com um chipset de GPS da Nemerix. O SPOT aproveita o enlace ascendente da banda L da Globalstar, que ainda funcionava de forma adequada e era usado pelos modems simplex. O produto chegou ao mercado no começo de novembro de 2007. Os lançamentos seguintes foram o SPOT Trace, o SPOT X com Bluetooth e o Gen4.
Colaboração com a Apple
[editar | editar código]A Globalstar fornece a infraestrutura para o recurso SOS de Emergência via satélite,[40] anunciado em 2022 para todas as versões do iPhone 14[41] e os modelos posteriores. A Globalstar reserva 85% da capacidade de sua rede para o serviço. Antes do anúncio, a empresa ampliou a infraestrutura com "modernizações substanciais da rede terrestre da Globalstar para aumentar a redundância e a cobertura" e a "construção de dez novas estações de acesso pelo mundo".[42] Em fevereiro de 2023, a Globalstar anunciou que pagaria uma dívida de US$ 150 milhões decorrente de um acordo firmado em 2019 com a EchoStar. A dívida poderia ter impedido a parceria com a Apple.[43]
Funcionários
[editar | editar código]A Globalstar reduziu seu quadro de 439 funcionários em tempo integral em 1 de janeiro de 2001 para 146 no fim daquele ano. Os cortes ocorreram em março, julho e setembro.[44]
Em maio de 2001, a empresa nomeou Olof Lundberg presidente e diretor-executivo. Ele havia iniciado a carreira na Swedish Telecom e foi o primeiro diretor-geral da Inmarsat, cargo que ocupou de 1979 a 1995, passando depois a diretor-executivo. De 1995 a 1999, foi diretor-executivo fundador e mais tarde presidente da ICO Global Communications.[45]
Lundberg renunciou aos cargos em 30 de junho de 2003, quando a empresa ainda passava pela recuperação judicial.[46]
Paul E. Jacobs foi nomeado diretor-executivo em 29 de agosto de 2023, no lugar de David Kagan.[47]
Ver também
[editar | editar código]- Telefone por satélite, aparelho que usa satélites de comunicação para realizar chamadas
- Constelação de satélites, grupo coordenado de satélites usado pela rede Globalstar
- Iridium Communications, operadora de uma rede concorrente de telefonia por satélite
- Lista de empresas operadoras de satélites de comunicações, relação de operadoras comerciais do setor
Referências
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- 1 2 «Globalstar M073 - 103 (Globalstar-2)». Gunter's Space Page. Consultado em 10 de março de 2023
- 1 2 Annie Palmer (14 de abril de 2026). «Amazon to buy Globalstar to bolster Leo satellite business in deal worth about $11.6 billion». CNBC (em inglês). Consultado em 14 de abril de 2026
- ↑ «Amazon to acquire Globalstar and expand Amazon Leo satellite network». Amazon News (em inglês). Consultado em 14 de abril de 2026
- ↑ Rich Collins (18 de março de 2025). «Covington-based satellite company Globalstar unveils new control center». NOLA.com (em inglês). Consultado em 19 de abril de 2026
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