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Linguiça

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Linguiça
Linguiça à venda em um açougue de Ibiraçu, no Espírito Santo, Brasil, em 2009
Categoriaenchido
PaísPortugal e Brasil
Receitas: Linguiça   Multimédia: Linguiça

A linguiça (lin-GWI-ssa escutar) é um enchido (embutido) em forma de salsicha, feito de carne de porco, de aves, de carneiro, de bovinos e até mesmo peixes ou frutos do mar, temperado com cebola, alho e páprica e outras especiarias. Pode ser consumida fresca após preparada ou sofrer processo de cura e conservação por meio de defumação.[1]

Na sua variedade portuguesa tem sabor similar ao chouriço, entretanto seu tempero normalmente é muito mais leve que o tempero do chouriço. Fora de Portugal a linguiça é popular no Brasil, além disso, na Nova Inglaterra e no Havaí, é designada Portuguese Sausage, traduzida literalmente por "salsicha portuguesa", e faz parte de menus por todo o mundo.[2]

História

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Nos primeiros tempos, quando o caçador abatia um animal maior do que as suas necessidades, picava alguns pedaços pequenos de sua carne, temperava-os com sal e ervas aromáticas e os embutia nas tripas e bucho (previamente lavados) destes animais.

Petrônio (c. 27–66), no Satíricon, descrevendo a cena de Trimalchion, verseja: "umas linguiças fumegavam numa churrasqueira de prata, e, embaixo da churrasqueira, havia ameixas, damascos e grãos de romã", e, mais adiante, num outro trecho: "o cozinheiro colocou o avental, pegou a faca e com a mão trêmula deu vários cortes na barriga do animal (do porco). Logo depois, pelas perfurações alargadas com habilidade, começaram a sair, devido a inclinação, pencas de chouriços e linguiças."[3]

No Império Romano, eram consumidos vários tipos de embutidos. Os embutidos recebiam o nome de farcimina. Dentro deste universo, havia os hillae, os circelli, os spirulae e os botulus.[4]

Etimologia

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A palavra "linguiça" é relacionada com a palavra italiana luganega, que tem seu nome originado nos lucanianos, uma tribo itálica que já comandou parte da atual região de Basilicata; possivelmente os romanos aprenderam a arte de fazer salame desta tribo.[5]

Legislações

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No Brasil

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A Instrução Normativa N.º 4/2000 definiu parâmetros para as denominações oficiais de linguiça calabresa, linguiça portuguesa, linguiça toscana e paio.[6]

Em Portugal

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Segundo a Direção-Geral da Alimentação e Veterinária de Portugal (DGVA), a linguiça é um: «Enchido fumado, constituído exclusivamente por carne e gordura de porco picadas, adicionadas de condimentos e, eventualmente de aditivos.» Para um produto ser considerado uma linguiça em Portugal, precisa de ter essencialmente carne de suíno e gordura rija de suíno e opcionalmente: água, couratos, massa de pimentão, colorau, alho, sal, sangue e/ou hemoglobina em quantidade necessária para reforçar a cor, vinho, açúcar e/ou dextrose, especiarias e proteínas de origem animal. Além disso, também pode conter tripas naturais ou semissintéticas, provenientes de fibras animais reconstituídas e também pode ser utilizado um recobrimento de natureza colagénea ou vegetal, próprio para uso alimentar e aplicado por processo tecnológico adequado.[7]

Ver também

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Referências

  1. Ying, Chris (5 de abril de 2016). The Wurst of Lucky Peach: A Treasury of Encased Meat: A Cookbook (em inglês). Estados Unidos: Clarkson Potter/Ten Speed. p. 158. ISBN 978-0-8041-8778-7. Consultado em 5 de junho de 2026
  2. DuMonde, Gen S. (7 de maio de 2026). Portugal: A Cultural Cookbook (em inglês). [S.l.]: World Trade Press. p. 305. ISBN 978-1-61840-018-5. Consultado em 5 de junho de 2026
  3. «Trimalchio's Banquet - Ancient Romans at the Table». Viaggi in Italia (em inglês). Consultado em 5 de junho de 2026
  4. «Marcus Terentius Varro's on the Latin Language: Book V: Chapter XXII: Section 111». Loeb Classical Library (em inglês). Consultado em 5 de junho de 2026. Cópia arquivada em 25 de janeiro de 2025
  5. «Conosci la differenza fra luganega e salsiccia?». La Cucina Italiana (em italiano). 10 de outubro de 2016. Consultado em 5 de junho de 2026
  6. «Instrução Normativa nº 4, de 31 de março de 2000 (Ministério da Agricultura e Pecuária do Brasil/Secretaria de Defesa Agropecuária)» (PDF). www.gov.br. Consultado em 5 de junho de 2026. Cópia arquivada (PDF) em 26 de dezembro de 2025
  7. «ANEXO E: Aquisição de géneros alimentares: Diversos» (PDF). Universidade de Coimbra. Consultado em 5 de junho de 2026