Paiacus
| População total | |
|---|---|
| 292 (censo IBGE 2022) | |
| Regiões com população significativa | |
| 41 (censo IBGE 2022) | |
| 201 (censo IBGE 2022) | |
| Línguas | |
| tarairiú/xukuru e português | |
| Religiões | |
| Xamanismo e Cristianismo | |
| Etnia | |
| Tapuias | |
| Grupos étnicos relacionados | |
| Kanindé, Jenipapo-Kanindé, Janduí | |
Os paiacus (Payaku) são um povo indígena brasileiro, pertencentes à Nação Tarairiú, e que habitam os estados do Rio Grande do Norte e Ceará. Também conhecidos como tapuias, habitavam a região compreendida entre o rio Açu, na Chapada do Apodi no Rio Grande do Norte e o baixo Jaguaribe no Ceará.[1]
Os portugueses tentaram tanto intervenções militares como religiosas para vencê-los. O Forte Real de São Francisco Xavier da Ribeira do Jaguaribe (hoje a cidade de Russas, no Ceará), foi um exemplo de intervenção militar, e que não teve êxito. O agrupamento e aldeamento dos indígenas só ocorreu com as missões dos jesuítas.
Em 1707 eles foram aldeados e removidos de suas terras de origens com a ajuda dos jesuítas, para a Missão dos Paiacu (hoje Pacajus, no Ceará).[1] Em 1761/1762 foram transferidos e aldeados em Portalegre, no Rio Grande do Norte. Com a expulsão dos jesuítas pelo Marquês de Pombal, estes se dispersaram e fugiram para suas terras de origem e, em 1765, foram mais uma vez agrupados e aldeados na vila de Monte-o-Novo (hoje Baturité, Ceará).[2] Atualmente, os paiacus lutam pelo reconhecimento de suas terras na comunidade Paripueira, de Beberibe, no Ceará e também no município Apodi, no Rio Grande do Norte, onde há o único museu indígena do RN: o Museu Indígena Luiza Cantofa idealizado pela Pajurípe Lúcia Paiacu Tabajara.
Referências
- 1 2 História de Pacajus<Biblioteca do IBGE>Acesso em 28 de março de 2012.
- ↑ História de Portalegre<Biblioteca do IBGE>Acesso em 28 de março de 2012.