Celebridade

Celebridade é a fama e atenção pública desfrutada por uma pessoa, grupo, evento, trabalho, lugar, etc.[1][2] A palavra vem do latim celebritas, que significa "grande público" em um lugar, "afluência" e, figurativamente, "fama". A celebridade é muitas vezes retransmitida pela mídia.[1][3] O que é célebre é conhecido, falado ou comentado por muitos, obtendo reputação e renome.[1]
Embora a fama seja geralmente considerada um pré-requisito para o status de celebridade, nem sempre é suficiente. Deve haver um nível de interesse público que pode ou não estar relacionado ao motivo da fama. O status de celebridade geralmente é associado à riqueza (geralmente conhecida como fama e fortuna), enquanto a fama através do entretenimento é geralmente associada ao status de celebridade,[4][5] enquanto líderes políticos frequentemente se tornam celebridades. As pessoas também podem se tornar celebridades devido à atenção da mídia no seu estilo de vida, riqueza ou ações controversas, ou por sua conexão com uma pessoa famosa.
Muitas personalidades ficam famosas apenas por um curto período de tempo, às vezes depois de aparecer em um programa de TV ou fazer algo especial que chamou a atenção do público, como realizar uma façanha ou quebrar um recorde. A este evento chama-se "15 minutos de fama".
Condições
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Uma figura pública, como um político ou o chefe de uma grande e poderosa corporação, pode ter alguma fama, mas só pode se tornar uma celebridade quando o público ou a mídia se interessam por ela. Por exemplo, o diretor da Virgin, Richard Branson, era um renomado líder empresarial, mas só se tornou uma celebridade quando tentou dar a volta ao mundo em um balão. Por outro lado, personalidades divertidas do show business, como atores ou cantores, tornam-se celebridades, mesmo que tentem deliberadamente escapar da atenção da mídia.
Um indivíduo pode tornar-se famoso graças à sua profissão, aos seus sucessos ou à sua notoriedade, sem necessariamente ter uma família ou parentes para ajudá-lo. No entanto, existem famílias em que cada membro pode reivindicar o status de celebridade. Na Europa, membros de famílias reais costumam ser celebridades em seu país, principalmente quando estão associados a um escândalo real ou suspeito. Nos Estados Unidos, esse é o caso de certas famílias de políticos, como os Kennedy e os Bush, ou de famílias extremamente ricas, como os Hiltons. No Brasil, celebridades costumam ser atores ou jornalistas da televisão.
A fama pode se tornar um objetivo em si mesmo para os participantes de reality shows. Qualquer indivíduo pode buscar ser conhecido por meio de vídeos que postaria em sites ou blogs (YouTube, Dailymotion etc.).
Histórico
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Como fenômeno social, a celebridade depende da comunicação social e pode ser observada já no século XV, quando a imprensa começava a se firmar. Em 1616, ano da morte de William Shakespeare, foram publicados 25 "livros noticiosos" na Inglaterra, dos quais quase 30% dedicados a figuras públicas como a rainha Isabel I.[6] Outra celebridade elisabetana foi o palhaço William Kemp - que se acredita ter sido o Dogberry original em Much Ado About Nothing (1599), de Shakespeare - que, em 1600, dançou uma dança morris entre Londres e Norwich como o desafio de uma aposta, e cobriu a distância de cem milhas ou mais (cerca de 161km) em nove dias (distribuídos por algumas semanas).[7] Os registros do Conselho Municipal de Norwich no século XVII listam o pagamento de seu prêmio em dinheiro como "Kemp's Nine Days' Wonder"; o título é proveniente do termo ainda mais antigo "Nine Day's Wonder" ("Maravilha de nove dias"), um equivalente ao atual "15 minutos de fama".[7] O significado da frase não é "algo maravilhoso que levou nove dias para ser alcançado", mas "algo que se torna chato depois de nove dias".[7]
O historiador Antoine Lilti faz nascer as primeiras celebridades em meados do século XVIII com artistas românticos (Goethe, Lord Byron), personalidades ligadas à "sociedade do espetáculo" (Sarah Siddons, François-Joseph Talma) e figuras políticas (Jean-Jacques Rousseau, Voltaire, Mirabeau, Napoleão), tendo em vista que conhecem a popularidade em vida (ao contrário da glória póstuma), graças à sua cobertura midiática através da circulação de imagens (bustos e gravuras reproduzidos em grande escala) e da imprensa com um público urbano que mais se apega à sua pessoa do que ao seu trabalho.[8]

Segundo a socióloga Nathalie Heinich, a celebridade por muito tempo dependeu da fama dos personagens (divulgação de seu nome e histórias associadas à celebridade) antes de se estender no século XIX ao reconhecimento graças ao desenvolvimento da divulgação massiva de sua imagem e de seu