Artigos dos bispos

Viagra es el nombre comercial del sildenafilo, uno de los medicamentos más conocidos para el tratamiento médico de la disfunción eréctil. Farmacia en España es una farmacia en línea donde puede comprar Viagra sin receta a un bajo precio en España.

Dom Lindomar Rocha Mota
Bispo de São Luís de Montes Belos (GO) 

 

Queridos catequistas, 

Quero, antes de tudo, agradecer. Agradeço pelo tempo doado aos pequenos e aos grandes; pela perseverança e trabalho discreto na seara do Senhor. Deus, porém, conhece o seu coração e o seu amor. 

Agradeço e lhes e peço ainda mais! Peço que ensinem a fé com serenidade e profundidade. Ensinem as orações, os mandamentos, os sacramentos, a Escritura e aquilo que a Igreja recebeu dos apóstolos. Façam isso, porém, de modo que cada palavra conduza à pessoa de Jesus Cristo. 

Quando falarem de Jesus mostrem aquele que caminhou pelas estradas da Galileia, chamou pessoas comuns, acolheu os pecadores, sentou-se à mesa com os excluídos e teve paciência com os discípulos. Mostrem o Cristo que conhece a fragilidade humana e, ainda assim, confia a nós a missão de continuar o que Ele mesmo começou. 

Não tenham receio das perguntas. A fé católica não se enfraquece quando alguém pergunta. Quando não souberem responder, procurem juntos. O catequista também é discípulo e continua aprendendo enquanto ensina e enquanto conduz outros pelo caminho. 

Ensinem também o silêncio. Vivemos num tempo barulhento de muitas opiniões, imagens e palavras. Uma grande graça que podemos oferecer aos nossos catequizandos é ajudá-los a permanecer alguns minutos diante de Deus sem precisar produzir nada. Levem-nos à igreja. Mostrem-lhes o altar, a cruz, a imagem de Nossa Senhora, o sacrário. Expliquem por que aquela luz está sempre acesa.  

A Eucaristia deve ocupar um lugar especial nesse caminho. Ensinem-lhes a aproximar-se do altar com reverência e alegria. Aquele que participa da mesa do Senhor aprende, pouco a pouco, que a vida cristã também é mesa partilhada, serviço e comunhão. Quem recebe o Corpo de Cristo é chamado a reconhecer Cristo no irmão. 

Ensinem-lhes a amar a Igreja com amor verdadeiro, que não depende de idealizações. A Igreja é santa porque pertence a Cristo e carrega, ao mesmo tempo, a fragilidade dos seus filhos. Não escondam as fraquezas humanas, mas mostrem que Deus continua realizando sua obra através de homens e mulheres imperfeitos. Essa verdade pode ensinar muito sobre misericórdia e responsabilidade. 

Falem de Maria com a ternura que a tradição cristã aprendeu ao longo do tempo. Apresentem aquela jovem que escutou uma palavra maior do que poderia compreender e respondeu com confiança. Em seu “faça-se” existe algo que cada cristão precisará aprender um dia: a coragem de entregar a própria vida a Deus mesmo quando o caminho ainda não aparecer inteiro diante dos olhos. 

Ensinem os mandamentos não como um conjunto de proibições, mas como caminhos que protegem aquilo que é precioso e coloque-os ao lado das Bem-aventuranças. Falem do pecado, mas falem ainda mais da misericórdia. Mostrem que o sacramento da Reconciliação é lugar de recomeço. Não permitam que cresçam carregando a imagem de um Deus severo. Explique com suficiente largueza a história do Pai que espera o filho voltar para casa. 

Ensinem também que a fé precisa alcançar a vida. Quem aprende a rezar deve aprender também a repartir. O Cristo que encontramos no altar continua vindo ao nosso encontro nos pobres, nos doentes, nos idosos, nas famílias feridas e em tantos que necessitam de cuidado. 

Não se preocupem em formar pessoas capazes de vencer discussões religiosas. A fé pode dialogar com a inteligência, com a ciência, com a cultura e com as grandes perguntas humanas. Uma fé profunda não precisa fugir das perguntas, porque sabe em quem colocou sua confiança. 

Vocês trabalham para uma colheita que pertence ao futuro, é por isso que a Igreja olha para vocês com grande apreço e gratidão. 

Quando já tiverem ensinado as orações, explicado os sacramentos, aberto as páginas da Escritura e apresentado a beleza da tradição da Igreja, confiem! O Mestre saberá continuar a obra que começou através de vocês. 

Com minha gratidão e minha oração. 

Dom Diamantino Prata de Carvalho
Bispo Emérito da Campanha (MG)

 

O mês de agosto é vivido pela Igreja Católica no Brasil como um tempo propício de reflexão, oração e animação vocacional. Ao longo das semanas, a comunidade eclesial volta o seu olhar para os diferentes chamados com os quais o Espírito Santo enriquece o Corpo de Cristo. No quarto domingo deste mês vocacional, a liturgia e a pastoral dedicam uma atenção especial à vocação de todos os leigos e leigas. Neste ano, por contarmos com um quinto domingo, a Igreja reserva esse encerramento do mês para celebrar com ainda mais destaque o Dia do Catequista — homens e mulheres que, impulsionados pela graça batismal e pela vocação laical, assumem o compromisso de fazer ecoar o Evangelho no coração do povo de Deus.

Para compreender a grandeza da vocação leiga, é preciso retornar à fonte de toda vida cristã: o Batismo. É por meio dele que cada fiel é enxertado em Cristo e tornado participante de sua tríplice missão como sacerdote, profeta e rei. Por muito tempo, existiu a percepção equivocada de que os leigos seriam meros colaboradores ou assistentes da hierarquia eclesial. No entanto, desde o Concílio Vaticano II — de modo especial com as constituições Lumen Gentium e Apostolicam Actuositatem — e com a exortação Christifideles Laici de São João Paulo II, a Igreja reafirma que o leigo é sujeito ativo e indispensável na evangelização.

O Documento 105 da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), intitulado “Cristãos Leigos e Leigas na Igreja e na Sociedade”, sublinha essa identidade madura: o leigo não está “na” Igreja como um espectador, ele é Igreja. Diferente dos ministros ordenados e dos religiosos consagrados, cuja missão se desenvolve com forte centralidade no serviço comunitário e nos sacramentos, a índole própria e específica dos leigos é a secularidade. Isso significa que o altar do leigo está erguido no meio das realidades temporais.

Na família, os leigos respondem ao seu chamado promovendo o amor, o perdão e a transmissão da fé entre as gerações. No trabalho e na economia, o fazem pautando as relações profissionais pela ética, justiça e solidariedade. Na política e no meio social, atuam defendendo a dignidade da vida humana, os direitos fundamentais e a promoção do bem comum. Nas artes, na educação e na cultura, transformam as estruturas sociais com os valores do Evangelho. Deste modo, o leigo é chamado a ser “fermento na massa”, atuando onde muitas vezes a voz do bispo ou do padre não consegue chegar. É na fábrica, no escritório, na universidade, no hospital, na política e no lar que a luz de Cristo brilha através do testemunho silencioso e coerente dos fiéis.

Aos amados cristãos leigos e leigas, neste mês vocacional, a Igreja olha para cada um de vocês com profunda gratidão e esperança. Não desanimem diante dos desafios do tempo presente, das incompreensões ou do cansaço que por vezes bate à porta. O seu trabalho diário, as suas dores oferecidas em silêncio, a sua honestidade no trabalho e o seu sim generoso nas pastorais são pedras preciosas na edificação do Reino de Deus.

Lembrem-se das palavras do Papa Francisco: a Igreja precisa de leigos corajosos, com o olhar focado no horizonte da esperança e com os pés firmes na realidade das periferias humanas e existenciais. Não tenham medo de ocupar os espaços da sociedade com a força do Evangelho. Sejam presença reconciliadora onde houver divisão, voz dos sem voz onde houver injustiça e sinal da misericórdia de Deus onde houver sofrimento. Que Maria, a leiga por excelência que soube escutar e guardar a Palavra no coração, interceda por cada leigo e leiga de nossas comunidades, renovando todos os dias a alegria de seguir a Cristo.

Cardeal Orani João Tempesta
Arcebispo do Rio de Janeiro (RJ)

 

Vivemos este mês vocacional como um tempo de escuta profunda, um período em que a Igreja para, respira e se pergunta de onde vêm as vocações que a sustentam e para onde elas conduzem o povo de Deus. E é dentro deste horizonte que celebramos o dia de orações pelos serviços e ministérios do Leigo e da Leiga na Igreja, uma semana que merece muita atenção e orações.

Quando pensamos em vocação, quase sempre nossa mente vai direto ao sacerdócio ou à vida religiosa. É natural, e essas vocações são dons preciosos para a Igreja. Mas se pararmos diante do Evangelho deste domingo, o de Mateus 16,13-20, vamos perceber algo que costuma passar despercebido. Antes de ser apóstolo, antes de receber qualquer investidura, Simão Pedro é um pescador. Um homem do povo, com as mãos calejadas pelo trabalho, sem formação religiosa formal, sem lugar de destaque na sinagoga. É a esse homem simples que Jesus faz a pergunta mais importante de toda a Escritura: “E vós, quem dizeis que eu sou?”

A primeira leitura deste domingo – Isaías 22,19-23 – fala de Eliacim, um administrador leigo do palácio, a quem Deus confia uma responsabilidade enorme: a chave da casa de Davi. O profeta descreve com clareza que essa chave será colocada sobre os ombros de Eliacim, e que ele se tornará, nas palavras da Escritura, “um pai para os habitantes de Jerusalém”. Não se trata de um sacerdote do templo, mas de um homem com função administrativa, alguém que hoje chamaríamos simplesmente de leigo. E Deus o escolhe para uma missão de cuidado com o povo.

Isso ilumina o que comemoramos nesta semana. O leigo e a leiga recebe, cada um à sua maneira, uma chave própria. A chave da família, a chave do ambiente de trabalho, a chave da escola, do hospital, da vida pública, dos espaços onde a Igreja muitas vezes não tem outra presença senão a deles.

O Concílio Ecumênico Vaticano II já havia recordado com força que todo batizado participa, à sua maneira, do sacerdócio, do profetismo e da realeza de Cristo. Isso significa que o leigo e a leiga não recebem sua missão como um favor da hierarquia, mas como fruto direto do batismo. É por serem batizados, que homens e mulheres leigos são chamados a evangelizar a partir de dentro das realidades mais concretas da vida.

Penso em nossa realidade aqui no Rio de Janeiro, cidade que o Cristo Redentor abraça do alto do Corcovado, uma cidade de contrastes profundos, de fé popular intensa e de desafios sociais que exigem presença cristã em todos os ambientes. Quem leva o Evangelho para dentro de uma empresa, de um hospital, de uma sala de aula, da política, de uma comunidade carente, na grande maioria das vezes, é o leigo e a leiga. Não porque o padre não possa estar lá, mas porque é o leigo quem vive ali todos os dias, quem conhece as dores e as alegrias daquele lugar por dentro.

Quando Pedro responde “Tu és o Messias, o Filho do Deus vivo”, Jesus lhe diz algo fundamental: “não foi um ser humano que te revelou isso, mas o meu Pai que está no céu” (Mt 16,17). Essa frase vale para Pedro, mas vale também para cada leigo e leiga que hoje, em silêncio, confessa sua fé com gestos simples, um cuidado, uma palavra de consolo, uma decisão ética tomada em ambiente hostil. Essa confissão de fé não depende de vestes litúrgicas nem de posição eclesiástica. Ela nasce do coração tocado pela graça.

A segunda leitura deste domingo, – Carta aos Romanos 11,33-36 – nos lembra que os caminhos de Deus são insondáveis e que tudo vem dele, é por ele e para ele. Isso deveria nos libertar de qualquer tentação de hierarquizar vocações como se algumas fossem mais valiosas que outras diante de Deus. O que importa não é o lugar que ocupamos na estrutura visível da Igreja, mas a fidelidade com que respondemos ao chamado recebido.

Celebrar a semana da vocação aos serviços e ministérios na igreja, ou seja, a vocação do Leigo e da Leiga dentro deste mês vocacional é, portanto, uma oportunidade preciosa. É momento de agradecer a Deus por tantos homens e mulheres que sustentam catequeses, pastorais, movimentos, obras sociais e comunidades inteiras, muitas vezes sem reconhecimento público, quase sempre com grande generosidade. E é também momento de renovar o envio. Como recorda meu lema episcopal, inspirado em João 17,21, “Ut omnes unum sint”, para que todos sejam um, a unidade da Igreja não se constrói apenas no santuário, mas se estende a cada esquina da cidade onde um leigo, com humildade, carrega sua parte da chave.

Que cada leigo e cada leiga que lerem estas palavras a olhar para esta semana com novos olhos. O cuidado que vocês têm com os filhos, a honestidade no trabalho, a paciência com um colega difícil, a disposição para servir na paróquia, tudo isso é resposta ao mesmo chamado que Jesus fez a Pedro. “E vós, quem dizeis que eu sou?” A resposta de vocês, dada na vida cotidiana, também constrói a Igreja.

Que o Senhor, que não deixa inacabada a obra de suas mãos, como recorda o salmista no Salmo 137(138),8bc, continue confirmando cada leigo e leiga em sua missão. E que Nossa Senhora, discípula fiel entre os discípulos, nos ensine a viver com simplicidade e alegria a vocação que recebemos no batismo.