Minha visĂŁo já estava um pouco embaçada e o meu andar cambaleante. Que festa enorme. Sai do banheiro e dois bons amigos estavam a chavecar uma menina ali mesmo naquele corredor gigante e amplo. Era para mim. Me chamaram, os dois estavam mais bebados que eu, e me deixaram a conversar com ela. Que linda. Que mulher linda. Que olhos, que pele e sorriso. Que boa disposição. Que gentileza... Conversamos sobre qualquer coisa. Coisas em comum. Bastante. E ela sorria de volta toda vez que eu sorria sem motivo. Começo a rir sem motivo algum e ela me pergunta o porque. - Hahahaha Ă© que vocĂŞ Ă© muito linda! - Deus! Como me sai uma coisa dessas??? Ok. Ela riu mas seu olhar me acusava de lorota. E era mesmo. Ela era linda. Linda, linda, linda. A lorota foi o motivo da risada, o qual nunca existiu um. Acho que foi porque ela era linda e eu ria de mim mesmo que nĂŁo sabia o que fazer. Pronto, achei o motivo. Me aproximo dela e ela tem um cheiro maravilhoso... Levemente roço meu nariz na bochecha dela. Sinto seu hálito. O cheiro do cabelo. Uma essĂŞncia. Uma fragância... Doce. Calma e violenta ao mesmo tempo... A violĂŞncia acho que era minha. Que delĂcia. No fundo dessa fragância, o essencial, seu cheiro prĂłprio. Seu cheiro de mulher. Meus sentidos explodem e meu instinto sĂł quer uma coisa: Ela.
Uma leve e doce virada dela para o outro lado foi o suficiente para que eu recuasse. E ela me puxou para o outro lado da festa. Conversamos mais. Blá, blá, blá. Amei te conhecer.
Devia ter insistido mais. Isso me dĂłi tanto... Porque nĂŁo insisti? Porque esses charminhos me desarma tanto a ponto de desistir de qualquer tentativa?
Devia ter insistido mais. Meu corpo pede o dela até agora.
Burro.
Dureza, nego. Ainda mais lendo olhando pra essa cara no desenho aĂ em baixo. Hahaha.
ResponderExcluirBacanas as descrições. Leves, fluĂdas. Legal.