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domingo, 21 de julho de 2013

Portugal tem saída

Depois de umas semanas de indefinição política, espero que a partir da comunicação de Cavaco Silva esta noite o país político (governo e oposições) se foque no que é importante: conduzir-nos para fora da situação em que estamos.
Isto implica que o Governo governe - bem - e cumpra o seu mandato (que é legítimo), e que as oposições (incluindo o PS) deixem de gritar por tudo e por nada, e deixem o bota-abaixo que têm feito permanentemente.

A lógica não pode ser, entre o mau e o péssimo, escolher o péssimo, como muitos querem. É necessária uma posição construtiva a bem do país e de todos nós.
"Na Europa, há países que fazem compromissos de 10 ou 20 anos para resolverem problemas estruturais", escreveu Teresa de Sousa, hoje, no Público. Porque não é possível fazer compromissos assim em Portugal?

Documentos dos partidos nas negociações para o "compromisso de salvação nacional":
- PSD;
- CDS;
- PS.

segunda-feira, 20 de junho de 2011

Nobre adeus

Depois de não ter conseguido ser eleito, em duas voltas, pelos seus pares, Fernando Nobre desistiu de ser presidente da AR
Algumas considerações:
- os políticos/deputados só elegem políticos (previsíveis?) para os liderar;
- o CDS mostrou a sua força. Ou seja, sem o seu acordo, o PSD não tem maioria absoluta;
- nem PSD nem CDS perderam a face neste episódio sobre Fernando Nobre: um insiste em apresentá-lo; outro mantém que não vota nele.
- vestindo uma capa de fino cinismo, Passos Coelho, não podendo/querendo voltar atrás com a sua palavra, disse aos deputados "rejeitem-no vocês".

Para Nobre, esta rejeição pode ser o seu melhor trunfo.
Como deputado, pode falar e abanar alguns cortinados; como presidente da AR, seria uma jarra frente aos deputados.

sexta-feira, 10 de junho de 2011

Blogosferando - 51



No Corta-fitas:
"A responsável de marketing da campanha do PSD, Alessandra Augusta, diz, hoje, ao Sol, duas coisas engraçadas. «Eu dizia sempre: "Queria tanto um candidato que falasse tudo o que quisesse e que ganhasse".» (Risos) «Foi muito legal.» E que «teve alguns momentos em que nós dissemos: "Ai, meu Deus, podia ter sido menos autêntico"».
Mas Passos Coelho disse o que queria. Foi aquilo a que PS e alguma comunicação social chamaram «tiros nos pés».
Deu um «tiro no pé» sobre a Taxa Social Única. Mas, eleito, está livre para fazer o que quiser.
Deu um «tiro no pé» falando de mais austeridade. Mas, eleito, pode fazer o que quiser.
Deu um «tiro no pé» prometendo mais privatizações que as do Acordo. Mas, eleito, pode fazer as que quiser.
Deu um «tiro no pé» recusando «saladas russas». Mas, eleito, parte em posição de força para qualquer negociação com o PS.
A crer no que diziam PS, televisões e jornais, foi um tiroteio desenfreado.
Mas é, na verdade, intrigante: que será nos «tiros no pé» que dá agilidade a quem dispara?"

domingo, 5 de junho de 2011

Comparações

O resultado eleitoral do PSD, sozinho, hoje, é superior ao resultado do PS há dois anos:
- PSD (hoje): 38,6% (105 deputados).
- PS (em 2009): 36,5% (96 deputados).

Parece que a inexperiência não teve influência nos resultados desta noite.

domingo, 8 de maio de 2011

Sumo da laranja

O PSD apresentou hoje o seu programa. 
Do que ouvi, é um programa com pés e cabeça, e com base no acordo com a troika do FMI-UE-BCE. Ambicioso.
Nada comparado com os delírios que o PS anda a apresentar na sua campanha para Portugal.

Programa do PSD aqui.

Passos Coelho, contra o que muitos defendem, insiste que não quer governar com o PS.
Embora sendo arriscado (porque suicida caso o PS vença as eleições), é uma forma de obrigar os eleitores a escolherem claramente, é uma forma de pedir uma maioria absoluta.
Oxalá agora consiga defender consistentemente o seu programa e os eleitores deixem de ir em conversas da treta, mentiras e areia para os olhos.

segunda-feira, 2 de maio de 2011

PSD epistolar

O PSD já vai em 5 cartas enviadas ao governo para saber da situação orçamental do país.
Admito que inicialmente era uma forma de pressionar para saber o ponto de situação financeiro.
Mas, ao verificar que o governo ignora as cartas, e que isto não é forma de fazer política, um partido como o PSD - alternante no governo - devia fazer uma única coisa: apresentar propostas, as suas soluções, mobilizando o país para os tempos difíceis que aí vêm. Deixando margem de manobra para o que estará escondido debaixo do tapete.
O PSD não é um partido de bota-abaixo.
E a sua função não é contribuir para os proveitos dos CTT.
Espera-se mais dele.

Tendo em conta o currículo do PS-Sócrates, era expectável que o PSD liderasse destacadíssimo para as eleições de 05 de Junho. 
Só não está nesse nível por dar tantos tiros nos pés, por não saber passar a mensagem. E por ter um excelente vendedor da banha da cobra chamado José Sócrates. 
Mas uma campanha bem feita era capaz de desmontar as patranhas socráticas em três tempos.


Numa coisa o PSD tem toda a razão e é avisado: só apresentará o seu programa depois de anunciado o pacote do FMI-UE.
Apesar da areia que os socialistas mandam para os olhos dos eleitores, não faz sentido um programa maravilhoso como o do PS - que só pode ser uma trafulhice pegada - se o país não têm condições para tal. Mas há quem goste de ser enganado... 

sexta-feira, 22 de abril de 2011

Um país de idiotas, só pode...

A semana foi muito cansativa e sem tempo para nada... só deu para ir seguindo as letras grandes das notícias.
Apenas para citar um caso: as sondagens vindas a público ontem deixam-me em choque.
Numa, o PS ultrapassa do PSD, embora por umas décimas.
Noutra, o PS recupera e o PSD perde, mantendo-se este ainda à frente.

Para estes resultados:
- os tiros nos pés do PSD, com a novela Fernando Nobre à cabeça.
- a mensagem do PSD que não passa e parece andar a reboque do que se fala em cada dia.
- a eficácia do PS em passar tretas, e as pessoas gostarem de ser enganadas (não encontro outra explicação).

Além disto, um resultado que me agrada, apesar do fraco consolo: o CDS a ter bons indicadores nas sondagens, a rondar os dois dígitos.
Se tivermos em conta que no passado as sondagens davam 3% a 4% e os resultados eram superiores, com uma sondagem a dar 11% o CDS há-de ter entre 15% e 20% nas urnas. 
É positivo, mas o PSD precisa ter um rumo para ganhar as eleições. Caso contrário, havemos de ficar no pântano em que o PS nos meteu por muitos mais anos.

sábado, 16 de abril de 2011

A nobreza de Nobre

O PSD deu um gigantesco tiro no pé com a escolha de Fernando Nobre para cabeça-de-lista por Lisboa.
Entretanto, o cidadão Nobre diz hoje ao Expresso o que já tinha dito antes: se não for eleito presidente da AR, renuncia de imediato ao mandato de deputado.

Quanto a mim, com este tipo de discurso, com a polémica gerada, e com os ziguezagues do cidadão Nobre, o melhor que o PSD fazia era mudar de candidato. E dizer que Nobre estava indisponível por ir viver para o Sri Lanka.

quinta-feira, 14 de abril de 2011

terça-feira, 12 de abril de 2011

PSD. Ou a arte de dar tiros no pé

- Manuela Ferreira Leite também recusou ser cabeça-de-lista por Lisboa.
- a escolha de Fernando Nobre para cabeça-de-lista por Lisboa, oferecendo-lhe o lugar de presidente da AR. (Este exemplo vai mostrar que 1+ 1 não é 2 mas sim - 1).

Tendo em conta o currículo e o legado do PS no governo nos últimos 6 anos (para não olhar para o buraco que se começou a cavar em 1995 com Guterres), seria expectável que as sondagens dessem resultados aos socialistas bem abaixo dos 30%, e o PSD destacadíssimo e com maioria absoluta.

Causas desta anormalidade: 
- o PSD não tem sido eficaz a passar a mensagem, e há demasiados episódios como os citados inicialmente;
- o PS tem conseguido passar a sua versão dos factos, mentindo descaradamente e inventando um série de tretas;
- os cidadãos ou estão adormecidos, muito adormecidos, ou gostam de ser enganados.

domingo, 10 de abril de 2011

Um nobre disparate


Se é assim que esta malta pensa que se vai credibilizar, vamos longe...

O homem fez uma campanha para as presidenciais anti-partidos. Agora é candidato por um partido, e é-lhe oferecido o 2º lugar na hierarquia do Estado, após a Presidência da República.
Sobre coerência estamos conversados.
Sobre como perder as eleições que podiam ser ganhas com um perna às costas também.
Sócrates agradece. 
Como dizia José Adelino Maltez num destes dias: "Basta alterar o vilão e o enredo" para Sócrates poder ser reeleito.

domingo, 27 de março de 2011

Campanha sem cartazes

CDS e PSD anunciaram que não vão afixar cartazes na campanha eleitoral que se avizinha.

A forma de fazer política está a mudar.
Não são uns panfletos nas ruas que fazem as pessoas votar neste ou naquele partido. As pessoas preferem ideias, soluções, rumos definidos.

Cavaco ganhou as presidenciais sem afixar cartazes pelo país.
As legislativas são eleições de natureza diferente, mas vai ser interessante como se faz campanha sem este suporte.
Mais interessante ainda se o resultado desta sondagem se vier a confirmar nos resultados.

quinta-feira, 17 de março de 2011

Quase

Os sinais dão a entender que é muito provável que haja eleições legislativas em breve.
Sócrates fez um teia muito bem feita para aparecer como a vítima da "irresponsabilidade" da oposição, sobretudo do PSD. É ele ou o caos.
O PSD já foi claro: acabou o teatro. E acho bem que o PSD seja firme e acabe com a palhaçada e com o impasse político patente.
Com esta situação de crise, o país precisa de um governo novo, com rumo e credível. Não de ilusionistas.

Na próxima semana saber-se-á o resultado no número PEC 4.

sábado, 5 de março de 2011

Laranja saltitante

O PSD começa a agitar-se novamente.
Rui Rio, esta semana, veio falar em mudança de regime e até em liderança do partido.
Santana Lopes, mais uma vez, vem ameaçar com a saída do PPD-PSD e a criação de um novo partido.
Pacheco Pereira mantém-se um independente  dentro do partido.

Para ser alternativa, o PSD tem de serenar, aguentar mais, e apresentar um projecto.
Com o desgaste do PS-Governo, o poder há-de acabar a cair-lhe nas mãos.
Convém é manter a calma. Para ser credível.

terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

Censura chumbada

Esta é uma posição sensata, tendo em conta tanto o que já anteriormente tinha dito face à sustentabilidade deste governo, como o que o BE disse para afastar as votações do PSD e do CDS. (E aqui nem vale o argumento que Portas usou de que primeiro ia ler o texto da moção que o BE vai apresentar).
Com este número de teatro, o BE, que só existe enquanto se mexe (e durante as presidenciais mexeu pouco), dá de bandeja ao governo uma moção de confiança, faz-lhe um favor, um frete. E Sócrates há-de sair desse debate rumo à reunião de Bruxelas cantando vitória. 

Com esta posição do CDS, o moção não passa. De qualquer forma, também o PSD deverá abster-se.
O Engº Sócrates bem pode agradecer o facto de as estrelas ainda não estarem alinhadas. Mas convém pôr as barbas de molho.

quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

O número do BE


Este governo é mau? É.
Levou-nos ao abismo? Levou.
É agora altura de puxar-lhe o tapete? Não. 
A situação financeira é muito frágil, e o país está sob o olhar dos mercados, por isso estar um mês com a guilhotina da moção de censura é uma irresponsabilidade política.
Ao BE é claro que não interessa que a moção de censura seja aprovada. Muito provavelmente o vencedor seria a diabolizada direita, que tanta raiva provoca ao Sr, Louçã.
Mas, com a perspectiva de todos os outros partidos já terem perspectivado a apresentação de uma moção de censura, o BE não podia aparecer como o salvador do governo de Sócrates. Daí o número da moção de censura com os dias contados.
Para a moção ser aprovada falta um voto fundamental: o do PSD. E não parece que este queira livrar o PS de ser obrigado a pôr alguma ordem na bagunça em que tornou as nossas finanças públicas.

quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

A coligaçao


Percebo a ideia da proposta de Paulo Portas: indo a votos já coligados, são beneficiados na contagem de restos de votos. Esta é a lógica matemática do método de Hondt.
Por outro lado, indo a votos juntos, todos ficam a conhecer o projecto comum. E depois das eleições não andam a negociar em função da força eleitoral de cada um dos partidos.
Muitos verão esta proposta como andar a mendigar um lugar no poder, mas é mais que isso. É apresentar um projecto, algo diferente, que mobilize cidadãos e os congregue à volta de um objectivo, de uma proposta, de uma visão para o país. Neste aspecto, a proposta de Portas foi corajosa.
O país precisa de uma alternativa pensada, com conteúdo, mobilizadora. Por que não esta ideia ser o gérmen disso?