NELAS VEJO MINHA ALMA

NELAS VEJO MINHA ALMA
A suprema felicidade da vida é ter a convicção de que somos amados.

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quinta-feira, 28 de abril de 2011

ETERNOS CAMINHOS





A sua existĂȘncia Ă© infinita
Sublime compartilhar de auras
Nossa diferença nos completa...
EstĂĄ-se forte ou fraca...


Aqui posso me deitar
A suavidade copula meu som
De encontros de reencarnaçÔes
Quem sabe seja essa prova


Amiga de uma espera infinita
Num encontro com a vida!
Em mim tu esta viva!
A mais linda flor que jĂĄ colhi


E nesse Jardim de Palavras,
Onde nos reencontramos,
Possamos os versos unir,
Num dialeto de paz e amor...


As diferenças terminam...
Podemos assim comprovar,
Os nossos caminhos num verso,
A amizade na alma, eternizar!



(Adriana Leal & Reggina Moon)

segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

HOMENAGEM A POETISA MÍRIAN WARTTUSCH


SINFONIA INACABADA



Fazer amor Ă© sempre um ato inacabado...

Uma longa sinfonia que jamais termina.

É um reacender, após ter desmaiado,

Um quero mais que endoidece e alucina!



A Ășltima nota serĂĄ sempre a primeira,

InsaciĂĄvel, o corpo clama por prazer...

Ai quem nos dera, pela vida inteira,

Fazer amor, fazer amor, fazer, fazer...



Todos os sons do amor sĂŁo de magia,

Suspiros, sussurros, notas a vibrar...

A saudade Ă© o alarme de que a sinfonia,

NĂŁo acabou; precisa, sim, continuar...



Dedos correndo pelos corpos quentes,

LĂĄbios tocando fĂșlgidos ensaios...

TĂŁo linda fica a mĂșsica plasmada,

Entre os amantes a compor desmaios.



TĂ­mbalos, sinos, que fazem soar,

Esses autores de cançÔes audazes,

Trazem na alma incontidas paixÔes,

Mostram no canto, do que sĂŁo capazes!



E a cada nova investida, uma certeza:

Sinfonia de amor, nĂŁo deve terminar.

É um suceder de noites e de dias,

Notas de uma partitura a se eternizar.







MĂ­rian Warttusch

SER MULHER


SER MULHER É COMO SOU...

EXPLENDOR DE TODAS AS IDADES


DE TER VIVIDO ESPLENDOR DE TODAS AS IDADES

DE TUDO UM POUCO


DE TUDO UM POUCO CONHECI

AS REALIDADES


ME APAIXONEI POR TODAS AS REALIDADES

NÃO VOU MENTIR...


NÃO VOU MENTIR...
SOFRI TAMBÉM A DOR PUNGENTE DAS DECEPÇÕES,

MINHA ALMA REGOZIJA


MAS MINHA ALMA REGOZIJA,
POR TER BALANÇADO MUITOS CORAÇÕES

ASSIM SOU EU...


ASSIM SOU EU...

JÁ FUI...


JÁ FUI MENINA ,ADOLENCENTE,ME TORNEI MULHER

ME APAIXONO LOUCAMENTE


POR TUDO ME APAIXONO LOUCAMENTE,
TENHA EU A IDADE QUE TIVER

HAVERÁ SEMPRE


EM MIM HAVERÁ SEMPRE UMA ALEGRIA INTENSA
QUE NÃO MORRERÁ

E A ALMA TERNA


E A ALMA TERNA QUE ME SALTA AOS OLHOS,
JAMAIS SE APAGARÁ

NASCER NAS MINHAS MÃOS


QUERO FAZER NASCER DE MINHAS MÃOS
SEMPRE A MAIOR FELICIDADE!

MINHA AUSÊNCIA


SABER QUE EM MINHA AUSÊNCIA,
VOCÊ SENTIRA,SIM, MUITA SAUDADE!

TESOURO ALGUM


TESOURO ALGUM NO MUNDO,
PODERÁ TUDO ISSO SUBSTITUIR

VALOR DA ALMA


TODO O VALOR DA ALMA COM QUE EU SEDUZO
E ME DEIXO SEDUZIR...

NO SORRISO



NO SORRISO AFLORAR DE MINHA BOCA,
TRADUZO MEU JEITO DE SER,

E ESSA É,


="E ESSA É ,COMO EU DISSE,
A MINHA ESFUSIANTE MANEIRA DE VIVER!





FOTO NOTURNA
(do livro Sete Décadas)

Num contraste noturno, em luz e sombra,
Pareço uma figura etérea, sublimada...
A alma se extasia, freme e até se assombra,
Por me ver tangida, perene, iluminada!




Revendo a minha imagem assim captada,
Percebo que o tempo tĂŁo veloz passou...
Minha beleza era assim, admirada,
E nessa foto ela se eternizou.



Fotos antigas, retratam bons momentos,
Guardadas com amor e tal veneração,
Nos trazem de volta todos os alentos,
Para que os não esqueça o nosso coração.



Ficou a beleza assim, eternizada,

Em luz e sombra - doce comunhĂŁo,

Parece me dizer, de forma emocionada:

"Valeu a pena, nĂŁo foi tudo em vĂŁo!"



MĂ­rian Warttusch

POETISA GLÓRIA SALLES


AGRADECIMENTO AOS POETAS DO DUETO!

MEU AGRADECIMENTO A POETISA GLÓRIA SALLES!


quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

ReclusĂŁo


.
Entre o abismo Ă  minha frente
e a chuva a me cobrir
temo a indecisĂŁo das horas...
.
De um tempo que Ă© nosso algoz
E reprime todos os sentidos
E faz sonolenta minha razĂŁo...
.
Entre o abissal do primeiro minuto
e a incerteza do instante seguinte
sou pleno de esperas outras
que definham meu festejar
e agridem-me a visĂŁo temerosa...
.
Esperas que domam meus pés arredios
Trazem a dĂșvida de passos furtivos
Escraviza e atravanca minhas forças
Ruminam meu desconhecido predominante
Que estremecem o chĂŁo da minha alma...
.
A incĂłgnita caminha ao meu lado
mas, tĂ­mido recuso a lhe dar as mĂŁos...
.
Ainda que o silĂȘncio lacĂŽnico e conciso
Abrevie as reticĂȘncias, nos faça cĂșmplices...
.


Marçal Filho & Glória Salles

“Vem em mim”



O que prevalece
Quando penso em vocĂȘ?
Mau bem-querer voa
E o seu silĂȘncio me profana... A boca

Meus devaneios surdos
VĂŁo despindo vocĂȘ
E eu me pergunto Ă  toa
RaiarĂĄ o dia de beija-lhe... A boca?

Um beijo mais sereno
Me bebendo, lĂĄbio e mel
Como fora um vinho bom
Um Castillo, um Lurton?

Um beijo mais faminto
Me lanhando corpo e fel
Como fora um pescador
SolitĂĄrio e ceifador

Que coisa louca, vem em mim
Guardar vocĂȘ assim
Eu quase vivo da magia
Meu faro caça algum sinal... Da sua boca

Minha alma prega a solidĂŁo
Pastora minhas mĂŁos
E me arreda do afĂŁ
Do sonho de amanhecer... Em sua boca


GlĂłria Salles e Abel Puro
25 outubro 2008

"Desgarrada poética"


VĂłny
O medo jugula a minha esperança
A raiva Ă© uma vacina que me mata
Diz-me, amiga, porque serĂĄ que chora
Aquela doninha infame Ă  minha porta?

GlĂłria
Chora talvez o arroubo do momento
E no contexto de linhas tĂŁo latejantes
Talvez sĂł queira a voz, que vale por tantas
Que alivie da fonte, o pavor arquejante

VĂłny
Sou crocodilo na fome de te conhecer
Coqueiro imponente nesse céu longínquo
Por mais que eu queira de ti fugir
Faço das minhas fugas um novo regresso!

GlĂłria
As horas do tempo avisam quem somos
E o mar Ă© impotente, nĂŁo projeta futuro
O coração sabe a verdade do que vemos
E o tempo segue prevendo encontro seguro

VĂłny
Fala-me, amiga, deste repentino sufoco
Que nos enfeita a alma de dĂșbias sombras
Por mais que cortem a raiz do pensamento
Eu chego até ti, galgando sinuosas pedras!

GlĂłria
Sombras nĂŁo anulam sentimentos sinceros
O coração outorgado serve de cimento
Une as pedras, que depois serĂŁo escudos
Muro de arrimo, que servirĂĄ de alento...

VĂłny Ferreira & GlĂłria Salles

13 de novembro 2008
15hr:32min

” Alma gĂȘmea da minha...”


Duo:” Alma gĂȘmea da minha...”
.
Tantas vezes tentei entender o coração,
Leva-me por caminhos desconhecidos!
Por onde eu passo, vivo a procurar por ti.
Tento disfarçar, calar, mas tu onde estås?
.
NĂŁo foram poucos os questionamentos
Que me lavaram a vagar sem norte...
Prostrada nas esquinas dos pensamentos
A espera da segurança desse abraço forte...
.
Procuro-te por caminhos inexplorados,
Em todos os lugares eu nĂŁo a encontro.
Busco delirantemente, mas tu nĂŁo estĂĄs!
Alma gĂȘmea acabe com o desencontro?
.
Mas hĂĄ um olhar febril e beijos flutuantes
Desejando da doce saliva, a cumplicidade.
Que chama seu nome, em suplicas delirantes.
Anseia que ouças os apelos dessa saudade.
.
NĂŁo hĂĄ nada mais difĂ­cil do que viver sem ti,
Sofrendo a espera de em breve te ver chegar.
O frio do meu corpo pergunta por ti, onde estĂĄs?
Meu querer te quer aqui para poder te amar!

28/07/10Daez
Saudade de “pertencer” doce e inteiramente
Porque me procuras, se estou bem perto?
Um querer prisioneiro de versos errantes
Querendo a boca, que vai irrigar meu deserto.

Meu grande e inesquecĂ­vel amor!
Tu Ă©s mĂșsica para a minha alma,
És vinho doce em taça de cristal,
És sonho suave eterno e sem fim.

As minhas frĂĄgeis mĂŁos, recebe nas tuas.
Vem no compasso da musica, me conduz.
Quero o calor do toque, nas costas nuas...
Sorve embevecido o gosto da boca, me seduz.

Alma gĂȘmea da minha por onde andas agora?
Quando irĂĄ trazer paz ao meu ser tĂŁo cansado?
Vem para mim, sossegue esta alma que chora!

Na melodia, nossas almas se fundem num solo.
A fadiga de me caçar, quem sabe em outro pólo.
Findou, estou aqui, vem serenar em meu colo...

Daez SavĂł
GlĂłria Salles
26 maio 2010

ANGELICAIS


.
Flagro-me volta e meia refazendo o curso
Que assegurava dos vĂĄcuos o preencher
E se mĂŁos sĂŽfregas buscavam o percurso
Sofismava em teu colo, todo meu querer
.
Då-me a convicção do hoje no seu sorriso
Na boca hesitante, pÔe-me o gosto do beijo
Devolve-me no olhar a promessa do paraĂ­so
Mostra-me que o tempo, nĂŁo roubou o desejo
.
Afaga-me na paz da visĂŁo linda e primeira
Que traz na derradeira, o verso angelical
Dizendo ser o afago tĂŁo doce a vida inteira
.
Pois que o nosso estar serĂĄ tĂŁo forte e belo
Melhor serĂĄ o amor tĂŁo puro sem igual
Porque o amor maior, sĂł pode ser eterno.
.
Glória Salles/Marçal Filho
Sampa/Minas 27/04/2010

"O doce enredo da lua" - Soneto - Duo



Contei para a brisa e para um doce luar,
As coisas mais sagradas de meu coração.
Bordei minha lenda com os beijos do mar
E com todos os belos sentidos da paixĂŁo.

Imagens e saudades fizeram-me chorar
Pérolas em gotas em meu delicado chão.
Sozinha, lembrei de teu profundo olhar
Envolvendo-me em paz, flor e fascinação

Desnudei-me, levada pelo doce enredo da lua
Aos versos confessei toda minha insensatez
Senti entre as rimas, desejada paz, languidez

No contorno da alma, tatuada a imagem tua
Sinto a espuma das ondas, que meus pés acaricia.
Deixei-me levar, pela mĂŁo do mar, que tem pele macia...


Quartetos: Karla Bardanza
Tercetos: GlĂłria Salles

PAIXÃO


Nossos desejos acordam
do profundo torpor
Que sabota nossas razÔes, e nos harmoniza
e em movimento encontrado sem ensaios
Contemplam-se como sinais de que existimos...
Deve ser os cheiros que se misturam
Nessa alquimia que transforma os sentidos...
Onde deixamos passos bambos,
ficam pegadas de pés afoitos de coragem,
marcando o chĂŁo devagar...
Nossos corpos ...
ChĂŁo irreverente de nossos tatos ĂĄvidos
Que neste alarido de intensas sensaçÔes
VĂȘem uma expectativa que sustenta
em poemas nossas almas,
derramadas em emoçÔes.
Que fenecem e (re) surgem dentro da noite sedenta...
É de madrugada que somos exatamente o que
desejamos ser, e Ă© nela que vemos nossos gestos
Como tecidos suaves, que vestem-se
de uma armadura de imortalidade...
Turva e curva nossas visÔes
com a dimensĂŁo que adormece nossos medos...
EntĂŁo nestas ĂĄguas profundas,
trafegamos absolutos.
Deixando desprendidos,
escoar toda nossa essĂȘncia...

Lupi Poeta & GlĂłria Salles
11 setembro 2010

"O lobo e a mulher..."



Sim... Esse lobo beija..
De forma suave sua face querida...
Deixa o frescor de minha umidade...
E todo meu carinho...
E se a lua nĂŁo for cheia a alma transborda...

O beijo no rosto me emocionou...
Parece que sinto o jeito terno.
A umidade dos lĂĄbios sazonou,
Do coração, o chão ressequido e ermo...
O carinho me roubou a pouca lucidez.
E como nĂŁo Ă© lua cheia...
Rendo-me a minha insensatez...


De sua insensatez
Fiz-me homem
E de homem
Pouco jeito...
Mas sou mais poeta que qualquer outra coisa
assim como a dona da face que atrevi...
Deixo entregue meus pés acostumado com o chão
inĂłspito...
e com sua face macia e cheiros amendoados...

Fez-se homem, e de carona no vento.
Chegou afugentando a solidĂŁo...
O “pouco jeito” gerou reticĂȘncias...
É fato, somos poetas, portanto, sensíveis.
VocĂȘ, por ser poeta se atreveu?
Eu, por ser mulher... Permiti.


E por permissĂŁo
Por assim dizer
Por assim sentir
Por assim ficar
com essa emoção...
Da lua
Apostando certo que ela virĂĄ
Quem podia ser cordeiro
ficou mais feminina
E eu lobo mais bobo...

A feminilidade Ă© palpĂĄvel...
Consciente disso espero também.
A lua cheia, que excede o infinito...
Traz à tona do lobo os traços típicos...
Que farå do cordeiro, refém...


NĂŁo hoje...
de voraz
manso...
de espreita,campo aberto
Renuncio a garras e presas
HĂĄ de ser meu toque
posse de seu coração
Por meu olhar, perceba,
agora adestrado...
Quem é refém ?

Esse espreitar dĂłcil e de corpo aberto.
Deu vivencia aos meus sonhos sutis...
Abro mĂŁo das garras, sĂł quero o olhar.
Aquele que quebra o verniz do bom senso...
E para confirmar o que jĂĄ sabe.
A posse do meu coração, jå tem...
Quem é refém de quem?


Gloria Salles e Lupi Poeta

“Nosso trato”



Fixamos um trato, meu coração e eu
NĂŁo nos lambuzarmos em palavras de mel
Que naufraguem sonhos, em pleno apogeu
num mar de ilaçÔes, onde o doce vira fel

NĂŁo pulsar ,desesperados por um querer incerto
Nem nas grades do desejo deixar-nos arrebatar
Conhecer nossos limites, ir no Ăąmago do afeto
Desse elixir suave nunca mais nos embebedar

NĂŁo nos deixar levar nas asas de todo vento
Pois nadar nas ondas da loucura Ă© tormento
E por mais que nos custe ver na razão o viés

Não respirar emoçÔes, cujo ar não nos furta
Pois sentimento qualquer, Ă© feito coberta curta
“Quando a cabeça aquece, congela-nos os pĂ©s...”

- GlĂłria Salles -




Assino Nosso Trato

Melado mel que flamba ao rubro caldo
Decanta meu eu a favor do turvo pacto
E o corpo bailarino que dirige o palco
Decreta ao amor duras clĂĄusulas neste ato.

Cumpridor sou das veias do querer
Aceito o pulsar menor do universo
Ao sufocar desejos deterĂĄs teu ser
ProvĂĄvel assim, num amor submerso.

Sofrer diminuto não sobrepÔe à regra
Avesso aventureiro afiança teu viver
Por fim, curvo-me quieto Ă  lei do bem

Nosso trato finca rédeas a tua entrega
TerĂĄs a pena pelo amor que merecer
Melhor assim, que pulsar por ninguém.

- DamĂĄris Lopes –

“Um dia de cada vez...”



São bocados de lembranças atadas ao tempo
GrilhÔes emocionais de saudade e alento
Que parecem nĂŁo ter forma, ambiente, sequer cor
IntermitĂȘncia de letargia, devaneio e torpor.

Ensurdeço nesta ùnsia de atrasar o tal momento
Emudeço ante um prazer porvir e sedento
Desejo uterino de ouvir o pulsar, sentir o calor
Num encontro Ășnico ou eterno - seja como for

Nossos opostos acumulados eram emoção e razão
Como duas parcelas perfazendo o total da adição
Feitas da mesma matéria éramos causa e efeito
Se um foi uma escolha, o outro pelo destino eleito

Hoje meu olhar vaga, nada assimila com exatidĂŁo
Apenas névoa ao invés de um farol em tua direção.
É meu coração pulsando, agora fora do peito
Ávido para dançar nas batidas do teu - ao leito

E fica uma sensação de busca interminåvel
Que ora parece doĂ­da, ora se faz inefĂĄvel
Parece esquina errada, assunto mal acabado
Passos trĂŽpegos em caminho malfadado.

Hoje, metade de mim domina a dor implacĂĄvel
Num latejo descompassado e decerto imutĂĄvel.
E a outra metade abraça um ser fragmentado
Mas pronto para te amar, se a tanto instado

Munida de força e fé, sobrevivo com altivez
Certezas e assertivas me conduzem ao talvez
Sustentando esta saudade, um dia de cada vez.

(Gloria Salles e Luiz Henrique)

“A outra que mora em mim”



Este outro “eu” que mora em mim
Aduba de sonhos meu chĂŁo.
Onde florescem indóceis todas as sensaçÔes.
GrĂĄvida de uma ternura maltrapilha.
Vai multiplicando meus “eus”...
(GlĂłria)

Este outro lado que me transfigura
Nessas agonias florescendo nos meus versos
Abraça-te com papoilas enquanto choras
Arremessa ao AtlĂąntico novas caravelas
E desbrava com lirismo todos os reversos!
(VĂłny)

Brincando de ferver minhas artérias.
Percorre todos os espaços fechados.
Abre todas as portas trancafiadas.
Desarruma sentimentos guardados
Sem cerimĂŽnia, desnuda minha alma...
(GlĂłria)

Ah, e por mais que o coração silencie
O sangue borbulhando abre os caminhos
Descodifica segredos, desobstruĂ­ janelas
Para que o sol ao amanhecer te beije o rosto!
(VĂłny)

ExpÔe desejos, eriçando as próprias vontades.
Desavisada, nĂŁo consegue enxergar
Que hå mistérios em cada sílaba.
E alheia, segue soprando afetos.
Minando a lucidez do meu mundo.
(GlĂłria)

E eis que sou borboleta para afagar
Cada palavra resplandecendo no céu das palavras.
E eis que sou brisa acariciando o teu olhar
Qual golfinho perdido em imperceptĂ­vel choro,
Aprisionado numa rede, lançada ao mar.
(VĂłny)

01 novembro 2008

Duo : Glória Salles & VÓny Ferreira

“Tateando”




- Procuro-te, avançando aparentemente decidida,
Porém, deslizo ondulante, sinuosa, lùnguida,
Por arestas que quem sabe sejam jamais buriladas.

- Esquivo-me, ancorado em meu relutante compromisso.
De andar disperso e descrente, incubado, mĂłdico,
Como quem sequer aspira ser tocado por um corpo.

- Domando vertigens, medos, silĂȘncios pragmĂĄticos.
Mistificando rituais, aventuro-me a alcançar tua alma,
Tocar tua matéria com a compostura de um faquir.

- Remonto ao passado, ĂĄrduo, num choro copioso, assim
Querendo muito farejar uma Ășltima ilusĂŁo esquecida
Num mar de puro escĂĄrnio para cogitar o teu afĂŁ.

- Afrontando os desejos desta carne que me veste
E me conduz mansamente pelos obscenos sonhos,
Abandono-me no sentimento que provocas.

- O braseiro que acendes quando volta e meia volta
Encarcera-me desnudo, tateando o precipĂ­cio,
Optando, num flash, entre o vĂŽo e o ocaso.

- Calando meus barulhos, sorvo o cĂĄlice que me ofereces,
Perfilhando os efeitos de tuas estratégias,
Que avivam meu sangue com veladas promessas.

- É mais do que verdade o meu amor ávido por esperanças,
Que suplanta o leito de tristezas onde pernoito
E permite que eu cobre-me um bissexto rompante.

- Cala-te, pois eu quero.

- Calo-me, pois me rendo.

GlĂłria Salles & Abel Puro
Setembro 2009

"Show da vida"



GlĂłria Salles
Amiga, uma honra estar contigo.
Nesses versos em parceria
É sempre um aprendizado
Seu poder de criar, contagia.

Sonia Santos
Meu doce feitiço é de amor
Sou carente de seu calor
Tua poesia Ă© de muito valor
Amizade que me conquistou...

GlĂłria Salles

Demonstrar todo o nosso carinho
A quem sempre estĂĄ ao nosso lado
Seja com palavras, ou simples gesto.
É bom amar e sentir-se amado.

Sonia Santos
No palco da vida a verdade.
Sonhos,ilusĂŁo,dor,saudade
Sentimos efeitos na carne
Muitos ataques de insanidade!

GlĂłria Salles

Somos de tudo um pouco, Ă© verdade.
Sensibilidade sempre Ă  flor da pele
E por mais que doa tais ataques insanos
Com sinceridade, e poesia se repele.

Sonia Santos
Sofremos em cada personagem
LĂĄgrimas e lĂĄgrimas derramadas
Em cada cortina que se abre...

GlĂłria Salles

A cada cena nos vemos emocionados.
Nesse palco de tantos protagonistas.
E cada lĂĄgrima, representa uma conquista.

Sonia Santos
Somos todos atores principais
Desejando amar cada vez mais
Nosso tema Ă© amor e paz!

GlĂłria Salles

Sem coadjuvantes, cada um tem seu valor.
E no palco da vida, quando a cortina se fechar.
Paz, uniĂŁo e amor, Ă© o legado que vamos deixar!

Sonia Santos
GlĂłria Salles

20.02.2008

quarta-feira, 27 de outubro de 2010

NÓS DOIS


NÓS DOIS

Inicio da refrega, em luta de amor
Meu olhar em ĂȘxtase, vira e revira
Minha pele ardente em suor respira
Meus pĂȘlos eriçam em tanto calor

Rijos mamilos furam o cobertor
Minha pele molhada, tremula, delira
Meu corpo ofegante, ondeia e gira
Enquanto o quarto se inunda de cor.

Apenas te amo. Te amo apenas
Se as horas se fazem assim tĂŁo pequenas
NĂŁo quero eu fique nada pra depois.

Mas vem o Orgasmo e parece que tudo
Que existe no mundo torna-se tĂŁo mudo
E nada mais existe alem de nĂłs dois

((JenĂĄrio de FĂĄtima e Graciela da
Cunha)

segunda-feira, 18 de outubro de 2010

SERENATA !



Serei serenata nas noites de luar,
E as mais belas cançÔes de amor pra vocĂȘ,
Quero olhar as estrelas e, te encontrar,
Para, juntos, partilharmos cada anoitecer!

Meu coração estremece, quando te sinto aqui,
Em meu peito, como uma bela canção,
Mesmo com o sorriso virado pra mim,
Jamais vai morrer a minha paixĂŁo!

Mesmo que ainda fale da partida,
Eu canto as saudades sentidas,
Que tanto amargura meu coração!

Momentos mĂĄgicos de amor, eu vivi,
Mas hoje ainda alimento uma ilusĂŁo,
Buscando um amor que perdi!

Poeta Cigano E Adriana Leal

ULTIMO VERSO


Em meu corpo ainda adormecido
SĂł tuas mĂŁos meu intimo completa.
Um desejo louco ainda nĂŁo vivido
Qual o Ășltimo verso que busca o Poeta

O nosso sentinela Ă© o anoitecer
Dos céus astros vindos em linha reta
Cortam os céus como fossem um ser
Anjo ou cupido que nĂŁo erra a seta.

Eu te desejo amor, de um jeito pasmo
Com olhos tontos, tontos de um orgasmo
Feito de suor volĂșpia e carinhos

Pra ver-te depois dormindo mansamente
E acreditar que a vida segue em frente
No mais suave e leve dos caminhos

JenĂĄrio de FĂĄtima e Adriana Leal