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2013: O que fazer com um ano inĂștil

Resumindo tudo e contra a corrente de louvor papal, o ano de 2013 teve como figura principal o conflito e poderia ser retratado por um jovem mascarado a atirar pedras contra a polĂ­cia. Nunca como em nenhum outro ano a contenção policial foi necessĂĄria perante a ordem de injustiças, desigualdades, nepotismos, etc., etc. etc. Os Estados deixaram de representar os povos, as naçÔes estĂŁo a ser desmontadas e os grandes interesses financeiros instalam-se com uma linguagem musculada sobre o mundo, definido as barreiras dos que tem e dos que estĂŁo excluĂ­dos deste novo mundo que se desenha, ficando ainda umas rĂ©stias por eliminar mas que se mantem enquanto necessĂĄrias. Neste mundo conturbado onde grandes interesses se disfarçam, de Estado (RĂșssia, China ou Coreia, por exemplo) e onde o Estado foi substituĂ­do por interesses especĂ­ficos de natureza transnacional (Portugal, GrĂ©cia ou ItĂĄlia) ou aqueles em que o Estado Ă© uma fachada de recurso (EUA) para interesses particulares. A dĂ­vida, a crise,...