quarta-feira, 29 de outubro de 2014
Estamos vivos! Depois de 2 meses, um novo podcast AlĂ©m do Que Se VĂȘ!
Muitas coisas, muito trabalho, muitas emoçÔes - mas estamos de volta com um novo AlĂ©m do Que Se VĂȘ.
Como é semana de Halloween, é nossa edição 13.
NĂŁo pode ser coincidĂȘncia que falamos bastante de filmes de terror... E tambĂ©m de Homem-PĂĄssaro, Interestelar, Kevin Smith (pra variar), Transparent e sobre muitos outros assuntos.
(se o player INFERNAL abaixo nĂŁo funcionar, clique aqui)
O caminho continua o mesmo de sempre: vocĂȘ escuta o podcast AlĂ©m do Que Se VĂȘ aqui e tambĂ©m pode assinĂĄ-lo no iTunes.
Marcadores:
A to Z,
AlĂ©m do Que Se vĂȘ,
Birdman,
Doctor Who,
Exists,
Intruders,
Kevin Smith,
Mullaney,
Nacho Vigalondo,
podcast,
Red Band Society,
Scrotal Recall,
Stalker,
The Inbetweeners,
Transparent
quarta-feira, 22 de outubro de 2014
The Art of Defeat: ouça uma nova mixtape do With Lasers!
quinta-feira, 14 de agosto de 2014
Aquela vez em que o cérebro de Johnny Cash foi transplantado para uma galinha
Em boa parte das entrevistas de American Recordings, a sĂ©rie de discos que resgatou o talento de Johnny Cash da obscuridade, o produtor Rick Rubin cita o repertĂłrio fraco que o mĂșsico vinha gravando como principal motivo da decadĂȘncia dele. Entre as muitas mĂșsicas, mais de uma vez Rubin cita "Chicken in Black" para exemplificar esse fundo do poço.
NĂŁo Ă toa. A faixa conta a histĂłria de dois transplantes de cĂ©rebro: primeiro o de Cash, que recebe o ĂłrgĂŁo de um assaltante de banco; e, quando ele vai pedir o prĂłprio cĂ©rebro de volta ao mĂ©dico, descobre que ele foi implantado em uma galinha - e aĂ ela vira a tal "galinha de preto", referĂȘncia ao apelido "the man in black", com contrato para gravar discos e tudo mais.
Johnny Cash- Chicken In Black.
EntĂŁo, nĂŁo, nĂŁo Ă© uma faixa que reforce a mĂtica imagem de durĂŁo do norte-americano.
"Chicken in Black" foi lançada como single em 1984 e, incrivelmente, chegou ao posto 45 da parada country dos Estados Unidos. Detalhe: o Ășnico single dos seis lançamentos de American Recordings a aparecer nessa parada foi o de "Hurt" (versĂŁo para a mĂșsica do Nine Inch Nails), na posição 56, em 2003. Ah, a ironia...
quinta-feira, 7 de agosto de 2014
Quer ouvir meia hora de gravaçÔes inéditas d'Os Mutantes ensaiando em 1970? à pra jå!
O Ricardo Alexandre usou o blog dele para fazer uma Ăłtima crĂtica a respeito do fraco material d'Os Mutantes que vai ser lançado em uma caixa de CDs. VocĂȘ pode ler tudo aqui.
E meio como quem nĂŁo quer nada, ele solta ali no meio um link para meia hora de ensaios do grupo, em 1970, que o ClĂĄudio CĂ©sar Dias Baptista (irmĂŁo de Sergio Dias e Arnaldo Baptista, o cara que fez os equipamentos e a guitarra de ouro da banda) disponibilizou no site dele. Note que o nome do arquivo Ă© "fita 1, lado 2" - o que pode indicar a existĂȘncia de muito mais.
Ă uma grande jam, quase sem vocais (que, quando aparecem, sĂŁo muito baixos), com citaçÔes contantes ao Cream - mas dĂĄ aquela sensação de se ser "uma mosca na parede" do estĂșdio durante uma performance do maior grupo de rock brasileiro de todos os tempos.
Isso tudo também me lembrou que o Sergio Dias certa vez me contou que tinha 40 CDs com gravaçÔes inéditas do grupo, e que isso era só parte do material que ele havia digitalizado.
terça-feira, 5 de agosto de 2014
Pela dominação da galĂĄxia, um novo podcast AlĂ©m do Que Se VĂȘ estĂĄ no ar!
Opa, mais um podcast novinho no ar: aqui estĂĄ o AlĂ©m do Que Se VĂȘ 11. Eu e o Rodrigo Salem tivemos um longo papo sobre o sucesso de GuardiĂ”es da GalĂĄxia, a probabilidade de sucesso dos novos filmes do diretor Kevin Smith e a situação das sĂ©ries The Strain e The Leftovers.
Ah, sim, e o Ricky Gervais estĂĄ aqui acima porque anunciou um filme que serĂĄ a continuação de The Office (a versĂŁo britĂąnica, claro), no qual voltarĂĄ a interpretar o chefe sem noção David Brent. E por falar em falta de noção, tambĂ©m tivemos um debate sobre Zack Snyder e a insistĂȘncia dele em tentar juntar os herois da DC ao universo de Star Wars (no Instagram).
O caminho continua o mesmo de sempre: vocĂȘ escuta o podcast AlĂ©m do Que Se VĂȘ aqui e tambĂ©m pode assinĂĄ-lo no iTunes.
Marcadores:
AlĂ©m do Que Se vĂȘ,
Freaks & Geeks,
GuardiÔes da Galåxia,
Howard the Duck,
Kevin Smith,
Mark Gatiss,
podcast,
Sherlock,
Star Wars,
Superman,
The Leftovers,
The Office,
The Strain,
Zack Snyder
segunda-feira, 4 de agosto de 2014
Lyle: Gaby Hoffmann quer te assustar (e DE GRAĂA)
VocĂȘ jĂĄ conhece o rosto expressivo de Gaby Hoffman: ela teve papeis marcantes na sĂ©rie Girls e no filme Crystal Fairy & the Magical Cactus. E agora estrela Lyle, um filme de terror que serĂĄ distribuĂdo gratuitamente pela internet neste mĂȘs.
Ă uma espĂ©cie de tributo a O BebĂȘ de Rosemary, com a histĂłria de uma mĂŁe lidando com circunstĂąncias estranhas ao redor de seu bebĂȘ. O diretor Stewart Thorndike tambĂ©m escreveu o roteiro. O trailer estĂĄ abaixo e o filme estĂĄ neste link a partir de hoje.
domingo, 3 de agosto de 2014
Roteirista de Doctor Who e Sherlock fala sobre o futuro de ambas as séries
Para variar um pouco, algo diferente. Aqui estĂĄ a Ăntegra, em ĂĄudio, da entrevista que fiz com o roteirista e ator Mark Gatiss durante a passagem dele pelo Brasil, em março. E por que agora? Simples, porque neste mĂȘs estreia a nova temporada de Doctor Who, e na publicação da entrevista no Ăltimo Segundo (leia aqui) o assunto era mais Sherlock.
O Gatiss é um cara muito interessante, fã de terror e de televisão. Além de ter escrito episódios geniais de Doctor Who, ele é produtor do sucesso Sherlock, no qual também interpreta o irmão de Sherlock Holmes, Mycroft.
Nesta entrevista ele fala sobre as duas séries, sobre como começou a escrever e detalha um pouco do futuro de ambas. Também då a opinião dele sobre o novo Doctor, Peter Capaldi, e explica o motivo de achar um crossover entre Sherlock e Doctor Who uma péssima ideia.
Uma observação: o åudio não é perfeito porque a entrevista foi feita em um ambiente aberto, que teve de vento a helicópteros.
terça-feira, 29 de julho de 2014
Time Takes Time: quando Ringo Starr levou a mĂșsica a sĂ©rio de novo
Eu sei: qualquer um acharia ingrata a ideia de defender o ex-beatle Ringo Starr. Mas eu quero ir um passo alĂ©m e defender um disco solo dele lançado jĂĄ nos anos 90. Acompanhe a minha exposição de fatos antes de pensar nos surrados clichĂȘs sobre o lendĂĄrio baterista.
Time Takes
Time saiu em 1992 e marcou uma retomada da carreira do mĂșsico. O Ășltimo disco
de estĂșdio dele, o esquecĂvel Old Wave, havia saĂdo quase uma dĂ©cada antes. Nesse meio
tempo, ele tambĂ©m começou a se apresentar ao vivo com maior frequĂȘncia – algo que
nĂŁo fazia desde os tempos do quarteto de Liverpool, que parou de excursionar em
1966.
Naquele
momento, Starr estava com sede de mĂșsica. E Time Takes Time reflete esse estado
de espĂrito.
O time de
produção é um quarteto estelar: Don Was (que vinha de trabalhos com Bob Dylan,
Elton John, Iggy Pop e B-52’s), Jeff Lynne (que um tempinho depois produziria a
volta dos Beatles, com “Free as a Bird” e “Real Love”), Peter Asher (da dupla
Peter and Gordon, cunhado de Paul McCartney nos anos 60) e Phil Ramone (que
trabalhou com todo mundo). Era um sinal claro do esforço para fazer algo de qualidade.
Os créditos
de composição também mostram que houve uma boa curadoria para o trabalho. Starr
assina a coautoria de apenas trĂȘs das 10 faixas, compostas por um time variado.
Diane Warren (de baladas de muito sucesso, como “Because You Loved Me” e “How
do I Live”) colaborou com “In a Heartbeat”; Roger Manning e Andy Sturmer, do
Jellyfish, entraram com “I Don’t Believe You”; e o mais incrĂvel Ă© que atĂ© uma
cover do Posies, “Golden Blunders”, acabou no disco!
Claro, Ă© um
ålbum do Ringo. E digo isso no melhor dos sentidos: mesmo com o esforço
comercial, é bem humorada e as cançÔes são permeadas de um clima leve. Não é
algo a ser levado a sĂ©rio demais – o que tambĂ©m nĂŁo quer dizer que o contrĂĄrio
seja verdade. Ă um trabalho competente do baterista, talvez a Ășltima vez que
ele realmente tenha se empenhado em um disco de estĂșdio.
E por isso
mesmo ele chegou a se irritar durante uma entrevista para a Rolling Stone norte-americana,
no lançamento de Time Takes Time, ao ouvir perguntas sobre a banda antiga dele.
“O que Ă© isto? Uma porra de uma entrevista sobre os Beatles?”, perguntou
exaltado ao jornalista David Wild. Na mesma conversa, ele explica um pouco a
própria trajetória solo (e talvez seja até duro demais com ele mesmo):
“Ă a primeira vez desde o disco Ringo que coloco tanta energia na feitura de um ĂĄlbum. Depois de Ringo e, talvez, Goodnight Vienna, comecei a enfiar o pĂ© na jaca e a comparecer cada vez menos. Isso transparece na arte de qualquer um. Em muitos dos discos, eu estava apressado para chegar logo em casa – ou, com uma frequĂȘncia maior, Ă casa de alguĂ©m. E outra coisa Ă© que – a menos que vocĂȘ esteja entrevista o Paul ou o George – vocĂȘ estĂĄ falando com um cara que estĂĄ nesse meio hĂĄ mais tempo do que a maioria. Quando vocĂȘ fica tempo, vai ter altos e baixos. No meu caso, foi ladeira abaixo depois de Ringo. Mas estamos voltando agora.”
Caras
conhecidas aparecem por todos os cantos de Time Takes Time. Brian Wilson faz
backing vocals (discretos) em “In a Heartbeat”, Harry Nilsson canta em “Runaways”
e integrantes dos Heartbreakers de Tom Petty estĂŁo em vĂĄrias mĂșsicas. AtĂ© a
capa Ă© boa, ilustrada pelo elogiado artista plĂĄstico Mark Ryden.
NĂŁo custa dar
uma chance ao Ringo e ouvir esse belo disco esquecido dos anos 90.
sexta-feira, 25 de julho de 2014
Filhos cometem injustiça póstuma com Roy Orbison
Como bom fĂŁ, fiquei empolgado ao descobrir que Mystery Girl - o Ășltimo disco que Roy Orbison lançou - ganharia uma edição especial. Porque Ă© ĂĄlbum que merece, ele realmente Ă© especial. Pena que a alegria terminaria quando eu pegasse essa novidade nas mĂŁos.
Mas antes, a histĂłria.
No meio dos anos 80, o cantor começava a sair de um buraco gigantesco: o esquecimento e a irrelevĂąncia. O Van Halen havia renovado o interesse na mĂșsica dele com a regravação de sucesso de "Oh, Pretty Woman"; David Lynch colocou (contra a vontade do mĂșsico) a faixa "In Dreams" na trilha do filme Veludo Azul (1986); e em 1987 ele entrou tanto para o Hall da Fama dos Compositores de Nashville quanto para o Hall da Fama do Rock and Roll.
A atenção estava ali, sĂł faltava um novo trabalho que mantivesse Orbison aos olhos do pĂșblico.
Completamente consciente disso, ele começou a trabalhar em um novo ĂĄlbum. Duas pessoas que ele havia conhecido naqueles tempos foram fundamentais, ambos produtores lendĂĄrios: T. Bone Burnett e Jeff Lynne. Este Ășltimo levou mais dois nomes de peso para o disco, Tom Petty e Mike Campbell.
Desse grupo, nasceram o hit "You Got It", "A Love So Beautiful", "California Blue" e outras. Bono, do U2, sempre conta uma histĂłria fantĂĄstica sobre como deu "She's a Mystery to Me" para Roy Orbison: segundo ele, depois de dormir ouvindo a trilha de Veludo Azul ele compĂŽs a faixa, que mostrou aos companheiro de banda descrevendo como "algo do Roy Orbison" durante a passagem de som de um show. Logo depois da apresentação, quem bate na porta? O prĂłprio cantor veterano, que perguntou: "VocĂȘ tem alguma mĂșsica para mim?".
Elvis Costello cedeu "The Comedians", que ele havia lançado em Goodbye Cruel World (1984). O tecladista Al Kooper e o baterista Jim Keltner, elogiados mĂșsicos de estĂșdio, participaram das gravaçÔes, que tambĂ©m tiveram a guitarra de George Harrison em "A Love So Beautiful". Ou seja, alĂ©m de tudo, Mystery Girl plantou a semente do Traveling Wilburys, juntando Lynne, Harrison, Petty e Orbison (sĂł Bob Dylan nĂŁo entrou na brincadeira).
O resultado foi um disco lindo, digno da carreira de Orbison. O relançamento recente? Faz o serviço contrårio.
A nova caixinha tem, alĂ©m do repertĂłrio do trabalho, oito versĂ”es demo (de "California Blue", Windsurfer", entre outras), um DVD com um documentĂĄrio de qualidade questionĂĄvel (visualmente, parece mais caseiro do que qualquer outra coisa) e o maior pecado de todos: uma mĂșsica antiga finalizada recentemente pelos trĂȘs filhos de Orbison, "The Way is Love".
Poderia ter dado certo? Poderia. Os Beatles fizeram isso em "Free as a Bird" e "Real Love" (produzidas por Jeff Lynne, inclusive). Mas o vocal original jĂĄ tinha qualidade baixĂssima - tanto na gravação quanto na performance. Nem o reforço de John Carter Cash, filho de Johnny Cash, salvou o resultado final. Ă um desastre completo, uma mancha que Orbison nĂŁo merecia ter postumamente. Duvida? Ouça vocĂȘ mesmo, abaixo.
quinta-feira, 24 de julho de 2014
No novo podcast VINIL, falamos das lojas de discos de Londres
Voltei a me encontrar com o produtor/DJ/mĂșsico Rodrigo Gorky para mais uma edição do podcast VINIL. NĂłs dois demos um pulo em Londres neste mĂȘs e passamos por muitas, MUITAS, lojas de discos - o principal assunto deste episĂłdio.
TambĂ©m aproveitamos para conversa com uma convidada, a jornalista PatrĂcia Colombo, entusiasta do vinil. Ela tenta tirar uma velha dĂșvida: qual o motivo de nĂŁo termos mais mulheres colecionando discos? Ă um universo machista?
No meio dessa histĂłria toda, o Gorky cita um texto sobre o disco Trans, do Neil Young: Ă© este aqui, vale a leitura. Para quem nĂŁo sabe, o Trans Ă© um ĂĄlbum bastante peculiar dentro da discografia do canadense. Falamos muito sobre isso no podcast.
VocĂȘ pode ouvir o VINIL abaixo, no Youtube, ou tambĂ©m assinar aqui e no iTunes.
quarta-feira, 23 de julho de 2014
Boyhood: o Black Album dos Beatles existe mesmo - nĂŁo, de verdade, existe MESMO!
Como eu ainda nĂŁo vi o jĂĄ clĂĄssico Boyhood, de Richard Linklater, perdoe qualquer equĂvoco. Mas aparentemente no filme o personagem de Ethan Hawke cria o Black Album, um disco inexistente dos Beatles. SĂł que esse ĂĄlbum existe, sim, hĂĄ muito tempo!
Claro, no cinema ele Ă© feito de mĂșsicas das carreiras solo dos quatro integrantes dos Beatles, em uma seleção muito boa. (clique aqui para ouvir)
Na vida real, o Black Album é um dos discos piratas mais famosos do quarteto de Liverpool. Ele saiu originalmente em vinil triplo, em 1981. O repertório é de faixas registradas nos ensaios do projeto Get Back, que seria abandonado e, mais tarde, em 1970, lançado como Let It Be.
EstĂŁo ali mĂșsicas que nunca viram a luz do dia em formato oficial: covers de "Tennessee" (Carl Perkins), "The House of the Rising Sun" (tradicional, famosa com o Animals), "Stand By Me" (famosa com Ben E. King, mais tarde gravada por John Lennon, sozinho) e atĂ© algumas inĂ©ditas como "Watching Rainbows" e "Penina" (gravada por Carlos Mendes).
Só não leve muito a sério: as cançÔes são executadas em clima de ensaio, muitas vezes pela metade e sem nada que chegue perto de ser uma afinação. Ainda assim, é um disco tão divertido que me lembro de ter "gastado" muitos fitas cassete ouvindo-o vårias vezes.
Ah, quase me esqueço da parte mais importante: då para ouvir esse bootleg inteirinho no YouTube.
E para saber mais sobre Richard Linklater e Boyhood, ouça o podcast AlĂ©m do Que Se VĂȘ, que na edição nĂșmero 10 falou muito sobre eles.
terça-feira, 22 de julho de 2014
O intenso ritmo dos Beatles em 2014
Parece estranho para uma banda que estĂĄ inativa desde 1970,
mas os Beatles não param de lançar, relançar e anunciar novos projetos em pleno
2014, quase 45 anos depois de sua dissolução.
TrĂȘs caixas distintas de discos agora estĂŁo no mercado:
- A primeira, em vinil, reĂșne a discografia originalmente lançada em mono. Esse box, The Beatles in Mono, jĂĄ existia em CD e, desde o lançamento de seu “irmĂŁo” estĂ©reo, jĂĄ era aguardado pelos fĂŁs;
- Em paralelo, chega em CD (inclusive no Brasil) a caixinha The U.S. Albums, com a discografia norte-americana da banda – bem diferente da britĂąnica, a que foi oficializada a partir dos anos 80. Nos EUA, a maior parte dos ĂĄlbuns dos Beatles tinha capa, nome e repertĂłrio musical diferentes. Em resumo, era uma zona! Aqui foram reunidos 13 CDs, com versĂ”es em mono e estĂ©reo das faixas. A maior crĂtica dos fĂŁs Ă© que, olha o pecado, estes discos nĂŁo sĂŁo fieis ao que foi lançado originalmente nos anos 60 (este site tem mais detalhes). Para completar a confusĂŁo, parte desses CDs jĂĄ havia sido relançada nos boxes The Capitol Albums vol. 1 & 2;
- O lançamento mais tĂmido Ă© The Beatles – Japanese Box, juntando os discos exclusivos do JapĂŁo. Sim, assim como os EUA, esse paĂs tambĂ©m teve diferenças na discografia dos Beatles. A nova caixa sĂł saiu por lĂĄ e tem 5 CDs, como nomes como Beatles! e Beatles No 2. Esse material estava fora de catĂĄlogo desde 1987, quando houve a padronização mundial da discografia do quarteto.
Outro relançamento Ă© a versĂŁo remasterizada de A Hard Day’s Night (1964, no Brasil chamado Os Reis do IĂȘ-IĂȘ-IĂȘ), em blu-ray e DVD da
prestigiosa Criterion Collection. No que ela se diferencia da versĂŁo que saiu
inclusive no Brasil alguns anos atrås? Bom, para começar, aquela edição estå
fora de catĂĄlogo. A nova tem uma transferĂȘncia em 4K, aprovada pelo diretor
Richard Lester, e trilhas de som em estéreo (a original é mono) e 5.1 (criada
por Giles Martin, filho de George Martin, produtor dos Beatles). E vĂĄrios
outros extras, detalhados neste link.
Também foi anunciado oficialmente o diretor de um
documentĂĄrio, que tem o nome provisĂłrio de The Beatles Live Project, focado nos
anos em que a banda se apresentava ao vivo. O homem por trĂĄs das cĂąmeras serĂĄ
Ron Howard, que entrevistarĂĄ Paul McCartney, Ringo Starr e as viĂșvas Yoko Ono e
Olivia Harrison. O projeto tem um site para coletar material raro que os fĂŁs
possam ter, e não hå previsão de lançamento.
Esta Ă© a lista – por enquanto.
Note que os discos norte-americanos e japoneses ainda nĂŁo
foram relançados em vinil, o que pode gerar um pacote futuro, assim como os
singles e EPs da banda. O filme Let It Be, que mostra momentos tensos na
gravação do disco de mesmo nome, continua indisponĂvel em qualquer formato
oficial.
A série documental The Beatles Anthology, dos anos 90, ainda não
saiu em blu-ray. Outra opção seria juntar os clipes (ainda que esse termo não
existisse na época) do quarteto de Liverpool em um volume, o que nunca foi
feito.
Isso sem nem entrar no mĂ©rito dos possĂveis lançamentos e
relançamentos das carreiras individuais de Lennon, Starr, Harrison e McCartney.
Ă o baĂș que nĂŁo para de gerar material.
Marcadores:
Beatles,
Criterion,
Criterion Collection,
George Harrison,
George Martin,
Giles Martin,
John Lennon,
Paul McCartney,
Richard Lester,
Ringo Starr,
Ron Howard
segunda-feira, 21 de julho de 2014
DĂ©cima edição do podcast AlĂ©m do Que Se VĂȘ estĂĄ no ar!
Ă sempre a mesma histĂłria: eu começo o post sobre uma nova edição do podcast AlĂ©m do Que Se VĂȘ dizendo que "demorou, mas aqui estĂĄ" o novo programa. Desta vez demorou um pouco mais, mas valeu a pena: eu e o Rodrigo Salem gravamos uma das melhores ediçÔes!
Salem estava de passagem pelo Brasil, entĂŁo pela primeira vez gravamos juntos. Fomos longe nos assuntos: Tranformers, os motivos de Melissa McCarthy sempre ficar presa nos mesmos personagens, Terry Gilliam, Richard Linklater e o jĂĄ clĂĄssico Boyhood, a volta do Monty Pyhton (que jĂĄ acabou de novo), Michel Gondry, Expresso do AmanhĂŁ, The Strain e Guillermo Del Toro, The Leftovers, Wes Anderson... E muito mais.
O caminho continua o mesmo de sempre: vocĂȘ escuta o podcast AlĂ©m do Que Se VĂȘ aqui e tambĂ©m pode assinĂĄ-lo no iTunes.
Marcadores:
AlĂ©m do Que Se vĂȘ,
cinema,
Guillermo Del Toro,
HBO,
Melissa McCarthy,
Michel Gondry,
Monty Python,
podcast,
Richard Linklater,
terror,
Terry Gilliam,
Terry Jones,
The Leftovers,
The Strain,
TV
quarta-feira, 16 de julho de 2014
Spillers: conheça a loja de discos de vinil mais antiga do mundo
NĂŁo tem muita coisa para se fazer em Cardiff, no PaĂs de Gales. Nada contra a cidade: Ă© bonita e as pessoas sĂŁo extremamente simpĂĄticas, mas tambĂ©m Ă© um daqueles lugares Ă beira mar em que a chuva e o vento frio tiram a boa vontade de qualquer um. O destino mais popular por ali Ă©, com certeza, o Doctor Who Experience - museu dedicado Ă lendĂĄria sĂ©rie da BBC (que, aliĂĄs, Ă© gravada ali ao lado, nos estĂșdios galeses, a poucos metros).
O centro da cidade tem uma outra curiosidade, bem diferente do universo fantĂĄstico da Tardis. Escondidinha no nĂșmero 31 da galeria Morgan Arcade estĂĄ a Spillers Records, a loja de discos de vinil mais antiga do mundo!
Ela foi fundada em 1894 em um outro local, a Queen's Arcade, na mesma ĂĄrea da localização atual. Na Ă©poca, comercializava discos de gramofone e cilindros fonogrĂĄficos. O tipo de mĂdia foi evoluindo (ou nĂŁo, dependendo da sua opiniĂŁo sobre o assunto...) e a Spillers, ao longo desses 120 anos, vendeu discos de vinil, fitas cassete, CDs e diversos outros formatos.
Hoje, a loja ainda tem CDs - mas é conhecida mesmo pelos vinis. Eles ficam no andar superior e são poucos, em uma seleção eficiente. Eu não botei muita fé na quantidade, mas encontrei ali duas ediçÔes limitadas que não vi em nenhuma das dezenas de lojas que visitei em Londres: a coletùnea tripla Side Tracks, exclusiva do Record Store Day, que junta raridades de Bob Dylan, e o single "Why Should I Love You?", do Vaccines (que no lado B tem a versão de R. Steve Moore para "Post Break Up Sex").
Enquanto o vendedor embalava as minhas compras, puxei assunto dizendo que era difĂcil encontrar aquele Dylan. Sorrindo, ele respondeu: "Isso quer dizer que Cardiff Ă© melhor do que qualquer outra cidade?". Logo depois, ele ainda emendou: "fico muito nervoso quando estou com um disco de outra pessoa na minha mĂŁo!". E eu nem tinha pagado ainda!
Caso queira arriscar uma visita, Ă© simples: de Londres vocĂȘ pega um trem para Cardiff. Custa umas 50 libras esterlinas e demora pouco mais de 2 horas.
terça-feira, 15 de julho de 2014
Monty Python enfrenta a reta final
Dei um pulo em Londres, onde vi duas apresentaçÔes do Monty Python - nos dias 02 e 05 de julho. Foi mais ou menos assim.
Hoje começa a reta final dos Ășltimos shows do Monty Python, algo nada menos do que histĂłrico. O grupo – reduzido a quinteto depois da morte de Graham Chapman, em 1989 – jĂĄ fez parte das apresentaçÔes de Monty Pyhton Live (mostly) – One Down, Five to Go na O2 Arena, em Londres, e jura que esse pacote de 10 apresentaçÔes (para 15 mil pessoas por noite) serĂĄ o Ășltimo suspiro do mais celebrado grupo de comĂ©dia de todos os tempos.
O show tem direção de Eric Idle, que assume postura de lĂder, e Ă© um grande resumo da histĂłria do Python. Exatamente por isso, nĂŁo deixa de ter certa melancolia. No palco, o espetĂĄculo Ă© dividido em duas partes. Na primeira, os comediantes começam com o esquete das lhamas, seguido de “Four Yorkshiremen”, onde relembram um passado crescentemente exagerado em termos de tragĂ©dia – e aqui, com longas falas, os integrantes tropeçam loucamente na entrega das falas, para delĂrio da plateia.
A noite continua com “Penis Song (Not the Noel Coward Song)”, que descamba para um musical grandioso, ao estilo da Broadway – algo que ainda ocorreria diversas vezes ao longo da noite, dando um estranho clima de performance mista para o show.
O ponto alto da primeira metade Ă© certamente a desembocadura de “Vocational Guidance Counseller” (o quadro no qual Palin faz teste vocacional com Cleese) em “Lumberjack Song”. De forma impressionantemente deliciosa, Palin brinca com a ansiedade do pĂșblico ao improvisar a conexĂŁo “mas na verdade eu queria mesmo ser...”. Em alguns shows ele apenas pausa dramaticamente, em outros ele simplesmente emenda uma frase aleatĂłria, antes de começar a mĂșsica do lenhador que gosta de se vestir de mulher.
Com o fim da parte inicial (encerrada por “I Like Chinese”, de 1980, que, em 2014, certamente faz o espectador pensar: “essa mĂșsica nĂŁo Ă©... meio... um pouco... racista?”), um intervalo de 20 minutos.
A parte dois tem momentos mais memorĂĄveis ainda. Apesar do excesso de vĂdeos antigos mostrados nos telĂ”es – presumidamente para que os comediantes, jĂĄ com mais de 70, se preparem -, Ă© bem mais ĂĄgil. EstĂŁo lĂĄ os esquetes “Nudge Nudge”, “Spanish Inquisition” e uma sequĂȘncia de sucessos que mais parece um arrastĂŁo.
Destaque para a versĂŁo incrivelmente bem adaptada de “Blackmail”, quadro no qual Palin chantageia famosos. No palco da O2, foram recebidos convidados especiais surpresa como Stephen Fry e Matt Lucas (Little Britain), que assim puderam pagar tributo ao Monty Python e sua gigantesca influĂȘncia no universo da comĂ©dia.
Um momento constrangedor desequilibra o que seria uma goleada: quando o telĂŁo mostra Chapman cantando “Christmas in Heaven” e, no palco, um ator – nĂŁo um dos comediantes do quinteto - surge caracterizado como o mesmo personagem e cantando a canção ao vivo. Ă uma daqueles momentos que realmente lembram um jogo de futebol com estĂĄdio lotado: vocĂȘ escuta o lamento da plateia com a cena, seguido de um silĂȘncio absoluto atĂ© o fim do nĂșmero.
Mas o encerramento da apresentação Ă© bem mais informal, com o Monty Pyhton cantando “Always Look on the Bright Side of Life” no palco. Porque, claro, em parte Ă© isso mesmo que os fĂŁs esperam: simplesmente ver John Cleese, Michael Palin, Eric Idle, Terry Jones e Terry Gilliam no mesmo palco. Depois da saĂda, duas imagens no telĂŁo: "Graham Chapman, 1941-1989" e "Monty Pyhton, 1969-2014". E uma singela mensagem final:
O Fim?
Essa reuniĂŁo começou a ser esboçada em 2010, com o espetĂĄculo Not the Messiah (He’s a Very Naughty Boy), quando Idle e o maestro John Du Prez (colaborador desde os tempos de A Vida de Brian, 1979) misturaram comĂ©dia a O Messias, oratĂłrio de HĂ€ndel. A ideia era comemorar os 40 anos do grupo, mas John Cleese nĂŁo se interessou em participar.
Anos depois, tudo se encaixou: Idle, Cleese, Michael Palin, Terry Gilliam e Terry Jones concordaram que seria um bom momento para um Ășltimo agradecimento aos fĂŁs e, claro, tambĂ©m aproveitar para faturar mais um pouco com o legado do Monty Python.
E acabou mesmo? NĂŁo Ă© a Ășltima vez que o Monty Pyhton diz que nunca mais se reunirĂĄ. Para o futuro prĂłximo, o grupo se reunirĂĄ em 2015 – sem Cleese – em Absolutely Anything, filme dirigido por Jones e que tambĂ©m tem Simon Pegg e Robin Williams no elenco. Em uma entrevista coletiva para divulgar Monty Pyhton Live (mostly), o quinteto se mostrou incerto quanto Ă possibilidade de mais shows, e Cleese chegou a mencionar uma vontade inicial de tambĂ©m se apresentar nos Estados Unidos. Em um especial da BBC sobre a reuniĂŁo, Monty Python: And Now For Something Rather Similar, Idle disse que Palin nĂŁo aceitou fazer mais do que os 10 shows da O2 Arena.
De certo mesmo hĂĄ a transmissĂŁo do Ășltimo show, dia 20 de julho, ao vivo para cinemas de vĂĄrias partes do mundo (sem o Brasil, infelizmente). Depois disso, em novembro, o especial serĂĄ lançado em DVD e blu-ray.
Altos e Baixos
Alguns detalhes de Monty Python Live (mostly):
A atriz Carol Cleveland participa, mas o mĂșsico Neil Innes nĂŁo. Ele andou se estranhando com Eric Idle por direitos autorais de uma versĂŁo que ele criou de “Always Look on the Bright Side of Life” que teria sido usada sem a permissĂŁo dele no musical Spamalot;
A barraca de merchandising tem uma grande variedade de produtos novos: de camisetas e agasalhos a chaveiro e o chapĂ©u de Gumby – que Ă©, vamos falar a verdade, apenas um guardanapo amarrado vendido a preço de ouro;
Entre os (muitos) vĂdeos antigos exibidos nos telĂ”es estĂŁo “International Philosophy” e “The Fish Slapping Dance”. Um novo, com participação dos fĂsicos Stephen Hawking e Brian Cox, tambĂ©m estĂĄ lĂĄ, como parte de “The Galaxy Song” (spoiler: sim, Hawking canta!);
Durante os shows, Terry Jones parece tenso e sĂ©rio. John Cleese mal consegue conter os surtos de riso. Michael Palin e Eric Idle sĂŁo os mais desenvoltos, com maior aptidĂŁo para o improviso e conseguem entregar o texto com competĂȘncia absoluta. E Terry Gilliam estĂĄ engraçadĂssimo, mesmo quando estĂĄ voando com as tripas expostas.
Hoje começa a reta final dos Ășltimos shows do Monty Python, algo nada menos do que histĂłrico. O grupo – reduzido a quinteto depois da morte de Graham Chapman, em 1989 – jĂĄ fez parte das apresentaçÔes de Monty Pyhton Live (mostly) – One Down, Five to Go na O2 Arena, em Londres, e jura que esse pacote de 10 apresentaçÔes (para 15 mil pessoas por noite) serĂĄ o Ășltimo suspiro do mais celebrado grupo de comĂ©dia de todos os tempos.
O show tem direção de Eric Idle, que assume postura de lĂder, e Ă© um grande resumo da histĂłria do Python. Exatamente por isso, nĂŁo deixa de ter certa melancolia. No palco, o espetĂĄculo Ă© dividido em duas partes. Na primeira, os comediantes começam com o esquete das lhamas, seguido de “Four Yorkshiremen”, onde relembram um passado crescentemente exagerado em termos de tragĂ©dia – e aqui, com longas falas, os integrantes tropeçam loucamente na entrega das falas, para delĂrio da plateia.
A noite continua com “Penis Song (Not the Noel Coward Song)”, que descamba para um musical grandioso, ao estilo da Broadway – algo que ainda ocorreria diversas vezes ao longo da noite, dando um estranho clima de performance mista para o show.
O ponto alto da primeira metade Ă© certamente a desembocadura de “Vocational Guidance Counseller” (o quadro no qual Palin faz teste vocacional com Cleese) em “Lumberjack Song”. De forma impressionantemente deliciosa, Palin brinca com a ansiedade do pĂșblico ao improvisar a conexĂŁo “mas na verdade eu queria mesmo ser...”. Em alguns shows ele apenas pausa dramaticamente, em outros ele simplesmente emenda uma frase aleatĂłria, antes de começar a mĂșsica do lenhador que gosta de se vestir de mulher.
Com o fim da parte inicial (encerrada por “I Like Chinese”, de 1980, que, em 2014, certamente faz o espectador pensar: “essa mĂșsica nĂŁo Ă©... meio... um pouco... racista?”), um intervalo de 20 minutos.
A parte dois tem momentos mais memorĂĄveis ainda. Apesar do excesso de vĂdeos antigos mostrados nos telĂ”es – presumidamente para que os comediantes, jĂĄ com mais de 70, se preparem -, Ă© bem mais ĂĄgil. EstĂŁo lĂĄ os esquetes “Nudge Nudge”, “Spanish Inquisition” e uma sequĂȘncia de sucessos que mais parece um arrastĂŁo.
Destaque para a versĂŁo incrivelmente bem adaptada de “Blackmail”, quadro no qual Palin chantageia famosos. No palco da O2, foram recebidos convidados especiais surpresa como Stephen Fry e Matt Lucas (Little Britain), que assim puderam pagar tributo ao Monty Python e sua gigantesca influĂȘncia no universo da comĂ©dia.
Um momento constrangedor desequilibra o que seria uma goleada: quando o telĂŁo mostra Chapman cantando “Christmas in Heaven” e, no palco, um ator – nĂŁo um dos comediantes do quinteto - surge caracterizado como o mesmo personagem e cantando a canção ao vivo. Ă uma daqueles momentos que realmente lembram um jogo de futebol com estĂĄdio lotado: vocĂȘ escuta o lamento da plateia com a cena, seguido de um silĂȘncio absoluto atĂ© o fim do nĂșmero.
Mas o encerramento da apresentação Ă© bem mais informal, com o Monty Pyhton cantando “Always Look on the Bright Side of Life” no palco. Porque, claro, em parte Ă© isso mesmo que os fĂŁs esperam: simplesmente ver John Cleese, Michael Palin, Eric Idle, Terry Jones e Terry Gilliam no mesmo palco. Depois da saĂda, duas imagens no telĂŁo: "Graham Chapman, 1941-1989" e "Monty Pyhton, 1969-2014". E uma singela mensagem final:
O Fim?
Essa reuniĂŁo começou a ser esboçada em 2010, com o espetĂĄculo Not the Messiah (He’s a Very Naughty Boy), quando Idle e o maestro John Du Prez (colaborador desde os tempos de A Vida de Brian, 1979) misturaram comĂ©dia a O Messias, oratĂłrio de HĂ€ndel. A ideia era comemorar os 40 anos do grupo, mas John Cleese nĂŁo se interessou em participar.
Anos depois, tudo se encaixou: Idle, Cleese, Michael Palin, Terry Gilliam e Terry Jones concordaram que seria um bom momento para um Ășltimo agradecimento aos fĂŁs e, claro, tambĂ©m aproveitar para faturar mais um pouco com o legado do Monty Python.
E acabou mesmo? NĂŁo Ă© a Ășltima vez que o Monty Pyhton diz que nunca mais se reunirĂĄ. Para o futuro prĂłximo, o grupo se reunirĂĄ em 2015 – sem Cleese – em Absolutely Anything, filme dirigido por Jones e que tambĂ©m tem Simon Pegg e Robin Williams no elenco. Em uma entrevista coletiva para divulgar Monty Pyhton Live (mostly), o quinteto se mostrou incerto quanto Ă possibilidade de mais shows, e Cleese chegou a mencionar uma vontade inicial de tambĂ©m se apresentar nos Estados Unidos. Em um especial da BBC sobre a reuniĂŁo, Monty Python: And Now For Something Rather Similar, Idle disse que Palin nĂŁo aceitou fazer mais do que os 10 shows da O2 Arena.
De certo mesmo hĂĄ a transmissĂŁo do Ășltimo show, dia 20 de julho, ao vivo para cinemas de vĂĄrias partes do mundo (sem o Brasil, infelizmente). Depois disso, em novembro, o especial serĂĄ lançado em DVD e blu-ray.
Altos e Baixos
Alguns detalhes de Monty Python Live (mostly):
Marcadores:
BBC,
Brian Cox,
Carol Cleveland,
Eric Idle,
John Cleese,
John Du Prez,
Little Britain,
Michael Palin,
Monty Python,
Simon Pegg,
Stephen Fry,
Stephen Hawking,
Terry Gilliam,
Terry Jones,
TV
terça-feira, 3 de junho de 2014
JĂĄ ouviu falar de vinil lixado? Vem aqui que a gente explica no podcast VINIL
Nesta terceira edição do podcast VINIL eu e Rodrigo Gorky fomos até a loja Celsom, no centro de São Paulo, conversar com o Celso Marcilio. Além de dono da loja, ele tem uma história muito peculiar: era fã e colecionador de quadrinhos até perder a visão, aà migrou para o mundo dos discos de vinil.
Ele também nos ajudou a desvendar o ainda misterioso mundo dos discos de vinil lixados - e explicou como identificar essas bizarrices que andam circulando feito praga entre lojas e colecionadores.
VocĂȘ pode ouvir o VINIL acima, no Youtube, ou tambĂ©m assinar aqui e no iTunes.
segunda-feira, 2 de junho de 2014
Depois de Cannes: o podcast AlĂ©m do Que Se VĂȘ conta tudo sobre o festival
Cannes terminou, mas o Rodrigo Salem ainda tem muito a dizer sobre o que aconteceu no festival - e estĂĄ tudo aqui na nova edição do podcast AlĂ©m do Que Se VĂȘ. Depois tambĂ©m entramos no debate sobre as fĂłrmulas dos filmes de super-herĂłi, passamos por filmes de terror como Oculus e The Quiet Ones e ainda refletimos sobre Jennifer Lawrence e Angelina Jolie. EstĂĄ imperdĂvel.
Vai lĂĄ: vocĂȘ escuta o podcast AlĂ©m do Que Se VĂȘ aqui e tambĂ©m pode assinĂĄ-lo no iTunes.
terça-feira, 13 de maio de 2014
Enquanto mais podcasts nĂŁo chegam, uma mixtape nova do With Lasers!
Aproveitando que o Rodrigo Salem estĂĄ em Cannes (o que dificulta a gravação de um novo AlĂ©m do Que Se VĂȘ) e que eu ainda preciso editar o Vinil (finalmente gravei a terceira edição com o Rodrigo Gorky - e foi muito legal), uma pausa para algo que eu nĂŁo fazia hĂĄ tempos: uma nova mixtape.
Essa se chama Hearts & Thoughts (They Fade). Ela tem um clima acĂșstico, apesar de nĂŁo ser 100% desplugada. Ă mais a intenção intimista das mĂșsicas que as conectam. E ela Ă© bem variada: vai de Glen Hansard a Gene Simmons, de R.E.M. ao The Ghost of a Saber Tooth Tiger. Ă uma aventura musical amorosa.
Aqui tem a lista completa das mĂșsicas.
Marcadores:
Bruce Springsteen,
Donnie Darko,
Gene Simmons,
Glen Hansard,
Jack White,
mixtape,
Neil Young,
R.E.M.,
Sam Smith,
Sean Lennon,
Silva,
The Civil Wars,
With Lasers
sexta-feira, 9 de maio de 2014
Desculpa, Eddie Vedder!
Fui ver o show solo do Eddie Vedder ontem e escrevi um texto para o Scream & Yell, o lendĂĄrio site do amigo Marcelo Costa. Eu jĂĄ tinha visto o Vedder sozinho anteriormente, mas sĂł fazendo uns sets curtos no Bridge School Benefit, o festival acĂșstico do Neil Young. SĂł que isso foi anos antes de ele descobrir o ukulele - e atĂ© de realmente ter uma carreira sem o Pearl Jam.
O que vi ontem, no Citibank Hall, em SĂŁo Paulo, foi assim:
Preciso confessar que fui ao show solo do Eddie Vedder – o terceiro em SĂŁo Paulo, na noite da quinta (08), no Citibank Hall, nĂŁo esperando grande coisa. Gosto do Pearl Jam desde sempre, mas suspeito demais desse esquema “vou pegar meu violĂŁo/ ukulele e fazer um sonzinho aqui sem a minha banda”. Um tempo atrĂĄs, Chris Cornell seguiu esse esquema e ficou claro o clima bate-carteira.
O preço das entradas tambĂ©m nĂŁo ajudou a aliviar essa impressĂŁo: as mais caras custavam cerca de R$ 1 mil! Pode pesquisar, mas Ă© garantido que vocĂȘ nĂŁo vai encontrar esse valor em apresentaçÔes do cara fora do Brasil – e desta vez nem dĂĄ para culpar os ingressos de estudante, jĂĄ que a Folha de S. Paulo noticiou que o promotor do evento limitou esse tipo de venda a 40% (seguindo ilegalmente uma lei que ainda nĂŁo foi regulamentada).
Para completar, Glen Hansard fez um show de abertura tĂŁo impressionante que eu sĂł conseguia pensar: “agora encerrou a noite de vez, talvez seja melhor ir para casa direto”. O irlandĂȘs (vencedor do Oscar de melhor canção original por “Falling Slowly”, da trilha do filme Apenas Uma Vez, que ele compĂŽs e gravou com o Swell Season) tem um timing perfeito para esse tipo de show: Ă© carismĂĄtico, conta boas histĂłrias e destroi cordas de violĂŁo como se nĂŁo houvesse (mais shows) amanhĂŁ. Tocou mĂșsicas prĂłprias, Van Morrison e ainda citou “Smile”, do Pearl Jam, para o delĂrio dos fĂŁs. A cada chance, agradeceu a quem “chegou cedo” para ver o show dele. AtĂ© contou sobre a preocupação que teve com os motoboys brasileiros, completando o depoimento com uma bossa nova que incluĂa o verso “por favor, nĂŁo morra!”.
Mas eu estava errado. Peço desculpas, EdO resto estå lå no Scream & Yell.
quinta-feira, 24 de abril de 2014
AlĂ©m do Que Se VĂȘ: oitava edição estĂĄ no ar!

Passagem rĂĄpida sĂł para dizer que o AlĂ©m do Que Se VĂȘ nĂșmero 8 estĂĄ no ar. Os temas da semana: polĂȘmicas de Bryan Singer e Game of Thrones, Salem (a sĂ©rie), Mad Men, preview de Cannes, Quentin Tarantino, HBO, Amazon Prime, GetĂșlio, Tony Ramos, Taylor Lautner, Kristen Stewart, Kevin Spacey.
Como sempre: vocĂȘ escuta o podcast AlĂ©m do Que Se VĂȘ aqui e tambĂ©m pode assinĂĄ-lo no iTunes.
Marcadores:
AlĂ©m do Que Se vĂȘ,
Amazon Prime,
Bryan Singer,
Cannes,
Game of Thrones,
GetĂșlio,
HBO,
Kevin Spacey,
Kristen Stewart,
Mad Men,
podcast,
Quentin Tarantino,
Salem,
Taylor Lautner,
Tony Ramos
terça-feira, 8 de abril de 2014
Dos bastidores de Hollywood Ă falta de filmes bons no cinema, aqui estĂĄ o AlĂ©m do Que Se VĂȘ

Tem semanas em que não é fåcil: a seleção de filmes que chega aos cinemas é simplesmente uma porcaria. Então, eu, Rodrigo Salem e Diego Maia aproveitamos para falar um pouco sobre os bastidores de quem cobre cinema em Los Angeles, além de outras coisas mais. Estå tudo aqui!
Como sempre: vocĂȘ escuta o podcast AlĂ©m do Que Se VĂȘ aqui e tambĂ©m pode assinĂĄ-lo no iTunes.
segunda-feira, 31 de março de 2014
"Novo" disco de Michael Jackson sai em maio; ouça a faixa-tĂtulo
Ouça enquanto Ă© tempo, porque logo ela deve ser varrida da internet: "Xscape", a mĂșsica que dĂĄ nome ao disco pĂłstumo de Michael Jackson que sai em 13 de maio, Ă© esta aqui abaixo. Ela foi registrada durante as gravaçÔes de Invincible e estĂĄ na web desde 2002.
Sobre o ålbum Xscape não sabemos muito: entra em pré-venda amanhã, dia 1o de abril (piada pronta?), e foi produzido por L.A. Reid, CEO da Epic Records - com ajuda de gente como Timbaland, Rodney Jerkins, Stargate e John McClain.
Outra mĂșsica que deve estar no trabalho - apesar de nĂŁo ter sido anunciada - Ă© "Slave to the Rhythm", que nasceu nas sessĂ”es de Dangerous (1991) e teria sido finalizada pelo prĂłprio Jackson no fim dos anos 90 (e foi usada em comercial de celular da Sony neste ano). Ă essa faixa que tambĂ©m ganhou uma versĂŁo dueto com Justin Bieber, que surgiu na internet sem muita explicação hĂĄ algum tempo.
De forma geral, parece ser um trabalho melhor cuidado do que a bagunça Michael (2010) que, segundo Paris, filha de Michael, tinha até faixas que não eram cantadas por ele.
Assinar:
Postagens (Atom)






















