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Pro-Música Brasil

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
(Redirecionado de ABPD)
Pro-Música Brasil
(PMB)
TipoIndústria fonográfica
Fundaçãoabril de 1958 (68 anos)
SedeRio de Janeiro
Línguas oficiaisPortuguês brasileiro
Pessoas importantesPaulo Rosa (presidente)
Antigo nomeAssociação Brasileira dos Produtores de Discos
Websitepro-musicabr.org.br

A Pro-Música Brasil (PMB),[1] anteriormente conhecida como Associação Brasileira dos Produtores de Discos (ABPD), é uma entidade privada que representa as principais gravadoras do mercado fonográfico do país.[2] É também a parada de sucesso e de vendas oficial do Brasil.[3]

O objetivo da Pro-Música Brasil, como associação representante das gravadoras do Brasil, é conciliar os interesses das organizações com os de autores, intérpretes, músicos, produtores e editores musicais, e defender coletiva e institucionalmente os direitos e interesses comuns de seus associados, combater a pirataria musical e promover levantamentos de estatísticas e pesquisas de mercado fonográfico.[2]

Ela é também responsável por pesquisas de mercado, dados estatísticos e de vendagens do setor fonográfico no Brasil e pela emissão dos certificados que autorizam as gravadoras a premiar os intérpretes das canções com discos especiais (Discos de Ouro, Platina, múltiplos de Platina, Diamante e múltiplos de Diamante), em decorrência de grandes volumes vendidos.[2]

Com sede no Rio de Janeiro, a ABPD foi fundada em abril de 1958, sendo filiada à IFPI, que agrega cerca de 1,4 mil gravadoras em 76 países.[4][5] Para conceder as licenças para outras mídias a ABPD criou, em 1995, a ABLF (Associação Brasileira de Licenciamento Fonográfico) e a APDIF (Associação Protetora dos Direitos Intelectuais Fonográficos), que tem como objetivo o combate à divulgação e lucro não autorizadas de gravações musicais.[2]

Mercado fonográfico brasileiro

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Segundo uma reportagem da IFPI, o Brasil é uma grande potência no mercado fonográfico digital, uma das razões são as inovações de mercado e de tecnologia tornando-se a maior indústria da América Latina em 2009.[6] Cerca de 80% das vendas digitais são de Telefonia móvel, e o que ajuda isso também são as redes sociais de grande audiência no Brasil, entre eles o Orkut, YouTube e MySpace.[6] Espera-se que no futuro o país seja um dos maiores mercados digitais do mundo, devido aos altos índices de crescimento a cada ano.[6] O faturamento em 2007 foi de mais de 24 milhões de reais, equivalente a 8% do faturamento total do Mercado Brasileiro de Música, segundo dados oficiais da ABPD.[7]

Em uma publicação de 2010 pela IFPI mostra que as vendas cresceram em 12% em relação de 2008 para 2009 no mundo, porém o país que mais perdeu mercado por causa da pirataria digital foi o Brasil. 80% foi o número apresentado pela Federação, porém o presidente da ABPD, Paulo Rosa, discordou dos números mostrados e disse que a queda foi de 50% e justifica os números apresentados pela IFPI que, eles se basearam apenas em discos com "preço inteiro" e não o custo que as gravadoras brasileiras colocavam no mercado.[8][9]

O relatório anual do mercado musical brasileiro feito em 2010, mostrou que o setor fonográfico movimentou mais de R$ 358 milhões em 2009, na parte digital foram 11,9% desse total, com mais de R$ 42 milhões, com um crescimento de 0,7% em comparação com 2008. Na parte física também houve um aumento de 1,08% nas vendas.[10] Segundo opinião do Paulo Rosa, presidente da ABPD, ter dois anos consecutivos de crescimento é uma grande vitória, embora não deve ser festejada.[10]

O mercado brasileiro de música é forte em comparação com outros países, que movimenta cerca de 80% de todos os CDs e DVDs vendidos no Brasil, ou seja, 8 em cada 10 álbuns vendidos são de artistas nacionais. O país é um dos poucos com percentual de música local tão relevante. Para se ter uma ideia, países da Europa como Inglaterra, França e Itália não possuem 80% do mercado nacional. Logo, o Brasil pode ser considerado um dos maiores consumidores de música nacional do mundo, segundo dados da ABPD.[11]

CD Singles

No Brasil não são vendidos CD Singles, também chamados de compactos, por não haver aceitação por parte do público consumidor e do comércio. Esse tipo de formato foi testado em diferentes artistas em diversos gêneros entre 1995 a 1997.[11]

Tabelas musicais

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Crowley Broadcast Analysis

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A Pro-Música Brasil utiliza a Crowley Broadcast Analysis, para fornecer dados para a associação, e para o ECAD, além de ser a parada musical oficial do Brasil.[12] Em agosto de 2009 passou a fornecer também exclusivamente as paradas para a revista Billboard Brasil (extinta em 2019[13]), que se baseava na grade básica de rádios com 250 estações, pesquisadas em dez cidades brasileiras.[14]

Top Álbuns Brasil

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A Top Álbuns Brasil (anteriormente CD - TOP 20 Semanal) foi a parada oficial de vendas de CDs, o qual se baseia na venda registrada pelas gravadoras, mercados em massa, pesquisa reproduzida pela ABPD e pesquisada pela empresa Nielsen.[15]

Top DVDs Brasil

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A Top DVDs Brasil (anteriormente DVD - TOP 20 Semanal ou TOP DVD 20) é a parada oficial de vendas de DVDs, o qual se baseia na venda registrada pelas gravadoras, mercados em massa, pesquisa reproduzida pela ABPD e pesquisada pela empresa Nielsen.

Top 50 Streaming

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A Top 50 Streaming é uma parada mensal das 50 canções mais ouvidas das plataforma digitais Spotify, Apple Music, Napster, Google Play e Deezer. A parada é elaborada e compilada pela empresa BMAT.[16]

As resoluções declaradas pela Pro-Música Brasil são:[2]

  1. Conciliar os interesses das gravadoras com os de autores, intérpretes, músicos, produtores e editores musicais;
  2. Defender coletiva e institucionalmente os direitos e interesses comuns de seus associados;
  3. Combater a pirataria musical;
  4. Promover levantamentos estatísticos e pesquisas de mercado.

Prêmio de Música Digital

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O Prêmio Música Digital é uma premiação musical criada em 2010 no Brasil e que é anualmente realizada pela M.A.S. Mazzola Edições Musicais, uma editora do produtor Marco Mazzola, em parceria com Marcelo Alves, diretor da ADMA Eventos, eleita como a "Agência do Ano" pelo prêmio Colunistas Promo 2009 e 2010. A cerimônia conta com a chancela das principais gravadoras brasileiras representadas pelas entidades ligadas ao mercado fonográfico do país, além da ABPD, ABMI, ABEM e ABER, juntamente com a participação das maiores empresas envolvidas na comercialização dedownload digital, como Oi, TIM, Claro, Vivo, UOL, Nokia, Terra Networks e iMusica.[17]

Lista de associados e afiliados

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Todas as companhias associadas e afiliadas com a Pro-Música Brasil:[18]

Níveis de certificação

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A Pro-Música Brasil disponibiliza, para buscas e pesquisas, todos os certificados de disco de ouro, platina, múltiplos de platina, diamante e múltiplos de diamante. A associação realiza certificações desde 1990 até os dias de hoje, com a solicitação das gravadoras associadas.[19]

Desde novembro de 2008, a entidade começou a premiar os produtos digitais, que são os downloads pela internet, e ringtones que são vendas feitas via telefonia móvel (celular). Em seu site oficial, todas as premiações podem ser visualizadas.[19]

A partir de 2017, as certificações para vendas digitais foram unidas às de vendas físicas com as seguintes regras: para certificação de álbuns, downloads digitais de álbuns completos se equivalem a uma venda física de álbum. Os downloads digitais pagos de singles do álbum também são contabilizados para a certificação, sendo que dez downloads de singles equivalem a uma venda de álbum. Para streamings de áudio e vídeo de uma ou mais faixas do álbum, 5.000 transmissões são equivalentes a um álbum. Certificações de singles são baseadas em download digital. Para streaming de áudio e vídeo, 500 transmissões equivalem a um download. A contagem para as certificações de álbum e single são iguais as previamente atribuídos aos CDs.[20]

Produtos digitais (internet/telefonia móvel)

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Downloads/Ringtones
Certificação Emitidos a partir de novembro de 2008
Ouro 50.000
Platina 100.000
2× Platina 200.000
3× Platina 300.000
9× Ouro 450.000
Diamante 500.000

Repertório nacional

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CD/Single
Certificação Antes de 2004 A partir de 2004 A partir de 2006 A partir de 2010
Ouro 100.000 50.000 50.000 40.000
Platina 250.000 125.000 100.000 80.000
2× Platina 500.000 250.000 200.000 160.000
3× Platina 750.000 375.000 300.000 240.000
Diamante 1.000.000 500.000 500.000 300.000
2× Diamante 2.000.000 1.000.000 1.000.000 600.000
3× Diamante 3.000.000 1.500.000 1.500.000 900.000
4× Diamante 4.000.000 2.000.000 2.000.000 1.200.000
DVD
Certificação Antes de 2006 Depois de 2006
Ouro 25.000 25.000
Platina 50.000 50.000
2× Platina Não Existia 100,000
3× Platina Não Existia 150.000
Diamante 100.000 250.000
2× Diamante 200.000 500.000
3× Diamante 300.000 (*) 750.000 (*)
4× Diamante 400.000 (*) 1.000.000 (*)
5× Diamante 500.000 (*) 1.250.000 (*)

(*) Hipotética, pode haver/ acontecer ou não.

Repertório internacional

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CD/Single
Certificação Até 2000 A partir de 2001 A partir de 2006 A partir de 2010
Ouro 100.000 50.000 30.000 20.000
Platina 250.000 125.000 60.000 40.000
2× Platina 500.000 250.000 120,000 80.000
3× Platina 750.000 375.000 180.000 120.000
Diamante 1.000.000 500.000 250.000 160.000
DVD
Certificação Antes de 2006 A partir de 2006
Ouro 25.000 15.000
Platina 50.000 30.000
2× Platina — 60,000
3× Platina — 90.000
Diamante 100.000 125.000
2× Diamante 200.000 250.000
3× Diamante 300.000 (*) 375.000 (*)
4× Diamante 400.000 (*) 500.000 (*)
5× Diamante 500.000 (*) 625.000 (*)

(*) Hipotética, pode haver/ acontecer ou não.

Ver também

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Notas e referências

  1. ↑ «Resumo do Mercado Fonográfico no 1º Semestre de 2016 e mudança de nome da ABPD para Pro-Música». Rio de Janeiro: Pro-Música Brasil. 25 de outubro de 2016. Consultado em 26 de novembro de 2016
  2. 1 2 3 4 5 «Sobre ABPD» (asp). ABPD. Consultado em 15 de dezembro de 2009
  3. ↑ «INTERNATIONAL CHART COMPANIES» (pdf). IFPI (em inglês). Consultado em 15 de dezembro de 2009 [ligação inativa]
  4. ↑ «Local record industry associations» (html). IFPI (em inglês). Consultado em 15 de dezembro de 2009
  5. ↑ «Sobre Nós – Pro-Música Brasil». Pro-Música Brasil
  6. 1 2 3 «DMR2009» (pdf). IFPI (em inglês). Consultado em 15 de dezembro de 2009
  7. ↑ «Música na internet» (asp). ABPD. Consultado em 15 de dezembro de 2009
  8. ↑ «IFPI Digital Music Report 2010» (pdf). ABPD (em inglês). 2010. Consultado em 7 de fevereiro de 2010
  9. ↑ Carlos Miguel, Antônio (21 de janeiro de 2010). «Venda de música digital cresce 12% em 2009» (asp). oglobo. Rede Globo. Consultado em 7 de fevereiro de 2010
  10. 1 2 «Mercado Fonográfico Brasileiro 2009» (pdf). ABPD. 2010. Consultado em 25 de março de 2010
  11. 1 2 «Ind. Fonográfica». ABPD. Consultado em 6 de junho de 2010
  12. ↑ «crowley». crowley. Consultado em 29 de janeiro de 2010 [ligação inativa]
  13. ↑ «Exclusivo: após 10 anos de atuação, Billboard Brasil encerra operações no país». Mundo da Música. 1 de abril de 2019 [ligação inativa]
  14. ↑ Ben-Yehuda, Ayala (22 de outubro de 2009). «Billboard Brazil Launches Monthly Magazine With Local Charts». Billboard.biz (em inglês). Consultado em 29 de janeiro de 2010 [ligação inativa]
  15. ↑ «Justin Bieber assume primeiro lugar no Brasil» (html). R7. Rede Record. Consultado em 1 de julho de 2010 [ligação inativa]
  16. ↑ pro-musicabr.org.br. «pro-musicabr.org.br». Consultado em 23 de outubro de 2019
  17. ↑ «1° PRÊMIO DE MÚSICA DIGITAL». ABPD. Consultado em 14 de julho de 2010
  18. ↑ «Produtores» (asp). Pro-Música Brasil. Consultado em 28 de dezembro de 2022
  19. 1 2 «Níveis de Certificação». ABPD. Consultado em 15 de dezembro de 2009. Arquivado do original (asp) em 25 de fevereiro de 2013
  20. ↑ «Tabela de Níveis de Certificação Pro-Música». Pro-Música Brasil. Consultado em 20 de junho de 2018. Arquivado do original em 21 de junho de 2018

Ligações externas

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