Amarelo
| Amarelo | |
|---|---|
No sentido horário, a partir do canto superior esquerdo: choupo-tremedor; pedreira de ocre na França; cidras; modelo usando um vestido numa passarela; campo de narcisos na Cornualha; Bradley Wiggins pedalando no Tour de France; retrato do imperador Taizu | |
| Coordenadas espectrais | |
| Comprimento de onda | 575–585[1] nm |
| Frequência | 521–512 THz |
| Coordenadas de cor | |
| Tripleto hexadecimal | #FFFF00 |
| sRGB (r, g, b) | (255, 255, 0) |
| CMYK (c, m, y, k) | (0, 0, 100, 0) |
| HSV (h, s, v) | (60°, 100%, 100%) |
Amarelo é uma cor situada entre o verde e o laranja no espectro da luz. É produzido por luz com comprimento de onda dominante de aproximadamente 575–585 nm. É uma cor primária nos sistemas de cores subtrativas, usados na pintura ou na impressão em cores. No modelo de cores RGB, utilizado para criar cores em telas de televisão e computador, o amarelo é uma cor secundária produzida pela combinação de vermelho e verde em igual intensidade. Os carotenoides conferem a cor amarela característica às folhas de outono, ao milho, aos canários, aos narcisos e aos limões, bem como às gemas de ovo, aos ranúnculos e às bananas. Eles absorvem energia luminosa e, em alguns casos, protegem as plantas de danos causados pela luz.[2] A luz solar apresenta uma tonalidade levemente amarelada quando o Sol está próximo do horizonte, devido à dispersão atmosférica dos comprimentos de onda mais curtos (verde, azul e violeta).
Por estar amplamente disponível, o pigmento ocre-amarelo foi uma das primeiras cores utilizadas na arte; a caverna de Lascaux, na França, contém uma pintura de um cavalo amarelo com 17 mil anos. Pigmentos de ocre e auripigmento foram usados para representar o ouro e a cor da pele em túmulos egípcios e, posteriormente, nos murais de vilas romanas.[3] Na Igreja cristã primitiva, o amarelo era a cor associada ao papa e às chaves douradas do Reino, mas também era relacionado a Judas Iscariotes e usado para identificar hereges. No século XX, os judeus na Europa ocupada pela Alemanha nazista foram obrigados a usar uma estrela amarela. Na China, o amarelo-vivo era a cor do Império do Meio e somente podia ser usado pelo imperador e por sua família; convidados especiais eram recebidos sobre um tapete amarelo.[4]
Segundo pesquisas realizadas na Europa, no Canadá, nos Estados Unidos e em outros lugares, o amarelo é a cor que as pessoas associam com maior frequência à diversão, à gentileza, ao humor, à felicidade e à espontaneidade; contudo, também pode ser associado à falsidade, à inveja, ao ciúme, à ganância, à justiça e, nos Estados Unidos, à covardia.[5] No Irã, possui conotações de palidez ou doença,[6] mas também de sabedoria e conexão.[7] Na China e em muitos países asiáticos, é visto como a cor da realeza, da nobreza, do respeito, da felicidade, da glória, da harmonia e da sabedoria.[8]
Ciência e natureza
[editar | editar código]Óptica, impressão em cores e telas de computador
[editar | editar código]- Em teoria, a mistura das três resulta em preto, mas formulações imperfeitas de tinta não produzem um preto verdadeiro, razão pela qual é necessário um componente K adicional.
- Exemplo de impressão em cores de 1902. A combinação de imagens em amarelo, magenta e ciano cria uma imagem colorida. Esse processo é denominado modelo de cores CMYK.
- Em uma tela de computador, o amarelo é criado pela combinação de luz verde e vermelha na intensidade adequada sobre uma tela preta.
O amarelo encontra-se entre o verde e o vermelho no espectro da luz visível. É a cor percebida pelo olho humano ao observar luz com comprimento de onda dominante entre 570 e 590 nanômetros.
Na impressão em cores, o amarelo é uma das três cores primárias subtrativas da tinta, ao lado do magenta e do ciano. Juntamente com o preto, elas podem ser sobrepostas na combinação adequada para imprimir qualquer imagem colorida. (Ver o modelo de cores CMYK.) Utiliza-se um amarelo específico, chamado amarelo de processo (também conhecido como "amarelo-pigmento", "amarelo de impressão" e "amarelo-canário"). O amarelo de processo não é uma cor RGB, e não existe conversão fixa das primárias CMYK para RGB. Diferentes formulações são utilizadas em tintas de impressão, de modo que pode haver variações na cor impressa com tinta amarela pura.
O amarelo de uma televisão em cores ou de uma tela de computador é criado de modo completamente diferente: pela combinação de luz verde e vermelha no nível adequado de intensidade. (Ver RGB.)
Cores complementares
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Tradicionalmente, a cor complementar do amarelo é o roxo; as duas cores encontram-se em lados opostos do círculo cromático RYB, usado há muito tempo por pintores.[9] Vincent van Gogh, um dedicado estudioso da teoria das cores, utilizou combinações de amarelo e roxo em várias de suas pinturas para obter o máximo de contraste e harmonia.[10]
Hunt define que "duas cores são complementares quando é possível reproduzir os valores tristímulos de um estímulo acromático especificado por meio de uma mistura aditiva desses dois estímulos".[11] Isto é, quando duas luzes coloridas podem ser misturadas para corresponder a uma luz branca especificada (acromática, sem cor), as cores dessas duas luzes são complementares. Essa definição, entretanto, não determina qual versão de branco será especificada. No século XIX, os cientistas Grassmann e Helmholtz realizaram experimentos nos quais concluíram que era difícil encontrar um bom complemento para o amarelo espectral, mas que o resultado era o índigo, isto é, um comprimento de onda que os cientistas das cores atuais chamariam de azul ou azul-violeta. Helmholtz afirma que "amarelo e azul-índigo" são complementares.[12] Grassmann reconstrói os limites das categorias de Newton em termos de comprimentos de onda e afirma: "Esse índigo, portanto, situa-se dentro dos limites de cor entre os quais, segundo Helmholtz, se encontram as cores complementares do amarelo".[13]
O próprio círculo cromático de Newton apresenta o amarelo diretamente oposto ao limite entre o índigo e o violeta. Esses resultados, segundo os quais o complemento do amarelo é um comprimento de onda inferior a 450 nm, podem ser derivados do sistema moderno de colorimetria CIE 1931, caso se suponha que o amarelo tenha cerca de 580 nm ou um comprimento de onda menor e que o branco especificado seja a cor de um radiador de corpo negro com temperatura de 2 800 K ou menos (isto é, o branco de uma lâmpada incandescente comum). De forma mais típica, com um branco da cor da luz do dia ou com temperatura em torno de 5 000 a 6 000 K, o complemento do amarelo estará na faixa de comprimentos de onda do azul, que é a resposta moderna padrão para o complemento do amarelo.
Devido às características dos pigmentos de tinta e ao uso de diferentes círculos cromáticos, os pintores tradicionalmente consideram o índigo ou o azul-violeta como o complemento do amarelo.
Lasers
[editar | editar código]Os laseres que emitem na parte amarela do espectro são menos comuns e mais caros do que os da maioria das outras cores.[14] Em produtos comerciais, utiliza-se a tecnologia de estado sólido bombeado por diodo (DPSS) para criar a luz amarela. Um diodo de laser infravermelho de 808 nm é usado para bombear um cristal de vanadato de ítrio dopado com neodímio (Nd:YVO4) ou de granada de ítrio e alumínio dopada com neodímio (Nd:YAG), induzindo-o a emitir simultaneamente em duas frequências (281,76 THz e 223,39 THz; comprimentos de onda de 1 064 nm e 1 342 nm). Essa luz infravermelha mais profunda atravessa então outro cristal que contém potássio, titânio e fósforo (KTP), cujas propriedades não lineares geram luz em uma frequência igual à soma dos dois feixes incidentes (505,15 THz), correspondendo, nesse caso, ao comprimento de onda de 593,5 nm ("amarelo").[15] Esse comprimento de onda também pode ser obtido, embora ainda mais raramente, por meio de um laser de hélio-neônio. Contudo, não se trata de um amarelo verdadeiro, pois ultrapassa 590 nm. Uma variante dessa mesma tecnologia DPSS, com frequências iniciais ligeiramente diferentes, foi disponibilizada em 2010 e produz um comprimento de onda de 589 nm, considerado uma cor amarela verdadeira.[16] O uso de lasers amarelos de 589 nm e 594 nm tornou-se mais difundido recentemente graças ao campo da optogenética.[17]
Astronomia
[editar | editar código]Estrelas das classes F e G da classificação espectral possuem temperaturas de cor que lhes conferem aparência "amarelada".[18] O primeiro astrônomo a classificar estrelas de acordo com sua cor foi F. G. W. Struve, em 1827. Uma de suas classificações era flavae, ou amarela, e correspondia aproximadamente às estrelas da faixa espectral moderna F5 a K0.[19] O sistema fotométrico de Strömgren para classificação estelar inclui um filtro "y", ou amarelo, centrado em um comprimento de onda de 550 nm e com largura de banda de 20–30 nm.[20][21]
As estrelas supergigantes raramente são supergigantes amarelas, porque as supergigantes das classes F e G são fisicamente instáveis; na maioria das vezes, elas constituem uma fase de transição entre as supergigantes azuis e as supergigantes vermelhas. Algumas supergigantes amarelas, as variáveis cefeidas, pulsam com um período proporcional à sua magnitude absoluta; portanto, caso sua magnitude aparente seja conhecida, a distância até elas pode ser calculada com grande precisão.[22] As variáveis cefeidas foram, assim, utilizadas para determinar distâncias dentro e além da galáxia Via Láctea. O exemplo mais famoso é a atual estrela do polo norte, Polaris.
Biologia
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As folhas de outono, as flores amarelas, as bananas, as laranjas e outras frutas amarelas contêm carotenoides, pigmentos orgânicos amarelos e vermelhos encontrados nos cloroplastos e cromoplastos das plantas e de alguns outros organismos fotossintéticos, como algas, algumas bactérias e alguns fungos. Eles desempenham duas funções fundamentais nas plantas e nas algas: absorvem energia luminosa para uso na fotossíntese e protegem a clorofila verde contra danos causados pela luz.[2]
No fim do verão, à medida que as horas de luz do dia diminuem e as temperaturas caem, as nervuras que transportam fluidos para dentro e para fora da folha são gradualmente fechadas. A entrada de água e minerais na folha é reduzida, primeiro lentamente e depois com maior rapidez. É nesse período que a clorofila começa a diminuir. À medida que a clorofila diminui, os carotenoides amarelos e vermelhos tornam-se cada vez mais visíveis, criando a clássica coloração das folhas de outono.
Os carotenoides são comuns em muitos seres vivos; conferem a cor característica às cenouras, ao milho, aos narcisos, às rutabagas, aos ranúnculos e às bananas. São responsáveis pelo vermelho das lagostas cozidas, pelo rosa dos flamingos e do salmão e pelo amarelo dos canários e das gemas de ovo.
As xantofilas são os pigmentos amarelos mais comuns e formam uma das duas principais divisões do grupo dos carotenoides. O nome deriva do grego xanthos (ξανθος, "amarelo") + phyllon (φύλλον, "folha"). As xantofilas são encontradas com maior frequência nas folhas das plantas verdes, mas também chegam aos animais por meio dos alimentos que eles consomem. Por exemplo, a cor amarela das gemas, da gordura e da pele das galinhas provém da ração consumida por elas. Os avicultores conhecem esse fenômeno e frequentemente acrescentam xantofilas, em geral luteína, para tornar as gemas mais amarelas.
As bananas são verdes quando colhidas devido à clorofila presente em sua casca. Depois da colheita, começam a amadurecer; hormônios presentes nas bananas convertem aminoácidos em gás etileno, que estimula a produção de várias enzimas. Essas enzimas começam a alterar a cor, a textura e o sabor da banana. O fornecimento de clorofila verde é interrompido e a cor amarela dos carotenoides a substitui; por fim, à medida que as enzimas continuam a atuar, as paredes celulares se rompem e as bananas ficam marrons.
- As bananas, assim como as folhas de outono, os canários e as gemas de ovo, obtêm sua cor amarela de pigmentos naturais chamados carotenoides.
- Gema de um ovo cru. A cor provém das xantofilas carotenoides luteína e zeaxantina
- Filhotes de pato
Peixes
[editar | editar código]- Rabo-amarelo é o nome comum de dezenas de espécies diferentes de peixes que possuem cauda amarela ou corpo amarelo. Na maioria das vezes, o termo refere-se ao olho-de-boi-japonês, peixe que vive entre o Japão e o Havaí.
- O atum-amarelo (Thunnus albacares) é uma espécie de atum que possui a nadadeira anal e a segunda nadadeira dorsal de cor amarelo-viva. Encontrado em mares tropicais e subtropicais e com peso de até 200 kg, é pescado como substituto de estoques reduzidos de atum-rabilho.
- Labeobarbus aeneus é uma espécie de peixe de nadadeiras raiadas do gênero Labeobarbus. Tornou-se uma espécie invasora em rios do Cabo Oriental, na África do Sul, como o rio Mbhashe.
Insetos
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- O Aedes aegypti é um mosquito assim denominado por transmitir a dengue e a febre amarela, doenças virais transmitidas por mosquitos.
- As chamadas jaquetas-amarelas são vespas pretas e amarelas dos gêneros Vespula ou Dolichovespula (embora algumas possam ser pretas e brancas, sendo a mais notável Dolichovespula maculata). Podem ser identificadas pela coloração preta e amarela característica, pelo pequeno tamanho (ligeiramente maior que uma abelha) e pelas antenas inteiramente pretas.
Árvores
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- Populus tremuloides é uma árvore caducifólia nativa das regiões mais frias da América do Norte, uma das várias espécies conhecidas pelo nome comum de choupo-tremedor. Populus tremuloides é a árvore de distribuição mais ampla da América do Norte, sendo encontrada do Canadá ao centro do México.
- A bétula-amarela (Betula alleghaniensis) é uma espécie de bétula nativa do leste da América do Norte, desde a Nova Escócia, Novo Brunswick e o sul do Quebec, a oeste até Minnesota, e ao sul, nas montanhas Apalaches, até o norte da Geórgia. São árvores caducifólias de porte médio que podem atingir cerca de 20 m de altura, com troncos de até 80 cm de diâmetro. A casca é lisa e amarelo-bronze,[23] e a madeira é amplamente utilizada em pisos, armários e palitos de dente.
- A árvore australiana conhecida como thorny yellowwood, nativa de florestas tropicais, é valorizada por sua madeira de tonalidade branco-amarelada intensa.
- Choupo-amarelo é um nome comum de Liriodendron, a árvore-das-tulipas. O nome comum é impreciso, pois esse gênero não possui parentesco com os choupos.
- O Handroanthus albus é uma árvore urbana de flores amarelas nativa do Cerrado brasileiro.
História, arte e moda
[editar | editar código]Pré-história
[editar | editar código]O amarelo, na forma do pigmento ocre-amarelo produzido com argila, foi uma das primeiras cores usadas na arte rupestre pré-histórica. A caverna de Lascaux possui a imagem de um cavalo pintado de amarelo, estimada em 17 300 anos.
História antiga
[editar | editar código]No Egito Antigo, o amarelo era associado ao ouro, considerado imperecível, eterno e indestrutível. Acreditava-se que a pele e os ossos dos deuses eram feitos de ouro. Os egípcios utilizavam amplamente o amarelo nas pinturas de túmulos; geralmente empregavam ocre-amarelo ou o brilhante auripigmento, embora este fosse feito de arsênio e fosse altamente tóxico. Uma pequena caixa de tintas com pigmento de auripigmento foi encontrada no túmulo do rei Tutancâmon. Os homens eram sempre representados com rostos marrons, e as mulheres, com rostos em ocre-amarelo ou dourado.[3]
Os romanos antigos utilizavam o amarelo em suas pinturas para representar o ouro e também em tons de pele. A cor aparece com frequência nos murais de Pompeia.
- Imagem de um cavalo pintado com ocre-amarelo na caverna de Lascaux.
- Pinturas na tumba de Nakht, no Egito Antigo (século XV a.C.).
- O ocre-amarelo era usado com frequência em pinturas murais de vilas e cidades da Roma Antiga.
- A arte bizantina fez uso abundante do ouro, como se observa neste detalhe do mosaico do imperador Justiniano I na Basílica de São Vital, em Ravena, Itália (antes de 547 d.C.).
- A bandeira da dinastia Paleóloga de imperadores bizantinos era vermelha e dourada.
História pós-clássica
[editar | editar código]Durante o período pós-clássico, o amarelo consolidou-se como a cor de Judas Iscariotes, o discípulo que traiu Jesus Cristo, embora a Bíblia nunca descreva suas roupas. A partir dessa associação, o amarelo também passou a ser relacionado à inveja, ao ciúme e à falsidade.
No Renascimento, iniciou-se a tradição de marcar com a cor amarela pessoas não cristãs consideradas externas à sociedade, como os judeus. Na Espanha do século XVI, os acusados de heresia que se recusavam a renunciar às suas opiniões eram obrigados a comparecer perante a Inquisição Espanhola vestidos com uma capa amarela.[24]
A cor amarela foi historicamente associada aos agiotas e às finanças. O logotipo da National Pawnbrokers Association apresenta três esferas douradas penduradas em uma barra, em referência às três bolsas de ouro que o padroeiro dos penhoristas, São Nicolau, segura nas mãos. Além disso, o símbolo de três orbes dourados aparece no brasão da Casa de Médici, famosa dinastia italiana de banqueiros e credores do século XV.[25]
- O açafrão às vezes era usado como pigmento em manuscritos medievais, como nesta página que mostra o assassinato de Thomas Becket na Catedral de Cantuária, por volta de 1200
- O Beijo de Judas (1304–06), de Giotto di Bondone, seguiu a tradição medieval de vestir Judas Iscariotes com uma toga amarela.
- Robert Dudley, 1.º Conde de Leicester (1560–1565)
- Jovem com um manto amarelo, de Jan Lievens, c. 1630–1631
- A Leiteira, de Johannes Vermeer, c. 1658
História moderna
[editar | editar código]Séculos XVIII e XIX
[editar | editar código]Os séculos XVIII e XIX testemunharam a descoberta e a fabricação de pigmentos e corantes sintéticos, que rapidamente substituíram os amarelos tradicionais produzidos com arsênio, urina de vaca e outras substâncias.
Por volta de 1776, Jean-Honoré Fragonard pintou A Leitora. A jovem usa um vestido amarelo-açafrão vivo. A pintura é "considerada por muitos críticos uma das obras mais atraentes e magistrais de Fragonard".[26]
O pintor britânico do século XIX William Turner foi um dos primeiros daquele século a usar o amarelo para criar atmosferas e emoções, assim como os compositores românticos utilizavam a música. Sua pintura Chuva, Vapor e Velocidade – A Grande Ferrovia Central era dominada por nuvens amarelas luminosas.
Georges Seurat utilizou as novas cores sintéticas em suas pinturas experimentais compostas por minúsculos pontos de cores primárias, sobretudo em sua famosa Tarde de Domingo na Ilha de Grande Jatte (1884–86). Ele não sabia que o novo pigmento amarelo sintético, o amarelo de zinco ou cromato de zinco, usado nos gramados verde-claros, era altamente instável e rapidamente ficaria marrom.[27]
O pintor Vincent van Gogh era um admirador especial da cor amarela, a cor da luz do sol. Em uma carta enviada à irmã do sul da França, em 1888, escreveu: "Agora estamos tendo um tempo bonito, quente e sem vento, que me faz muito bem. O Sol, uma luz que, por falta de palavra melhor, só posso chamar de amarela, amarelo-enxofre vivo, ouro-limão pálido. Como o amarelo é bonito!" Em Arles, Van Gogh pintou girassóis no interior de uma pequena casa que alugava no número 2 da Place Lamartine, pintada com uma cor que descreveu como "amarelo-manteiga". Van Gogh foi um dos primeiros artistas a utilizar tintas fabricadas comercialmente, em vez de tintas produzidas por ele próprio. Empregou o ocre-amarelo tradicional, mas também o amarelo-cromo, fabricado pela primeira vez em 1809, e o amarelo-cádmio, produzido pela primeira vez em 1820.[28]
Em 1895, uma nova forma de arte popular começou a aparecer nos jornais de Nova Iorque: a história em quadrinhos colorida. Ela aproveitava um novo processo de impressão em cores, que utilizava separação de cores e três tintas diferentes — magenta, ciano e amarelo — além do preto, para criar todas as cores da página. Um dos primeiros personagens dessas novas histórias em quadrinhos era um garoto humorístico das ruas de Nova Iorque chamado Mickey Dugen, mais conhecido como The Yellow Kid, devido à camisola amarela que usava. Ele deu seu nome — e sua cor — a todo um gênero de jornalismo popular e sensacionalista, que ficou conhecido como imprensa marrom.
- A Leitora. Jean-Honoré Fragonard, c. 1776, 32 × 25½ polegadas, Galeria Nacional de Arte, Washington, D.C.
- Chuva, Vapor e Velocidade – A Grande Ferrovia do Oeste (1844). O pintor britânico William Turner utilizou nuvens amarelas para criar uma atmosfera, assim como os compositores românticos da época utilizavam a música.
- Georges Seurat utilizou um novo pigmento, o amarelo de zinco, nos gramados verdes de Tarde de Domingo na Ilha de Grande Jatte (1884–86). Ele não sabia que a tinta se deterioraria rapidamente e ficaria marrom.
- Girassóis (1888), de Vincent van Gogh, é uma profusão de amarelos.
- The Yellow Kid (1895) foi um dos primeiros personagens de histórias em quadrinhos. Deu seu nome a um tipo de reportagem sensacionalista chamado imprensa marrom.
- A imperatriz Maria Leopoldina do Brasil com seus filhos.
- Jovem mulher (Marie, de Skagen, Dinamarca), de Michael Ancher
Séculos XX e XXI
[editar | editar código]No século XX, o amarelo voltou a ser usado como símbolo de exclusão, como ocorrera na Idade Média e no Renascimento. Os judeus na Alemanha Nazista e nos países ocupados pela Alemanha eram obrigados a costurar triângulos amarelos com a estrela de Davi em suas roupas.
No século XX, os pintores modernistas reduziram a pintura às cores e formas geométricas mais simples. O pintor modernista neerlandês Piet Mondrian produziu uma série de pinturas compostas por uma tela branca pura, com uma grade de linhas pretas verticais e horizontais e retângulos amarelos, vermelhos e azuis.
O amarelo foi particularmente valorizado no século XX devido à sua alta visibilidade. Por poder ser visto com facilidade a grandes distâncias e em altas velocidades, é uma cor ideal para ser percebida a partir de automóveis em movimento.[25] Frequentemente substituiu o vermelho como cor dos caminhões de bombeiros e de outros veículos de emergência e tornou-se popular em letreiros de néon, especialmente em Las Vegas e na China, onde era a cor mais estimada.
Na década de 1960, a Pickett Brand desenvolveu a régua de cálculo "Eye Saver Yellow", produzida em uma tonalidade amarela específica (angstrom 5600), que reflete raios de comprimento de onda longo e favorece o conforto visual ideal, ajudando a prevenir a fadiga ocular e a melhorar a precisão visual.[25]
O século XXI testemunhou o uso de materiais e tecnologias incomuns para criar novas formas de vivenciar a cor amarela. Um exemplo foi The Weather Project, do artista dinamarquês-islandês Olafur Eliasson, instalado em 2003 no espaço aberto do Turbine Hall da Tate Modern, em Londres.
Eliasson utilizou umidificadores para criar uma névoa fina no ar por meio de uma mistura de açúcar e água, além de um disco semicircular composto por centenas de lâmpadas monocromáticas que irradiavam luz amarela. O teto do salão foi coberto por um enorme espelho, no qual os visitantes podiam ver a si próprios como pequenas sombras negras diante de uma massa de luz.[29]
- Quarto amarelo, Frederick Carl Frieseke, 1910
- Os judeus na Europa ocupada pela Alemanha nazista eram obrigados a usar estrelas amarelas como esta.
- O amarelo era valorizado por sua alta visibilidade. Las Vegas tornou-se uma vitrine da arte em néon e da publicidade.
- O Palácio do Planalto, local oficial de trabalho do Presidente do Brasil, iluminado com luz amarela.
Frutas, hortaliças e ovos
[editar | editar código]Muitas frutas ficam amarelas quando maduras, como limões e bananas, e sua cor deriva de pigmentos carotenoides. As gemas de ovo obtêm sua cor das xantofilas, que também constituem um tipo de pigmento carotenoide.
Flores
[editar | editar código]O amarelo é uma cor comum nas flores.
- Acacia dealbata (acácia-mimosa)
- Narcissus pseudonarcissus, ou narciso
- Galphimia glauca
(chuva-de-ouro) - Tagetes erecta (cravo-de-defunto)
- Brugmansia aurea (trombeta-de-anjo)
Outras plantas
[editar | editar código]- Brassica napus, também conhecida como colza, é uma planta de flores amarelo-vivas da família Brassicaceae (a família da mostarda ou do repolho).
- Solidago é uma planta de flores amarelas da família Asteraceae.
Minerais e química
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- Yellowcake (também conhecido como urânia e óxido urânico) é óxido de urânio concentrado, obtido pelo beneficiamento do minério de urânio. O yellowcake é utilizado na preparação de combustível para reatores nucleares e no enriquecimento de urânio, uma das etapas essenciais para a produção de armas nucleares.
- O amarelo de titã (também conhecido como amarelo de Clayton),[30] de fórmula química
C28H19Na2O6S4, tem sido utilizado para determinar a presença de magnésio no soro e na urina, mas o método está sujeito a interferências, o que torna o método do fosfato de amônio superior na análise de células sanguíneas, alimentos ou material fecal.[31]
- O amarelo de metila (p-dimetilaminoazobenzeno) é um indicador de pH utilizado para determinar a acidez. Muda de amarelo em pH 4,0 para vermelho em pH 2,9.[32][33]
- Fogos de artifício amarelos são produzidos pela adição de compostos de sódio à mistura pirotécnica. O sódio possui uma emissão intensa em 589,3 nm (linha D), de um amarelo com tonalidade muito levemente alaranjada.
- Entre os elementos, o enxofre e o ouro são os mais evidentemente amarelos. Fósforo, arsênio e antimônio possuem alótropos amarelos ou branco-amarelados; flúor e cloro são gases de tonalidade amarelo-pálida.
- Muitos compostos químicos cristalinos, como o 2,4-Dinitrofenol, apresentam cor amarelada.
- O amarelo de indantreno é derivado dos trabalhos de químicos da Badische Anilin-und Soda-Fabrik (BASF) e do azul de indantreno (1897). Os indantrenos são corantes de cuba que diferem dos corantes tradicionais por serem mais duráveis e não serem preparados com água, mas embebidos em uma solução alcalina e aplicados ao tecido. Trata-se de um corante sintético que conserva "tons de amarelo-dourado" e é menos suscetível a danos durante a lavagem do que seu equivalente azul original.[34][35][36]
Pigmentos
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- O amarelo-cádmio (sulfeto de cádmio, CdS) é produzido em escala de várias toneladas, principalmente para colorir plásticos.[37] Também é utilizado em tintas artísticas desde meados do século XIX.[38]
- O amarelo-cromo (cromato de chumbo,
PbCrO4), originalmente derivado do mineral crocoíta, é o outro pigmento amarelo produzido em grande escala. Foi utilizado por artistas na primeira metade do século XIX, mas foi amplamente substituído por outros pigmentos amarelos devido à toxicidade do chumbo.
Improvável[39]
- Pigmentos à base de corante azo — corantes transparentes ou semitransparentes de coloração intensa combinados com um pigmento branco — são utilizados como agentes colorantes na maioria das tintas modernas que exigem amarelo altamente saturado ou facilidade de mistura. Os mais comuns pertencem à família monoazo dos amarelos de arilida, comercializados inicialmente como amarelo Hansa.
Pigmentos históricos
[editar | editar código]Os pigmentos a seguir possuem interesse histórico, mas pouco valor comercial.[37]
- O ocre-amarelo (também conhecido como amarelo de Marte e amarelo-pigmento 42 ou 43),[40] óxido férrico hidratado (
Fe2O3·H2O), é um pigmento natural encontrado em argilas em muitas partes do mundo. Não é tóxico e tem sido utilizado na pintura desde a pré-história.[41]
- O amarelo-indiano é um pigmento transparente e fluorescente usado em pinturas a óleo e aquarelas. Originalmente composto de euxantato de magnésio, alegava-se que era produzido com a urina de vacas indianas alimentadas exclusivamente com folhas de mangueira.[42] Atualmente, foi substituído por uma tonalidade sintética de amarelo-indiano.
- O amarelo-de-Nápoles (antimoniato de chumbo amarelo) é um dos pigmentos sintéticos mais antigos, derivado do mineral bindheimita e amplamente utilizado até o século XX.[43] É tóxico e hoje é substituído nas tintas por uma mistura de pigmentos modernos.
- O amarelo de zinco, ou cromato de zinco, é um pigmento sintético criado no século XIX e utilizado pelo pintor Georges Seurat em suas pinturas pontilhistas. Ele não sabia que o pigmento era altamente instável e rapidamente ficaria marrom.
- O amarelo de titânio (rutilo amarelo de níquel, antimônio e titânio,
NiO·Sb2O5·20TiO2) é criado pela adição de pequenas quantidades de óxidos de níquel e antimônio ao dióxido de titânio, seguida de aquecimento. É utilizado para produzir tintas amarelas com boa cobertura sobre o branco e possui o código de tinta "Y10" do LBNL.[44]
- A goma-guta é uma resina marrom-alaranjada, derivada de árvores do gênero Garcinia, que se torna amarela quando pulverizada.[45] Foi utilizada como pigmento de aquarela no Extremo Oriente a partir do século VIII — o nome "goma-guta" deriva de "Camboja" — e é empregada na Europa desde o século XVII.[46]
- O auripigmento, também chamado amarelo-real ou amarelo-chinês, é trissulfeto de arsênio (
As2S3) e foi utilizado como pigmento de tinta até o século XIX, quando, devido à sua alta toxicidade e à reação com pigmentos à base de chumbo, foi em geral substituído pelo amarelo-cádmio.[47]
Corantes
[editar | editar código]- A Curcuma longa, também conhecida como cúrcuma, é uma planta cultivada na Índia e no Sudeste Asiático que serve como corante para roupas, especialmente mantos de monges; como especiaria em curry e outros pratos; e como medicamento popular. Também é usada como corante alimentar em mostarda e outros produtos.[48]
- O açafrão, assim como a cúrcuma, é um dos raros corantes que também são especiarias e corantes alimentares. É produzido com os estigmas vermelhos secos da flor Crocus sativus. Deve ser colhido à mão, e são necessárias 150 flores para obter um único grama de estigmas, razão pela qual é extremamente caro. Provavelmente se originou no Mediterrâneo ou no sudoeste da Ásia, e seu uso foi descrito em uma referência botânica assíria do século VII a.C. compilada durante o reinado de Assurbanípal.[49] Era conhecido na Índia na época de Buda e, após sua morte, seus seguidores decretaram que os monges deveriam usar mantos da cor do açafrão. O açafrão era usado para tingir os mantos dos monges budistas mais antigos, enquanto os monges comuns usavam mantos tingidos com goma-guta ou Curcuma longa, também conhecida como cúrcuma.
A cor do açafrão provém da crocina, uma variedade vermelha de pigmento natural carotenoide. A cor do tecido tingido varia do vermelho-escuro ao laranja e ao amarelo, dependendo do tipo de açafrão e do processo. Atualmente, a maior parte do açafrão provém do Irã, mas ele também é cultivado comercialmente na Espanha, na Itália e na Caxemira, na Índia, e como cultura especializada na Nova Zelândia, no Reino Unido, na França, na Suíça e em outros países. Nos Estados Unidos, é cultivado pela comunidade dos neerlandeses da Pensilvânia desde o início do século XVIII. Devido ao alto preço do açafrão, outros corantes e especiarias semelhantes são frequentemente vendidos sob esse nome; por exemplo, o chamado açafrão-da-índia muitas vezes é, na realidade, cúrcuma.
- Reseda luteola, também conhecida como erva-dos-tintureiros, reseda-amarela ou lírio-dos-tintureiros, é usada como corante amarelo desde o Neolítico. Crescia espontaneamente ao longo de estradas e muros na Europa e foi introduzida na América do Norte, onde cresce como erva daninha. Era empregada tanto como corante amarelo, de cor intensa e duradoura, quanto para tingir tecidos de verde: primeiro o tecido era tingido de azul com índigo e depois com Reseda luteola, adquirindo um verde intenso, sólido e durável. Foi o corante amarelo mais comum na Europa desde a Idade Média até o século XVIII, quando foi substituído primeiro pela casca do carvalho-quercitron da América do Norte e depois por corantes sintéticos. Também foi amplamente utilizado no norte da África e no Império Otomano.[50]
- A goma-guta é um pigmento e corante de amarelo profundo, entre o açafrão e a mostarda.[51] Na Ásia, é frequentemente utilizada para tingir mantos de monges budistas.[52][53] A goma-guta é geralmente extraída por sangria da resina de várias espécies de árvores perenes da família Guttiferae, que crescem no Camboja, na Tailândia e em outras partes do Sudeste Asiático.[54] "Kambuj" (sânscrito: कंबुज) é o antigo nome sânscrito do Camboja.
- O auripigmento foi uma fonte de pigmento amarelo desde o Egito Antigo até o século XIX, embora seja altamente tóxico.
- Pigmento amarelo-indiano
- O amarelo-cromo foi descoberto em 1809.
- A Curcuma longa, também conhecida como cúrcuma, tem sido usada há séculos na Índia como corante, sobretudo em mantos de monges. Também é comumente utilizada como medicamento e como especiaria na culinária indiana.
- A Reseda luteola, também conhecida como erva-dos-tintureiros, reseda-amarela ou lírio-dos-tintureiros, foi a fonte mais popular de corante amarelo na Europa desde a Idade Média até o século XVIII.
- Árvore do gênero Garcinia, do Sudeste Asiático, cuja resina é utilizada para produzir o corante amarelo chamado goma-guta.
Corantes alimentares
[editar | editar código]O corante alimentar amarelo mais comum atualmente é chamado tartrazina. Trata-se de um corante azo sintético de tonalidade amarelo-limão.[55][56] Também é conhecido como E102, C.I. 19140, FD&C amarelo 5, amarelo ácido 23, amarelo alimentar 4 e 1-(4-sulfonatofenil)-4-(4-sulfonatofenilazo)-5-pirazolona-3-carboxilato trissódico.[57] É o amarelo mais frequentemente utilizado em produtos alimentícios processados, como salgadinhos de milho e batata, cereais matinais como flocos de milho, doces, pipoca, mostarda, geleias, gelatina, refrigerantes — especialmente Mountain Dew —, bebidas energéticas e esportivas e produtos de confeitaria. Também é amplamente empregado em sabonetes líquidos e em barra, xampus, cosméticos e medicamentos. Às vezes, é misturado com corantes azuis para conferir cor verde a produtos processados.
Nas embalagens de alimentos, costuma ser identificado como "corante", "tartrazina" ou "E102". Nos Estados Unidos, devido a preocupações com possíveis problemas de saúde relacionados à intolerância à tartrazina, sua presença deve ser declarada nos rótulos de alimentos e medicamentos.[58]
Outro corante amarelo sintético popular é o Amarelo crepúsculo FCF (também conhecido como amarelo-alaranjado S, FD&C amarelo 6 e C.I. 15985). É fabricado a partir de hidrocarbonetos aromáticos derivados do petróleo. Quando adicionado a alimentos vendidos na Europa, é identificado pelo número E110.[59]
Simbolismo e associações
[editar | editar código]No Ocidente, o amarelo não é uma cor muito apreciada. Em uma pesquisa realizada em 2000, apenas 6% dos entrevistados na Europa e na América o indicaram como sua cor favorita, em comparação com 45% para o azul, 15% para o verde, 12% para o vermelho e 10% para o preto. Para 7% dos entrevistados, era a cor menos apreciada.[60] O amarelo é considerado uma cor de ambivalência e contradição. É associado ao otimismo e à diversão, mas também à traição, à falsidade e ao ciúme.[60] Na China e em outras partes da Ásia, contudo, o amarelo é uma cor de virtude e nobreza.
Na China
[editar | editar código]O amarelo possui fortes associações históricas e culturais na China, onde huáng (黃 ou 黄) é a cor da felicidade, da glória e da sabedoria. Embora huáng originalmente abrangesse — e ainda ocasionalmente abranja — uma faixa que inclui tons de bege e laranja,[61][62] os falantes do mandarim padrão moderno tendem a aplicar huáng a tonalidades correspondentes ao amarelo em português.[63]
No simbolismo chinês, amarelo, vermelho e verde são cores masculinas, enquanto preto e branco são considerados femininos. Após o desenvolvimento da teoria dos cinco elementos, os chineses estabeleceram várias correspondências. Em um modelo de cinco estações, o fim do verão era caracterizado pelo amarelecimento das folhas.[64] O amarelo foi considerado a cor da quinta direção da bússola, o centro. A China é chamada de Império do Meio; o palácio do imperador era considerado o centro exato do mundo.[64] O lendário primeiro imperador da China era chamado Imperador Amarelo, e o último, Pu Yi (1906–67), descreveu em suas memórias como todos os objetos que o cercavam na infância eram amarelos. "Isso me fez compreender, desde a mais tenra idade, que eu possuía uma essência única, e incutiu em mim a consciência de minha 'natureza celestial', que me tornava diferente de todos os outros seres humanos."[65][4] O imperador chinês era literalmente considerado o filho do céu e exercia um papel político e religioso, ambos simbolizados pelo amarelo. Após a Dinastia Song, leis proibiram que qualquer pessoa, exceto o imperador, usasse determinadas tonalidades de amarelo-vivo. Visitantes ilustres eram homenageados com um tapete amarelo, e não vermelho.
Na cultura popular chinesa atual, o termo "filme amarelo" (黃色電影) refere-se a filmes e outros produtos culturais de natureza pornográfica, de modo análogo à expressão inglesa "blue movie".[66] Essa foi a origem do meme de 2007 "very erotic very violent", no qual a palavra "erótico" constitui um decalque do uso chinês de "amarelo".
- O Rio Amarelo em Sanmenxia
- Retrato do Jiajing, da Dinastia Ming.
- O Imperador Qianlong em traje de corte (século XVIII).
- Vaso de vidro de Pequim do período do Daoguang, em uma tonalidade chamada "amarelo imperial" em referência ao estandarte Qing
- Telhados amarelos na Cidade Proibida
- Luzes de néon na Xangai moderna, com predominância de vermelho e amarelo.
Luz e razão
[editar | editar código]O amarelo, por ser a cor da luz solar quando o Sol está próximo do horizonte, é comumente associado ao calor. O amarelo combinado ao vermelho simbolizava calor e energia. Um cômodo pintado de amarelo parece mais quente do que um pintado de branco, e uma lâmpada de luz amarela parece mais natural do que uma de luz branca.
Por ser a cor da luz, o amarelo também é associado ao conhecimento e à sabedoria. Em inglês e em muitas outras línguas, palavras equivalentes a "brilhante" e "luminoso" também podem significar inteligente. No Islã, a cor amarela do ouro simboliza sabedoria. No simbolismo europeu medieval, o vermelho representava a paixão, o azul representava o espiritual e o amarelo representava a razão. Em muitas universidades europeias, membros das faculdades de ciências físicas e naturais usam becas e barretes amarelos, pois o amarelo é a cor da razão e da pesquisa.[67]
Ouro e cabelos loiros
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Na Grécia e em Roma antigas, os deuses eram frequentemente representados com cabelos amarelos ou loiros, descritos na literatura como "dourados". A cor amarela era associada aos deuses solares Hélio e Apolo. Na Grécia Antiga, era moda entre homens e mulheres tingir os cabelos de amarelo ou passar algum tempo ao sol para descolori-los.[68] Na Roma Antiga, as prostitutas eram obrigadas a descolorir os cabelos para serem facilmente identificadas, mas a cor também se tornou moda entre mulheres aristocráticas, influenciadas pelos exóticos cabelos loiros de muitos escravizados recém-conquistados da Gália, da Britânia e da Germânia.[69] Na Europa medieval e posteriormente, contudo, a palavra amarelo muitas vezes possuía conotações negativas e era associada à traição; por isso, os cabelos amarelos eram chamados, de modo mais poético, de "loiros", "claros", "louros" ou, com maior frequência, "dourados".[68]
Visibilidade e cautela
[editar | editar código]O amarelo é a cor mais visível a distância e, por isso, é frequentemente utilizado em objetos que precisam ser vistos, como caminhões de bombeiros, equipamentos de manutenção de estradas, ônibus escolares e táxis. Também é muito empregado em placas de advertência, pois tradicionalmente sinaliza cautela, e não perigo. O amarelo de segurança é frequentemente utilizado em informações sobre segurança e prevenção de acidentes. Uma luz amarela no semáforo significa reduzir a velocidade, mas não parar. A Occupational Safety and Health Administration (OSHA) utiliza o Pantone 116, uma tonalidade de amarelo, como cor padrão para indicar "advertência geral", enquanto a Federal Highway Administration também usa o amarelo para transmitir advertência ou cautela na sinalização rodoviária.[25] Um cartão amarelo em uma partida de futebol significa advertência, mas não expulsão. O uso de tinta amarela em jogos eletrônicos para chamar a atenção do jogador para um ponto específico continua sendo objeto de debate.
- Na América do Norte, ônibus escolares como este, no condado de Albemarle, Virgínia, devem ser pintados de amarelo.
- Caixa de correio na Alemanha. O amarelo era a cor do antigo serviço postal no Império Habsburgo.
- Veículo de combate a incêndios da Real Força Aérea Dinamarquesa.
- Helicóptero de resgate Sea King da Real Força Aérea Britânica.
- Cartão amarelo utilizado durante uma partida de futebol
Otimismo e prazer
[editar | editar código]O amarelo é a cor mais associada ao otimismo e ao prazer; é concebido para atrair a atenção e é utilizado em contextos de diversão. Vestidos amarelos são raros na moda, mas estão sempre relacionados à alegria e à celebração.
- A imperatriz Eugênia vestida como Maria Antonieta, em pintura de Franz Xaver Winterhalter (1854)
- Retrato de Madame Kuznetsova, de Ilia Repin (1901)
- O Baile, de James Tissot (1880)
- Vestido amarelo — alta-costura de primavera-verão de Paris
- Dançarinas de Kuchipudi
- A cantora Kylie Minogue apresenta-se em um concerto do Prêmio Nobel
Maia e italiano
[editar | editar código]A antiga civilização maia associava a cor amarela à direção sul. O glifo maia para "amarelo" (k'an) também significa "precioso" ou "maduro".[70]
"Giallo", em italiano, refere-se a histórias de crimes, tanto fictícias quanto reais. Essa associação começou por volta de 1930, quando a primeira série de romances policiais publicada na Itália possuía capas amarelas.
Música
[editar | editar código]- O álbum Revolver, lançado pelos Beatles em 1966, inclui o sucesso número um "Yellow Submarine". Posteriormente, a United Artists lançou, em 1968, o filme de animação Yellow Submarine, baseado na música dos Beatles.
- O álbum Mellow Yellow, lançado por Donovan em março de 1967, alcançou a segunda posição na parada Billboard dos Estados Unidos em 1966 e a oitava posição no Reino Unido no início de 1967. A canção homônima popularizou a crença difundida de que seria possível ficar intoxicado fumando raspas da parte interna de cascas de banana. Na realidade, o boato foi iniciado em 1966 por Country Joe McDonald.
- O Coldplay alcançou fama mundial com o single "Yellow", de 2000.
- "Yellow River" é uma canção gravada pela banda britânica Christie em 1970.
- O Concerto para Piano do Rio Amarelo é um concerto para piano arranjado por uma colaboração entre músicos, entre eles Yin Chengzong e Chu Wanghua. Estreou em 1969, durante a Revolução Cultural Chinesa.
Política
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- O amarelo, como cor política, é mais comumente associado ao liberalismo, ao libertarianismo e ao anarcocapitalismo.[71][72] Entre os partidos políticos contemporâneos que utilizam o amarelo estão os Liberal Democratas e o UKIP no Reino Unido, o SNP na Escócia, o ACT na Nova Zelândia e o Partido Libertário nos Estados Unidos.
- Nos Estados Unidos, um yellow dog Democrat era um eleitor do Sul que votava consistentemente em candidatos do Partido Democrata no fim do século XIX e no início do século XX, devido ao ressentimento persistente contra os republicanos desde a Guerra de Secessão e a Era da Reconstrução. Atualmente, a expressão refere-se a um democrata incondicional, em alusão a alguém que votaria em um "cão amarelo" antes de votar em um republicano.
- Na China, os Turbantes Amarelos constituíam uma seita taoista que promoveu uma extensa rebelião durante a Dinastia Han.
- A Revolução do Poder Popular de 1986, nas Filipinas, também ficou conhecida como Revolução Amarela devido à presença de fitas amarelas nas manifestações. Partidos e organizações políticas liberais e pró-democracia, como a UNIDO, o PDP–Laban e o Partido Liberal, utilizaram a cor amarela. Mais recentemente, ela se tornou um termo pejorativo empregado por alguns apoiadores de Ferdinand Marcos e Rodrigo Duterte contra a oposição.
- Na França, em novembro e dezembro de 2018, um movimento de oposição chamado Coletes Amarelos foi às ruas para protestar contra as políticas fiscais do presidente Emmanuel Macron. Seus participantes usavam coletes amarelos de segurança, que os motoristas franceses são obrigados por lei a manter em seus automóveis.[73]
Bandeiras nacionais e internacionais selecionadas
[editar | editar código]Três dos dez países mais populosos do mundo — China, Índia e Brasil — possuem amarelo ou dourado em suas bandeiras e, juntos, representam cerca de metade da população mundial. Embora muitas bandeiras utilizem amarelo, seu simbolismo varia amplamente, desde virtude cívica até tesouros dourados, campos de cereais, o deserto, a realeza, as chaves do Céu e a liderança do Partido Comunista. Na heráldica europeia clássica, o amarelo, ao lado do branco, é um dos dois metais — chamados ouro e prata — e, portanto, as bandeiras que seguem as regras do desenho heráldico devem usar amarelo ou branco para separar quaisquer de suas outras cores (ver regra da tintura e insígnia).
- Bandeira da Bélgica (1831). O amarelo provém do leão amarelo do brasão do Ducado de Brabante, fundado em 1183–84.
- Bandeira do Butão (1956). A bandeira butanesa apresenta Druk, o dragão do trovão da mitologia do Butão. O amarelo representa a tradição cívica, e o vermelho, a tradição espiritual budista.
- Bandeira do Brasil (1889). A cor amarela foi herdada da bandeira do Império do Brasil (1822–1889), na qual representava a cor da Casa de Habsburgo.
- Bandeira do Brunei (1956). No Sudeste Asiático, o amarelo é a cor da realeza. É a cor do sultão de Brunei e também aparece nas bandeiras da Tailândia e da Malásia.
- Bandeira do Chade (1959). O amarelo representa o Sol e o deserto no norte do país. A bandeira é idêntica à da Romênia, exceto por utilizar um azul-índigo ligeiramente mais escuro em vez de azul-cobalto.
- Bandeira da China (1949). As quatro pequenas estrelas douradas representam os trabalhadores, os camponeses, a classe média urbana e a classe média rural. A estrela grande representa o Partido Comunista da China.
- Bandeira da Colômbia. O desenho assimétrico baseia-se na antiga bandeira da Grã-Colômbia. O amarelo representa o tesouro dourado retirado da Colômbia ao longo dos séculos.
- Bandeira da Alemanha. Preto, vermelho e amarelo eram as cores do imperador do Sacro Império Romano-Germânico e, em 1919, da República de Weimar alemã. A bandeira alemã moderna foi adotada em 1949.
- Bandeira da Jamaica (1962). Atualmente, é a única bandeira nacional que não contém tonalidades de vermelho, branco ou azul.
- Bandeira da Lituânia (1918–1940, restaurada em 1989 e modificada em 2004). O amarelo representa o Sol, a luz e a bondade.
- Bandeira da Malásia (versão original de 1950; versão atual de 1963). O crescente amarelo representa o Islã, e a estrela amarela, a união dos catorze estados da Malásia. As faixas vermelhas e brancas — como as da bandeira dos Estados Unidos — foram adotadas da bandeira da Companhia Britânica das Índias Orientais.
- Bandeira de Moçambique (1983). As cores são as da Frente de Libertação de Moçambique, ou FRELIMO, de orientação marxista, que governa o país. O amarelo representa a riqueza mineral nacional.
- Bandeira das Filipinas (1898). O Sol amarelo encontra-se no centro do triângulo.
- Bandeira da Romênia (1848 e novamente em 1989, após a queda do regime comunista). Azul, amarelo e vermelho eram as cores da revolta da Valáquia de 1821 e da revolução de 1848. O amarelo representa a justiça.
- Bandeira da Espanha (1978). O amarelo da bandeira espanhola provém das tradicionais Coroa de Castela e Coroa de Aragão. O desenho geral foi adotado em 1785 para a Marinha espanhola, a fim de ser visível a grande distância no mar.
- Bandeira da Suécia (adotada em 1906, embora as cores sejam usadas desde pelo menos meados do século XVI). Segundo a lenda, em 1157, durante a Primeira Cruzada Sueca, o rei sueco Érico, o Santo, viu uma cruz dourada surgir no céu azul.
- Bandeira da Ucrânia (1992; originalmente adotada em 1918).
- Bandeira do Vaticano (1929). O amarelo representa a chave dourada do Reino dos Céus, descrita no Evangelho segundo Mateus, no Novo Testamento, e integrante do selo papal presente na bandeira.
- Bandeira do Vietnã (1955). A grande estrela dourada representa cinco classes principais: trabalhadores, soldados, camponeses, intelectuais e burgueses.
Bandeiras extintas
[editar | editar código]- Estandarte do Sacro Império Romano-Germânico (século XV). As cores preta, amarela e vermelha reapareceram primeiro em 1848 e depois, no século XX, na bandeira alemã.
- (1819) Bandeira da Grã-Colômbia, que conquistou a independência da Espanha e depois se dividiu em três países — Colômbia, Venezuela e Equador — em 1830.
- Bandeira imperial da Dinastia Qing, China (1890–1912), a última dinastia chinesa, derrubada pela Revolução Xinhai de 1911.
- Bandeira das Cinco Raças sob Uma União, utilizada como bandeira nacional da República da China entre 1912 e 1928. A faixa amarela representa os Manchus.
- Bandeira do Vietnã do Sul (1955–75). Era a bandeira da parte anticomunista do sul do Vietnã durante a Guerra do Vietnã. Foi substituída pela bandeira do Vietnã do Norte depois que as forças comunistas tomaram Saigon em 30 de abril de 1975.
- Bandeira da Alemanha Oriental (1959–90). Diferia da bandeira da Alemanha Ocidental pela presença de um símbolo comunista no centro e deixou de ser usada quando a Alemanha foi reunificada após a queda do Muro de Berlim.
Religião
[editar | editar código]- No budismo, os tons de açafrão dos mantos usados pelos monges foram definidos pelo próprio Buda e por seus seguidores no século V a.C. O manto e sua cor são sinais de renúncia ao mundo exterior e de compromisso com a ordem. O candidato a monge, acompanhado de seu mestre, apresenta-se primeiro aos monges do mosteiro com suas próprias roupas, carregando o novo manto sob o braço, e pede ingresso na ordem. Em seguida, faz seus votos, veste o manto e sai pelo mundo com sua tigela de esmolas. A partir de então, passa as manhãs pedindo esmolas e as tardes em contemplação e estudo, seja em uma floresta, em um jardim ou no mosteiro.[74] Segundo escrituras e comentários budistas, o corante dos mantos pode ser obtido de seis tipos de substâncias: raízes e tubérculos, plantas, cascas, folhas, flores e frutos. Os mantos também devem ser fervidos em água por bastante tempo para adquirir a tonalidade sóbria adequada. Açafrão e ocre, geralmente produzidos com corante da planta Curcuma longa ou do cerne da jaqueira, são as cores mais comuns. Os chamados monges da floresta costumam usar mantos ocres, e os monges urbanos, mantos cor de açafrão, embora isso não constitua uma regra oficial.[75] A cor dos mantos também varia entre os diferentes "veículos", ou escolas do budismo, e entre países, conforme suas doutrinas e os corantes disponíveis. Os monges do rigoroso Vajrayana, ou budismo tântrico, praticado no Tibete, usam os mantos mais coloridos, em açafrão e vermelho. Os monges do Budismo Mahayana, praticado principalmente no Japão, na China e na Coreia, usam amarelo ou açafrão mais claros, frequentemente com branco ou preto. Monges do budismo hinayana, praticado no Sudeste Asiático, geralmente usam ocre ou açafrão. Os monges da tradição da floresta na Tailândia e em outras partes do Sudeste Asiático usam mantos de ocre amarronzado, tingidos com a madeira da jaqueira.[74][76]
- No hinduísmo, Krishna é comumente retratado vestido de amarelo. Amarelo e açafrão também são as cores usadas pelos sadhus, homens santos itinerantes da Índia. Ganesha, ou Ganpati, é representado na maioria das vezes com um dhotar amarelo, popularmente conhecido como pivla pitambar e considerado extremamente auspicioso.
- No siquismo, o Sikh Rehat Maryada determina claramente que o Nishan Sahib hasteado diante de cada gurudwara deve ser amarelo-xântico — basanti, em punjabi — ou azul-acinzentado — o atual azul-marinho, surmaaee em punjabi.[77][78]
- No Islã, a cor amarela do ouro simboliza sabedoria.
- Nas religiões das ilhas da Polinésia, o amarelo é uma cor sagrada, a cor da essência divina; nas línguas locais, a palavra "amarelo" é a mesma usada para designar a planta Curcuma longa, considerada o alimento dos deuses.[76]
- No cristianismo, especialmente na Igreja Católica, o amarelo simboliza o ouro e, na mitologia cristã, a chave dourada do Reino dos Céus que Cristo entregou a São Pedro. A bandeira da Cidade do Vaticano e as cores do papa são amarela e branca, simbolizando a chave de ouro e a chave de prata. Branco e amarelo juntos também podem representar a Páscoa, o renascimento e a Ressurreição. O amarelo possui ainda um significado negativo, simbolizando a traição; Judas Iscariotes costuma ser representado usando uma toga amarelo-pálida. Auréolas amarelas e douradas identificam os santos nas pinturas religiosas.
- Na Wicca, o amarelo representa intelecto, inspiração, imaginação e conhecimento. É utilizado para comunicação, confiança, adivinhação e estudo.[79]
- Monges budistas durante a cerimônia de promoção de um monge na Tailândia
- Monges budistas no Tibete
- Monge budista japonês no centro de Tóquio
- Cristo entrega a chave dourada do Reino dos Céus a São Pedro (1481–82), por Pietro Perugino. A chave dourada é o símbolo do papa.
- Papa Bento XVI. Tradicionalmente, o papa usa dourado e branco diante da Basílica de São Pedro.
Metafísica espiritual da Nova Era
[editar | editar código]- Na metafísica da autora da Nova Era Alice Bailey, em seu sistema denominado Sete Raios, que classifica os seres humanos em sete tipos psicológicos metafísicos diferentes, o quarto raio, da harmonia por meio do conflito, é representado pela cor amarela. Diz-se que as pessoas desse tipo psicológico metafísico estão "no Raio Amarelo".[80]
- O amarelo é utilizado para representar simbolicamente o terceiro chakra, o do plexo solar (Manipura).[81]
- Médiuns que afirmam conseguir observar a aura com o terceiro olho relatam que uma pessoa com aura amarela costuma exercer uma ocupação que exige perspicácia intelectual, como a de cientista.[82]
Esportes
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- No futebol, o árbitro mostra um cartão amarelo para indicar que um jogador recebeu uma advertência oficial por cometer uma falta ou retardar a partida.
- Originalmente no rugby league e, posteriormente, também no rugby union, o árbitro mostra um cartão amarelo para indicar que um jogador foi enviado temporariamente à área de penalidade.
- No ciclismo de estrada, a camisa amarela, ou maillot jaune, é concedida ao líder em algumas provas por etapas. A tradição começou no Tour de France, cujo jornal patrocinador, L'Auto — mais tarde L'Équipe —, era impresso em um papel-jornal amarelo característico.

Transporte
[editar | editar código]- Em alguns países, os táxis são comumente amarelos. A prática começou em Chicago, onde o empresário do setor de táxis John D. Hertz pintou seus veículos de amarelo com base em um estudo da Universidade de Chicago que alegava ser essa a cor mais facilmente visível a distância.[83]
- No Canadá e nos Estados Unidos, os ônibus escolares são quase uniformemente pintados de amarelo — cor frequentemente chamada de "amarelo-ônibus-escolar" — por razões de visibilidade e segurança,[84] e empresas britânicas de ônibus, como a FirstGroup, tentam introduzir o conceito no Reino Unido.[85]
- O "amarelo Caterpillar" e o "amarelo de alta visibilidade" são utilizados em equipamentos de construção rodoviária.[86]
- Nas regras de trânsito, o amarelo — chamado de amber no Reino Unido — é um sinal de semáforo que significa "reduza a velocidade", "cuidado" ou "baixa velocidade à frente". Situa-se entre o verde, que indica seguir, e o vermelho, que indica parar. Na sinalização ferroviária, o amarelo costuma indicar advertência ou redução de velocidade, como ocorre com sinais ferroviários distantes.
- O amarelo seletivo é utilizado em alguns faróis automotivos e faróis de neblina para reduzir os efeitos ofuscantes da chuva, da neve e da neblina.
Sinalização marítima
[editar | editar código]Notas e referências
Notas
Referências
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