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Détente

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Leonid Brejnev (à esquerda), Viktor Sukhodrev (ao centro) e Richard Nixon (à direita) durante a visita de Brejnev a Washington, D.C., em 1973, um ponto alto da détente entre os Estados Unidos e a União Soviética

Détente (do francês, literalmente "relaxamento"; pronúncia francesa: pronúncia em francês: [detɑ̃t])[1] é a distensão de relações tensas, especialmente políticas, por meio da comunicação verbal. O termo diplomático surgiu por volta de 1912, quando a França e o Império Alemão tentaram, sem sucesso, reduzir as tensões.[2]

O termo é frequentemente usado para se referir a um período de redução geral das tensões geopolíticas entre a União Soviética e os Estados Unidos durante a Guerra Fria. A détente começou em 1969 como um elemento central da política externa do presidente dos Estados Unidos Richard Nixon. Em um esforço para evitar uma escalada do conflito com o Bloco de Leste, a administração Nixon promoveu maior diálogo com o governo soviético a fim de facilitar negociações sobre controle de armas e outros acordos bilaterais.[3] Em russo, a détente era conhecida como разрядка (razryadka), que significa aproximadamente "relaxamento da tensão". A détente deteriorou-se progressivamente ao longo do final da década de 1970 devido a conflitos por procuração na África e a divergências sobre direitos humanos, mas seu fim definitivo ocorreu com a invasão soviética do Afeganistão (dezembro de 1979).

História

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Guerra Fria

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Os "Três Mundos" da era da Guerra Fria em 1975:
  Primeiro Mundo: Bloco ocidental liderado pelos Estados Unidos e seus aliados
  Segundo Mundo: Bloco de Leste liderado pela União Soviética, China (independente) e seus aliados

Embora a era reconhecida da détente tenha começado formalmente durante a Presidência de Richard Nixon, houve episódios anteriores de distensão nas relações entre os Estados Unidos e a União Soviética durante a Guerra Fria. Após a Crise dos mísseis de Cuba de 1962, Estados Unidos e União Soviética concordaram em instalar uma linha direta entre Washington e Moscou, coloquialmente conhecida como telefone vermelho. A linha direta permitia que os líderes dos dois países se comunicassem rapidamente em caso de outro confronto potencialmente catastrófico.[carece de fontes?]

O período de détente na Guerra Fria testemunhou a ratificação de importantes tratados de desarmamento, como o Tratado sobre Mísseis Antibalísticos, e a criação de pactos mais simbólicos, como os Acordos de Helsínquia. Há um debate contínuo entre historiadores sobre o grau de sucesso do período de détente em alcançar a paz.[4][5]

Considera-se que a détente terminou após a intervenção soviética no Afeganistão em 1979, que levou ao boicote dos Estados Unidos aos Jogos Olímpicos de Moscou de 1980. A eleição de Ronald Reagan para a presidência em 1980, baseada em grande parte em uma campanha contrária à détente, deu início a um período de aumento das tensões.[6] Em sua primeira coletiva de imprensa, Reagan afirmou que a busca dos Estados Unidos pela détente havia sido usada pela União Soviética para promover seus próprios interesses.[7]

As relações continuaram a se deteriorar em meio à agitação na Polônia, à retirada dos Estados Unidos do tratado de armas SALT II e ao exercício Able Archer 83 da OTAN.[8][9]

Em resposta ao aumento das tensões, o secretário de Estado dos Estados Unidos George P. Shultz redirecionou a política externa da administração Ronald Reagan para um novo período de desescalada com a União Soviética, especialmente depois que Mikhail Gorbatchov chegou ao poder. Durante a liderança de Gorbatchov, o diálogo sobre o tratado de redução de armas START avançou de forma significativa. As iniciativas diplomáticas foram mantidas pela administração seguinte, sob George H. W. Bush, incluindo a ratificação do tratado START, até o colapso da União Soviética em 1991. Esse período de renovada desescalada, de 1984 a 1991, é por vezes chamado de segundo período de détente.[10][11]

Segundo Eric Grynaviski, "os tomadores de decisão soviéticos e americanos tinham duas compreensões muito diferentes sobre o que a détente significava", ao mesmo tempo que mantinham "uma crença imprecisa de que ambos os lados compartilhavam princípios e expectativas para o comportamento futuro".[12]

Cúpulas e tratados

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Alexei Kossygin e Lyndon B. Johnson na Conferência de Cúpula de Glassboro, em 1967

Antes de Richard Nixon tornar-se presidente, as bases da détente foram desenvolvidas por meio de tratados multilaterais de limitação de armamentos no início e em meados da década de 1960. Entre eles estavam o Tratado de Interdição Parcial de Ensaios Nucleares, de agosto de 1963, o Tratado do Espaço Sideral, de janeiro de 1967, e o Tratado de Não Proliferação de Armas Nucleares, de julho de 1968. Desenvolvimentos históricos como a Crise dos Mísseis de Cuba e avanços tecnológicos como o desenvolvimento do míssil balístico intercontinental (ICBM) impulsionaram esses acordos.[13]

Quando Nixon assumiu o cargo em 1969, vários tratados importantes da détente foram desenvolvidos. O Comitê Consultivo Político do Pacto de Varsóvia enviou uma proposta aos Estados Unidos e ao restante do Ocidente solicitando a realização de uma cúpula sobre "segurança e cooperação na Europa".[carece de fontes?] O Ocidente concordou, e começaram as Conversações sobre Limites para Armas Estratégicas, destinadas a estabelecer limites efetivos às capacidades nucleares das duas superpotências, que acabaram levando à assinatura do SALT I em 1972. O tratado limitou os arsenais nucleares de cada potência, mas rapidamente se tornou obsoleto em razão do desenvolvimento dos MIRVs. Também em 1972, foram concluídos a Convenção sobre as Armas Biológicas e o Tratado sobre Mísseis Antibalísticos, e as negociações do SALT II começaram no mesmo ano. A Cúpula de Washington de 1973 promoveu novos avanços nas relações mútuas e internacionais por meio de discussões sobre cooperação diplomática e da continuidade das discussões sobre limitações às armas nucleares.[carece de fontes?]

Em 1975, a Conferência de Helsinki (CSCE) reuniu-se e produziu os Acordos de Helsínquia, uma ampla série de acordos sobre questões econômicas, políticas e de direitos humanos. A CSCE foi iniciada pela União Soviética e envolveu 35 Estados de toda a Europa.[14] Uma das questões mais recorrentes após a conferência foi a das violações dos direitos humanos na União Soviética. A Constituição da União Soviética contrariava diretamente a Declaração Universal dos Direitos Humanos da Organização das Nações Unidas, e essa questão tornou-se um importante ponto de divergência entre os Estados Unidos e a União Soviética.[15]

A administração do presidente Jimmy Carter apoiava grupos de direitos humanos dentro da União Soviética, e Leonid Brejnev acusou os Estados Unidos de interferência nos assuntos internos de outros países.[15] Isso provocou intenso debate sobre se outras nações poderiam ou não interferir quando direitos humanos básicos, como a liberdade de expressão e de religião, fossem violados. Essa divergência fundamental entre as superpotências — uma democracia e um Estado de partido único — impediu que a questão fosse conciliada. Além disso, os soviéticos passaram a defender suas políticas internas de direitos humanos atacando o apoio americano à África do Sul, ao Chile e a outros países conhecidos por violar muitos desses mesmos direitos.[15]

Em julho de 1975, o Apollo–Soyuz (ASTP) tornou-se a primeira missão espacial internacional; três astronautas americanos e dois cosmonautas soviéticos acoplaram suas espaçonaves e realizaram experimentos conjuntos. A missão havia sido precedida por cinco anos de negociações políticas e cooperação técnica, incluindo intercâmbios de engenheiros americanos e soviéticos entre os centros espaciais dos dois países.[carece de fontes?]

As relações comerciais entre os dois blocos aumentaram substancialmente durante a era da détente. As mais significativas foram as enormes remessas de grãos enviadas anualmente do Ocidente à União Soviética, que ajudaram a compensar o fracasso dos colcozes, as fazendas coletivas soviéticas.[carece de fontes?]

Ao mesmo tempo, a Emenda Jackson–Vanik, sancionada pelo presidente dos Estados Unidos Gerald Ford em 3 de janeiro de 1975 após votação unânime nas duas casas do Congresso dos Estados Unidos, foi concebida para utilizar as relações comerciais como instrumento de pressão entre americanos e soviéticos. Ela vinculava o comércio dos Estados Unidos a melhorias nos direitos humanos na União Soviética, em especial permitindo que os refuseniks emigrassem. Também acrescentou ao status de nação mais favorecida uma cláusula segundo a qual nenhum país que restringisse a emigração poderia receber esse status, criando assim um meio de relacionar a geopolítica aos direitos humanos.[16]

Fim da Guerra do Vietnã

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Nixon e seu conselheiro de Segurança Nacional, Henry Kissinger, avançaram em direção à détente com a União Soviética no início da década de 1970. Em troca, esperavam que os soviéticos ajudassem os Estados Unidos a se desvencilhar ou retirar do Vietnã. As pessoas passaram então a perceber a cautela com que os políticos americanos começaram a agir.[17]

Conversações sobre Limites para Armas Estratégicas

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Dois homens de terno estão sentados, cada um assinando um documento à sua frente. Seis homens, um deles de uniforme militar, estão de pé atrás deles.
Gerald Ford e Leonid Brejnev assinando um comunicado conjunto sobre o tratado SALT I durante a Cúpula de Vladivostok, em 1974

Nixon e Brejnev assinaram um tratado ABM em Moscou em 26 de maio de 1972, bem como o SALT I, o Acordo Interino, que limitou temporariamente a quantidade de armas estratégicas (MIRVs, SLBMs e ICBMs). Isso representou uma demonstração militar da détente, uma vez que havia começado uma expansão das armas nucleares balísticas.[18]

O objetivo de Nixon e Kissinger era utilizar o controle de armas para promover uma política muito mais ampla de détente, que então permitiria a resolução de outros problemas urgentes por meio do que Nixon chamava de "vinculação" (linkage). David Tal argumentou:[19]

A vinculação entre as limitações de armas estratégicas e questões pendentes como o Oriente Médio, Berlim e, sobretudo, o Vietnã tornou-se, assim, central para a política de détente de Nixon e Kissinger. Por meio da vinculação, eles esperavam alterar a natureza e o curso da política externa dos Estados Unidos, incluindo a política americana de desarmamento nuclear e controle de armas, e separá-las daquelas praticadas pelos antecessores de Nixon. Pretendiam também, por meio da vinculação, fazer da política americana de controle de armas parte da détente. ... Sua política de vinculação havia, de fato, fracassado. Fracassou principalmente porque se baseava em suposições equivocadas e premissas falsas, sendo a principal delas a de que a União Soviética desejava um acordo de limitação de armas estratégicas muito mais do que os Estados Unidos.

Aperto de mão Apollo–Soyuz

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Os cinco tripulantes do Projeto de Teste Apollo–Soyuz estão sentados em torno de um modelo em miniatura de suas espaçonaves.
A tripulação da Apollo–Soyuz em 1975

Um exemplo significativo de um acontecimento que contribuiu para a détente foi o aperto de mão realizado no espaço. Em julho de 1975, foi realizado o primeiro voo espacial conjunto soviético-americano, o ASTP.[20] Seu principal objetivo era a criação de um sistema internacional de acoplagem que permitisse a união de duas espaçonaves diferentes em órbita. Isso permitiria que ambas as tripulações a bordo colaborassem na exploração espacial.[21] O projeto marcou o fim da Corrida espacial, iniciada em 1957 com o lançamento do Sputnik-1, e permitiu uma redução significativa das tensões entre americanos e soviéticos.[22]

Conflitos simultâneos

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À medida que as relações diretas se distendiam, as tensões entre as duas superpotências continuavam por meio de suas guerras por procuração, especialmente no Terceiro Mundo. Conflitos na Ásia Meridional e no Médio Oriente em 1973 levaram a União Soviética e os Estados Unidos a apoiar seus respectivos representantes, como no Afeganistão, com material bélico e posicionamento diplomático. Na América Latina, os Estados Unidos continuaram a bloquear mudanças eleitorais de esquerda na região, apoiando regimes de direita impopulares, golpes militares e ditaduras militares. Ao mesmo tempo, também havia muitas guerrilhas comunistas ou de esquerda na região, apoiadas militar e economicamente pela União Soviética, pela China e por Cuba.[carece de fontes?]

Durante grande parte do período inicial da détente, a Guerra do Vietnã continuou intensa. Os dois lados ainda desconfiavam um do outro, e a possibilidade de uma guerra nuclear permaneceu constante, especialmente durante a Guerra do Yom Kippur de 1973, quando os Estados Unidos elevaram seu nível de alerta para DEFCON 3, o mais alto desde a Crise dos Mísseis de Cuba.[23]

Ambos os lados continuaram apontando milhares de ogivas nucleares montadas em mísseis balísticos intercontinentais (ICBMs) para as cidades do adversário, mantendo submarinos com capacidade de armamento nuclear de longo alcance (mísseis balísticos lançados de submarinos, ou SLBMs) nos oceanos do mundo, mantendo centenas de aeronaves com armas nucleares em alerta constante e protegendo fronteiras disputadas na Coreia e na Europa com grandes forças terrestres. Os esforços de espionagem continuaram sendo uma prioridade elevada, e desertores, satélites de reconhecimento e interceptações de sinais eram usados para avaliar as intenções do outro lado e tentar obter vantagem estratégica.[carece de fontes?]

Retomada das tensões e fim da détente

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Ronald Reagan e Mikhail Gorbatchov em 1985

A invasão soviética do Afeganistão de 1979, realizada na tentativa de sustentar um regime pró-soviético em dificuldades, provocou fortes críticas internacionais e um boicote aos Jogos Olímpicos de Verão de 1980, realizados em Moscou. O presidente dos Estados Unidos Jimmy Carter aumentou o orçamento do Departamento de Defesa dos Estados Unidos e iniciou ajuda financeira ao governo do presidente paquistanês Muhammad Zia-ul-Haq, que, por sua vez, subsidiou o grupo islamista radical antissoviético dos mujahideen afegãos.[24]

Outro fator que contribuiu para o declínio da popularidade da détente como política desejável nos Estados Unidos foi a rivalidade entre os diferentes ramos do governo e das Forças Armadas, especialmente entre o Departamento de Estado e o Departamento de Defesa. De 1973 a 1977, houve três secretários que merecem destaque: Elliot Richardson, James R. Schlesinger e Donald Rumsfeld. O período de Schlesinger como secretário da Defesa foi marcado por relações particularmente ruins com Kissinger, um dos mais destacados defensores da détente nos Estados Unidos.[25] A má relação de trabalho entre ambos transbordou para sua relação profissional, e choques de política tornaram-se cada vez mais frequentes. Eles acabaram resultando na demissão de Schlesinger em 1975. Contudo, seu substituto, Rumsfeld, teve problemas semelhantes com Kissinger, embora suas divergências decorressem mais da resistência interna à détente.[26] Como resultado, os choques de política entre os departamentos de Estado e de Defesa continuaram. Rumsfeld considerava Kissinger excessivamente complacente diante do crescente poder soviético. Embora concordasse em grande parte com a posição de Kissinger de que os Estados Unidos possuíam superioridade militar sobre a União Soviética, argumentava que o otimismo público de Kissinger impediria o Congresso de conceder ao Departamento de Defesa os recursos que Rumsfeld acreditava serem necessários para manter a vantagem favorável dos Estados Unidos sobre os soviéticos. Rumsfeld respondeu apresentando regularmente uma visão mais alarmista da superioridade das forças soviéticas.[carece de fontes?]

Em resposta ao domínio da influência de Kissinger nas administrações Nixon e Ford e ao posterior declínio da influência do Departamento de Defesa sobre a política externa, Richardson, Schlesinger e Rumsfeld usaram a crescente antipatia dos Estados Unidos pela União Soviética para enfraquecer as tentativas de Kissinger de alcançar um tratado abrangente de redução de armamentos. Isso ajudou a retratar toda a noção de détente como uma política insustentável.[27]

A eleição presidencial americana de 1980 levou Reagan ao poder com uma plataforma contrária às concessões da détente. Como resultado, as negociações do SALT II foram abandonadas. No entanto, durante os últimos anos de sua presidência, Reagan e o secretário-geral soviético Gorbatchov adotaram uma política considerada de détente.[28][29] A administração Reagan, contudo, falava em uma guerra nuclear "vencível" e levou à criação da Iniciativa Estratégica de Defesa e a uma política para o Terceiro Mundo de financiamento de esquadrões da morte irregulares e paramilitares na América Central, na África subsariana, no Camboja e no Afeganistão.[3]

Degelo cubano

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Barack Obama e Raúl Castro em uma coletiva de imprensa em Havana, em 2016

Em 17 de dezembro de 2014, o presidente dos Estados Unidos Barack Obama e o presidente de Cuba Raúl Castro decidiram restaurar as relações diplomáticas entre Cuba e os Estados Unidos. O acordo de restauração havia sido negociado secretamente nos meses anteriores. As negociações foram facilitadas pelo Papa Francisco e conduzidas principalmente pelo governo canadense, que na época mantinha relações mais amistosas com Cuba. Reuniões foram realizadas tanto no Canadá quanto na Cidade do Vaticano.[30] O acordo previa o levantamento de algumas restrições americanas a viagens, menos restrições a remessas de dinheiro, maior acesso de bancos americanos ao sistema financeiro cubano e a reabertura da embaixada dos Estados Unidos em Havana e da embaixada cubana em Washington, ambas fechadas em 1961 após a ruptura das relações diplomáticas decorrente da aliança de Cuba com a União Soviética.[31]

Em 14 de abril de 2015, a administração Obama anunciou a retirada de Cuba da lista de países patrocinadores do terrorismo internacional.[32] Cuba foi oficialmente retirada da lista em 29 de maio de 2015. Em 20 de julho de 2015, as seções de interesses cubana e americana em Washington e Havana foram elevadas à condição de embaixadas. Em 20 de março de 2016, Obama tornou-se o primeiro presidente dos Estados Unidos a visitar Cuba desde a visita de Calvin Coolidge em 1928.[33] Em 2017, Donald Trump, sucessor de Obama, declarou que estava "cancelando" os acordos da administração Obama com Cuba, ao mesmo tempo em que afirmou que um novo acordo poderia ser negociado entre os governos cubano e americano.[34]

Ver também

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Referências

  1. «détente – traduction». Dictionnaire Français-Anglais WordReference.com (em francês). Cópia arquivada em 1 de agosto de 2026
  2. Keiger 1983, pp. 69–70.
  3. 1 2 Hunt 2015, pp. 269–274.
  4. «The Rise and Fall of Détente, Professor Branislav L. Slantchev, Department of Political Science, University of California – San Diego 2014» (PDF). Consultado em 22 de julho de 2014. Cópia arquivada (PDF) em 23 de outubro de 2014
  5. Nuti 2008, p. 53.
  6. «Ronald Reagan, radio broadcast on August 7th, 1978» (PDF). Consultado em 22 de julho de 2014. Cópia arquivada (PDF) em 9 de janeiro de 2014
  7. «Ronald Reagan. January 29, 1981 press conference». Presidency.ucsb.edu. 29 de janeiro de 1981. Consultado em 22 de julho de 2014. Cópia arquivada em 30 de julho de 2018
  8. «Detente Wanes as Soviets Quarantine Satellites from Polish Fever». Washington Post. 19 de outubro de 1980. Cópia arquivada em 3 de novembro de 2020
  9. Simes 1980, p. [falta página].
  10. Cannon, Lou (29 de maio de 1988). «Reagan, Gorbachev Two Paths to Detente». Washington Post
  11. «The Cold War Heats up – New Documents Reveal the "Able Archer" War Scare of 1983». Military History Now. 20 de maio de 2013. Cópia arquivada em 7 de novembro de 2025
  12. Grynaviski 2014, p. 49.
  13. «Limited or Partial Test Ban Treaty (LTBT/PTBT)». Nuclear Museum (em inglês). Consultado em 4 de maio de 2023. Cópia arquivada em 21 de julho de 2026
  14. Lapennal 1977, p. 1.
  15. 1 2 3 Lapennal 1977, pp. 14–15.
  16. Kissinger 1995, p. [falta página].
  17. Rhodes 2008, p. 61.
  18. Rhodes 2008, p. 112.
  19. Tal 2013, pp. 1091–1092.
  20. «NASA – Handshake in Space». Nasa.gov. 1 de março de 2010. Consultado em 30 de setembro de 2018. Arquivado do original em 1 de abril de 2016
  21. Morgan, Kellie (15 de julho de 2015). «Celebrating historic handshake in space, 40 years later». CNN. Consultado em 30 de setembro de 2018. Cópia arquivada em 2 de janeiro de 2026
  22. Samuels 2005, p. 669.
  23. "The Long Arm of the October War" History News Network, 12 September 2013.
  24. Garthoff 1985, p. [falta página].
  25. Poole 2015, p. viii.
  26. Poole 2015, p. 23.
  27. Poole 2015.
  28. «Reagan, Gorbachev two paths of Détente». Washington Post. Washington Post. 29 de maio de 1988
  29. Podhoretz, Norman (janeiro de 1984). «The First Term: The Reagan Road to Détente». Foreign Affairs. 63 (America and the World 1984). Cópia arquivada em 19 de setembro de 2019
  30. Nadeau, Barbie Latza (17 de dezembro de 2014). «The Pope's Diplomatic Miracle: Ending the U.S.-Cuba Cold War». The Daily Beast (em inglês). Consultado em 27 de fevereiro de 2023. Cópia arquivada em 4 de maio de 2017
  31. Schwartz, Felicia (20 de julho de 2015). «As Embassies Open, a Further Thaw in Cuban-U. S. ties Faces Hurdles in Congress». WSJ (em inglês). Consultado em 27 de fevereiro de 2023
  32. «FACT SHEET: Charting a New Course on Cuba». whitehouse.gov (em inglês). 17 de dezembro de 2014. Consultado em 27 de fevereiro de 2023. Cópia arquivada em 26 de abril de 2026
  33. Michaels, Allison (21 de março de 2016). «The Last Time a President Visited Cuba Was 1928. It Was a Very Big Deal Back Then, Too.». The Washington Post. Consultado em 22 de julho de 2023. Cópia arquivada em 24 de março de 2016
  34. Holland, Steve (16 de junho de 2017). «Trump rolls back parts of what he calls 'terrible' Obama Cuba policy». Reuters (em inglês). Consultado em 27 de fevereiro de 2023. Cópia arquivada em 17 de agosto de 2025

Obras citadas

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Leitura adicional

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