Hughes Aircraft Company
| Hughes Aircraft Company | |
|---|---|
Logotipo usado durante a maior parte dos primeiros 50 anos da empresa | |
| Atividade | Indústria aeroespacial e defesa (eletrônica de defesa e comunicações) |
| Fundação | 14 de fevereiro de 1934, em Glendale, Califórnia |
| Fundador(es) | Howard Hughes |
| Destino | Vendida à Raytheon |
| Encerramento | 1997 |
| Sede | Culver City, El Segundo e Westchester, Califórnia, Estados Unidos |
| Proprietário(s) | Hughes Tool Company (1934) Instituto Médico Howard Hughes (1953) General Motors (1985) |
| Pessoas-chave | Lawrence A. Hyland Glenn Odekirk |
| Empregados | 84.000 no pico, em 1985 |
| Receita | US$ 11 bilhões no pico, em 1986 |
A Hughes Aircraft Company foi uma empresa estadunidense dos setores aeroespacial e de defesa, fundada em 14 de fevereiro de 1934 por Howard Hughes, em Glendale, Califórnia, como uma divisão da Hughes Tool Company.[1] A empresa produziu a aeronave Hughes H-4 Hercules, a sonda de entrada atmosférica transportada pela espaçonave Galileo e o míssil guiado AIM-4 Falcon.[2][3]
A Hughes Aircraft foi criada para construir o Hughes H-1 Racer, aeronave com a qual Hughes pretendia estabelecer um recorde mundial de velocidade. Mais tarde, a empresa modificou outras aeronaves usadas por ele em voos recordistas transcontinentais e de circunavegação. Em 1940, transferiu-se para Culver City e começou a fabricar peças para aeronaves como subcontratada.[4] Durante a Segunda Guerra Mundial, Hughes tentou transformá-la em uma grande fabricante de aeronaves militares. Os primeiros projetos militares, porém, terminaram em fracasso. Milhões de dólares de recursos do governo dos Estados Unidos foram gastos na produção de apenas alguns protótipos, levando a uma investigação do Senado dos Estados Unidos sobre possíveis problemas de gestão.[5] As forças armadas estadunidenses passaram a hesitar em conceder novos contratos de aeronaves à Hughes Aircraft. No fim da década de 1940, uma nova administração voltou-se para contratos de sistemas de controle de disparo e mísseis guiados, então tecnologias recentes. A empresa tornou-se muito lucrativa e passou a ocupar uma posição de liderança nesses segmentos.[6][7]
Em 1953, numa operação contábil destinada a reduzir suas obrigações de imposto de renda, Howard Hughes doou a maior parte das ações e dos ativos da Hughes Aircraft ao Instituto Médico Howard Hughes (HHMI), entidade beneficente que ele próprio havia criado, e deixou de administrar diretamente a empresa.[8] Hughes manteve sob seu controle pessoal um pequeno grupo de engenheiros, organizado como Aircraft Division da Hughes Tool Company. A divisão funcionou inicialmente no mesmo complexo de Culver City que a Hughes Aircraft, embora tivesse administração e propriedade separadas. Mais tarde, tornou-se totalmente independente da Hughes Aircraft e recebeu o nome de Hughes Helicopters.[9][10] Depois da morte de Hughes, em 1976, a General Motors adquiriu a Hughes Aircraft do HHMI em 1985. A empresa ficou sob a Hughes Electronics, que passou a usar o nome DirecTV em 1994, até que a GM vendeu seus ativos à Raytheon em 1997.[11][12]
História
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Durante a Segunda Guerra Mundial, a empresa projetou e construiu protótipos de aeronaves no Hughes Airport. Entre eles estavam o Hughes H-4 Hercules, mais conhecido pelo apelido Spruce Goose, o Hughes H-1 Racer, o Hughes D-2 e o Hughes XF-11.[13] Os hangares da fábrica no Hughes Airport, na área onde fica Playa Vista, na zona oeste de Los Angeles, eram usados principalmente como uma unidade auxiliar para a construção de projetos de outras empresas. No início da guerra, a Hughes Aircraft tinha apenas quatro funcionários em tempo integral. Ao fim do conflito, empregava 80.000 pessoas.[2][3] A empresa recebeu durante a guerra contratos para fabricar montantes para o B-25, canhões centrífugos e calhas de alimentação de metralhadoras.[14]
Depois da Segunda Guerra Mundial
[editar | editar código]A Hughes Aircraft estava entre as empresas dos setores aeroespacial e de defesa que cresceram no sul da Califórnia durante e depois da Segunda Guerra Mundial, chegando em certo momento a ser a maior empregadora da região. O número de funcionários, contudo, caiu para 800 em 1947. No verão daquele ano, políticos passaram a questionar a gestão de Hughes nos projetos do Spruce Goose e do avião de reconhecimento fotográfico Hughes XF-11. Um comitê especial foi criado para investigar Hughes, culminando em uma investigação do Senado que recebeu grande atenção pública e esteve entre as primeiras transmitidas pela televisão. Embora o relatório do comitê tenha sido bastante crítico, a investigação terminou sem responsabilizá-lo.[15]
A empresa expandiu-se então para o setor de eletrônica, que estava em crescimento, e chegou a empregar 3.300 pessoas com doutorado. Hughes contratou Ira Eaker, Harold L. George e Tex Thornton para administrar a companhia. Em 1953, a Hughes Aircraft tinha 17.000 empregados e US$ 600 milhões em contratos governamentais.[16]
Em 1948, Hughes criou uma nova divisão, o Aerospace Group. Dois engenheiros da empresa, Simon Ramo e Dean Wooldridge, desenvolveram novas formas de organizar componentes eletrônicos para formar sistemas completos de controle de disparo. O sistema MA-1 combinava sinais do radar da aeronave com um computador digital para conduzir automaticamente o avião interceptador até a posição correta para disparar seus mísseis. Outras equipes trabalhavam ao mesmo tempo com a recém-criada Força Aérea dos Estados Unidos no desenvolvimento de mísseis ar-ar, entre eles o AIM-4 Falcon, então chamado F-98. O conjunto MA-1/Falcon, com sucessivas atualizações, permaneceu por muitos anos como o principal sistema de armas dos interceptadores da Força Aérea, chegando à década de 1980. Sem chegar a um acordo com Howard Hughes sobre problemas administrativos, Ramo e Wooldridge deixaram a empresa em setembro de 1953 e fundaram a Ramo-Wooldridge Corporation. Mais tarde, a empresa juntou-se à Thompson Products para formar a Thompson-Ramo-Wooldridge, com sede em Canoga Park. Hughes alugou espaço ali para programas de física nuclear, na área que corresponde a West Hills.[17] A empresa passou a se chamar TRW em 1965 e tornou-se uma concorrente da Hughes Aircraft no setor aeroespacial.
Em 1951, a Hughes Aircraft construiu uma fábrica de mísseis em Tucson, Arizona, porque Howard Hughes temia que a unidade de Culver City pudesse ser atacada. No fim daquele ano, a Força Aérea dos Estados Unidos comprou a propriedade e contratou a Hughes, e mais tarde a Raytheon, para operar o local como Air Force Plant 44.[18]
Em 1953, Howard Hughes doou a Hughes Aircraft ao recém-formado Instituto Médico Howard Hughes (HHMI), numa operação que teria também a finalidade de evitar impostos sobre a elevada renda da empresa.[19] No ano seguinte, Lawrence A. "Pat" Hyland foi contratado como vice-presidente e gerente-geral da Hughes Aircraft. Depois da morte de Howard Hughes, em 1976, Hyland chegou à presidência e à direção executiva da empresa.[20]
Sob a direção de Hyland, o Aerospace Group ampliou suas atividades, tornou-se muito lucrativo e passou a concentrar grande parte do trabalho da empresa. Desenvolveu sistemas de radar, sistemas eletro-ópticos, o primeiro laser funcional, computadores para aeronaves, sistemas de mísseis e motores de propulsão iônica para viagem espacial.[21] O Electronic Properties Information Center (EPIC) dos Estados Unidos funcionava na biblioteca da Hughes em Culver City na década de 1970. O EPIC publicou em documentos de acesso público os vários volumes do Handbook of Electronic Materials.[22]
Os laureados com o Prêmio Nobel Richard Feynman e Murray Gell-Mann tiveram vínculos com a Hughes. Feynman ministrava seminários regulares no Hughes Research Laboratories.[23] Gell-Mann dividiu um escritório com Malcolm R. Currie, que mais tarde presidiu o conselho de administração e ocupou o cargo de diretor executivo da Hughes Aircraft.[24] Gregory Jarvis e Ronald McNair, dois dos astronautas do último voo do ônibus espacial Challenger, a missão STS-51-L, também haviam trabalhado na Hughes.[25][26]
Ground Systems Group
[editar | editar código]O Ground Systems Group da Hughes Aircraft ficava em Fullerton, Califórnia. O complexo tinha cerca de 279.000 m² e reunia áreas de fabricação, laboratórios, escritórios e uma pista de testes rodoviários conhecida como Munson. O grupo projetava, desenvolvia e produzia sistemas de defesa aérea. Entre eles estavam os sistemas que substituíram o Semi-Automatic Ground Environment (SAGE) nos Estados Unidos pelo Joint Surveillance System (JSS) AN/FYQ-93, usado na estrutura do NORAD e integrado ao Joint Tactical Information Distribution System (JTIDS). A divisão também fornecia sistemas de defesa e de controle de tráfego aéreo para outros países.[27][28][29] No auge, o Ground Systems Group empregava cerca de 15.000 pessoas e tinha receita anual superior a US$ 1 bilhão.[30]
Entre os subsistemas produzidos pelo Ground Systems Group estavam o computador H5118, os consoles HMD-22 e HMD-44, grandes telas de cristal líquido e software desenvolvido a partir de métodos de ciência e engenharia que começaram com o sistema Combat Grande. Esses métodos passaram a orientar o processo de desenvolvimento de software na organização.[31] O grupo trabalhou ainda com computadores, telas, redes locais, interfaces homem-máquina e software usados em sistemas altamente distribuídos que exigiam intensa interação humana.[32]
Hughes Space and Communications Group
[editar | editar código]Em 1963, o Hughes Space and Communications Group e a Hughes Space Systems Division construíram o Syncom, primeiro satélite de comunicação geossíncrono do mundo. Em 1966, construíram o ATS-1, primeiro satélite meteorológico geossíncrono. Mais tarde naquele ano, o Surveyor 1 realizou o primeiro pouso suave na Lua dentro dos preparativos para os pousos tripulados do Programa Apollo. A Hughes também construiu as sondas Pioneer Venus, lançadas em 1978 e usadas no primeiro mapeamento extenso de Vênus por radar, e a sonda Galileo, que viajou até Júpiter na década de 1990.[2] Em 2000, a empresa havia construído quase 40% dos satélites comerciais em operação no mundo.[33]
Negócio de helicópteros
[editar | editar código]Em 1947, Howard Hughes redirecionou o trabalho da Hughes Aircraft, afastando-o dos aviões e aproximando-o dos helicópteros. O projeto ganhou força em 1948, quando a fabricante Kellett Aircraft Co. vendeu à Hughes seu projeto mais recente para que fosse produzido. O XH-17 "Flying Crane" voou pela primeira vez em outubro de 1952, mas não teve sucesso comercial. Em 1955, Howard Hughes separou a unidade de produção de helicópteros da Hughes Aircraft Company e a reorganizou dentro da Hughes Tool Company sob o nome Aircraft Division. A divisão concentrou-se em helicópteros leves, principalmente o Hughes 269/300 e o OH-6 Cayuse/Hughes 500.[34]
Venda da Hughes Aircraft pelo Instituto Médico Howard Hughes
[editar | editar código]Hughes não deixou testamento quando morreu em 1976, e surgiram muitas reivindicações sobre seu espólio. Um executivo e um advogado ligados a Hughes afirmaram ter o direito de criar um "comitê executivo" para assumir a administração do HHMI e de sua subsidiária Hughes Aircraft. O procurador-geral de Delaware, Richard R. Wier Jr., contestou a iniciativa e entrou com uma ação judicial em 1978.[35] Charles M. Oberly prosseguiu com a ação depois de assumir o cargo de procurador-geral em 1983. Oberly queria que um conselho independente de curadores garantisse que o instituto cumprisse sua finalidade beneficente e não continuasse funcionando como abrigo fiscal.[36]
Em janeiro de 1984, o juiz Grover C. Brown decidiu que o Tribunal de Chancelaria de Delaware deveria nomear os curadores porque Hughes não havia deixado um plano de sucessão. Brown pediu ao comitê executivo e ao gabinete do procurador-geral que apresentassem listas de candidatos para sua aprovação. A lista foi aprovada em abril de 1984.[36] Em janeiro de 1985, o novo conselho de curadores do HHMI anunciou que venderia a Hughes Aircraft por meio de uma operação privada ou de uma oferta pública de ações.[37]
Hughes Electronics Corporation
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Em 5 de junho de 1985, a General Motors foi anunciada como vencedora de um leilão sigiloso de propostas lacradas que havia durado cinco meses. A Ford Motor Company e a Boeing também apresentaram propostas.[38] A compra foi concluída em 20 de dezembro de 1985 por cerca de US$ 5,2 bilhões, dos quais US$ 2,7 bilhões em dinheiro e o restante em 50 milhões de ações classe H da GM.[39]
Em 31 de dezembro de 1985, a General Motors reuniu a Hughes Aircraft e sua unidade Delco Electronics na Hughes Electronics Corporation, subsidiária independente da montadora.[40]
Em agosto de 1992, a Hughes Aircraft concluiu a compra das operações de mísseis da General Dynamics por US$ 450 milhões.[41] Com a aquisição, passaram para o portfólio da Hughes o míssil de cruzeiro Tomahawk, o Advanced Cruise Missile, o Standard Missile, o Stinger, o sistema Phalanx CIWS e o Rolling Airframe Missile.
Em 1994, a Hughes Electronics lançou a DirecTV, primeiro serviço de radiodifusão direta por satélite de alta potência do mundo. Em 1995, sua divisão Hughes Space and Communications tornou-se a maior fornecedora de satélites comerciais. No mesmo ano, o grupo comprou a Magnavox Electronic Systems da Carlyle Group. Em 1996, a Hughes Electronics e a PanAmSat acertaram a fusão de seus serviços de satélite fixo em uma nova empresa de capital aberto, também chamada PanAmSat, na qual a Hughes Electronics seria a acionista majoritária.
Em 1995, a Hughes Aircraft vendeu sua Technology Products Division, que fabricava equipamentos automatizados de ligação por fios e fixação de chips, a um grupo de investidores liderado pelo Citicorp. A divisão foi constituída como Palomar Technologies.[42] Em 2008, os administradores da Palomar compraram a participação do grupo de investidores que havia separado a empresa da Hughes em 1995.[43]
Em 1997, a GM transferiu a Delco Electronics para sua operação Delphi Automotive Systems. Ainda naquele ano, os ativos da Hughes Aircraft foram vendidos à Raytheon por US$ 9,5 bilhões.[44] As empresas restantes continuaram sob o nome Hughes Electronics e dentro da General Motors.
Em 2000, a Boeing comprou três unidades da Hughes Electronics Corporation, a Hughes Space and Communications Co., a Hughes Electron Dynamics e a Spectrolab Inc., além da participação da Hughes Electronics no HRL, principal laboratório de pesquisa da companhia. As quatro operações passaram a integrar a Boeing Satellite Systems, subsidiária que mais tarde deu origem ao Boeing Satellite Development Center, dentro da Boeing Integrated Defense Systems.[45]
Em 2003, as partes restantes da Hughes Electronics, entre elas DirecTV, DirecTV Latin America, PanAmSat e Hughes Network Systems, foram compradas da General Motors pela News Corporation e passaram a compor a DirecTV Group.
Desdobramentos corporativos
[editar | editar código]A extensa produção científica e tecnológica da Hughes Aircraft não abrangia aplicações médicas, apesar de a empresa pertencer ao Instituto Médico Howard Hughes (HHMI). A restrição existia para evitar até mesmo a aparência de um conflito de interesses.[46]
Os recursos provenientes da Hughes Aircraft financiaram as atividades do HHMI e pesquisas biomédicas em áreas que incluíam genética e câncer.[47]
Em Fullerton, uma via no antigo complexo recebeu o nome Hughes Drive. Depois do fechamento da unidade, o terreno foi convertido em Amerige Heights, um empreendimento residencial.[48][49]
Cronologia
[editar | editar código]- 1932: Howard Hughes formou a Hughes Aircraft Company como uma divisão da Hughes Tool Company.
- 1948: Hughes criou o Aerospace Group dentro da empresa, dividido em:
- Hughes Space and Communications Group
- Hughes Space Systems Division
- 1951: a Hughes Aircraft abriu uma fábrica de mísseis em Tucson, Arizona.
- 1953: o Instituto Médico Howard Hughes (HHMI) foi criado, e a Hughes Aircraft foi reorganizada como subsidiária da instituição. O Internal Revenue Service tentou, sem sucesso, contestar sua condição de entidade "beneficente", que lhe conferia isenção fiscal.
- 1955: Hughes criou a divisão de helicópteros, chamada Aircraft Division.
- 1960: o primeiro laser funcional foi produzido no Hughes Research Laboratories por Theodore Maiman.
- 1961: o Hughes Research Laboratories concluiu sua mudança para Malibu, Califórnia.
- 1972: Hughes vendeu a divisão de ferramentas da Hughes Tool Company. Seus demais interesses foram transferidos à recém-formada holding Summa Corporation, incluindo a Toolco Aircraft, imóveis e outros negócios de Hughes. A Summa passou a se chamar The Howard Hughes Corporation em 1994, foi vendida à Rouse Company em 1996 e adquirida pela General Growth Properties (GGP) em 2004. A GGP entrou em recuperação judicial em 2009, e a The Howard Hughes Corporation voltou a existir como uma empresa separada.[50]
- 1976: a Toolco Aircraft passou a se chamar Hughes Helicopters.
- 1976: Howard Hughes morreu aos 70 anos sem deixar testamento.
- 1984: a Summa Corporation vendeu a Hughes Helicopters à McDonnell Douglas por US$ 500 milhões. Pouco depois, a empresa passou a se chamar McDonnell Douglas Helicopters.
- 1984: o Tribunal de Chancelaria de Delaware nomeou oito curadores para o Instituto Médico Howard Hughes, que decidiram vender a Hughes Aircraft.
- 1985: o HHMI vendeu a Hughes Aircraft à General Motors por US$ 5,2 bilhões. A empresa foi combinada com a Delco Electronics da GM para formar a Hughes Electronics Corporation, composta por:
- Delco Electronics Corporation
- Hughes Aircraft Company
- 1987: a Hughes Aircraft Company adquiriu a M/A-COM Telecommunications, formando a Hughes Network Systems.
- 1994: a Hughes Electronics lançou a DirecTV.
- 1995: a Hughes Space and Communications Company tornou-se a maior fornecedora de satélites comerciais do mundo.
- 1995: a Hughes Electronics adquiriu a Magnavox Electronic Systems da Carlyle Group.
- 1995: a Hughes Aircraft adquiriu a CAE-Link. A CAE-Link fazia parte da empresa original fundada por Edwin Link, inventor do simulador de voo.
- 1996: a Hughes Electronics e a PanAmSat concordaram em reunir seus serviços de satélite fixo em uma nova empresa de capital aberto, também chamada PanAmSat, com a Hughes Electronics como acionista majoritária.
- 1997: a GM transferiu a Delco Electronics da Hughes Electronics para a Delphi Automotive Systems. A Delphi tornou-se independente em 1999.
- 1997: as operações aeroespaciais e de defesa da Hughes Electronics, reunidas na Hughes Aircraft, foram incorporadas à Raytheon. A Raytheon também adquiriu metade do HRL Laboratories.
- 2000: a Hughes Space and Communications Company permaneceu independente até ser comprada pela Boeing, passando a integrar o Boeing Satellite Development Center. A Boeing também comprou um terço do HRL Laboratories, que passou a pertencer conjuntamente à Boeing, à GM e à Raytheon.
- 2003: as partes restantes da Hughes Electronics, DirecTV, DirecTV Latin America, PanAmSat e Hughes Network Systems, foram compradas pela News Corporation e reunidas sob a DirecTV Group.
- 2003: a News Corporation vendeu a PanAmSat à Kohlberg Kravis Roberts (KKR) em agosto de 2004.
- 2004: o diretor Martin Scorsese usou o estúdio da Hughes Aircraft em Playa Vista para filmar sequências de captura de movimento do filme O Aviador.
- 2004: a SkyTerra Communications, Inc. concluiu, em janeiro de 2006, a compra de 100% da participação de controle na Hughes Network Systems da DirecTV Group.
Tecnologias, sistemas e produtos
[editar | editar código]Sistemas de defesa aérea e controle de tráfego aéreo
[editar | editar código]- Sistema Tático Japonês de Controle de Armas Aéreas (JTAWCS)
- Sistema Suíço de Defesa Aérea (FLORIDA)
- Sistema Espanhol de Defesa Aérea (Combat Grande)
- Tactical Air Weapons Control System
- Joint Surveillance System
- German Air Defense Ground Environment (GEADGE)
- Integrated NATO Air Defense System
- NATO Air Defence Ground Environment (NADGE - NSPA)
- Airborne Early Warning / Ground Environment Integration Segment (AEGIS)
- Canadian Air Traffic Control System
- Korean Air Traffic Control System
- Joint Tactical Information Distribution System (JTIDS)
- AN/MPQ-64 Sentinel
- AN/TPQ-36 Firefinder
- AN/TPQ-37 Firefinder
Hughes Research Laboratories
[editar | editar código]- HRL Laboratories
Instituto Médico Howard Hughes
[editar | editar código]Aeronaves
[editar | editar código]- Hughes D-2
- Hughes H-1 Racer
- Hughes H-4 Hercules
- Hughes XF-11
Mísseis
[editar | editar código]- AIM-4 Falcon
- AIM-26 Falcon
- AIM-47 Falcon
- AIM-54 Phoenix
- AIM-120 AMRAAM
- AGM-65 Maverick
- BGM-71 TOW
- Brazo
Espaçonaves
[editar | editar código]- HS-333
- Jarvis
- Magellan
- Morelos Satellite System
- Paksat-1
- Programa Pioneer
- Programa Surveyor
Torpedo
[editar | editar código]- Mk-48 ADCAP
Ver também
[editar | editar código]- Howard Hughes, fundador da Hughes Aircraft Company.
- Helicópteros Hughes, empresa de helicópteros separada das operações da Hughes Aircraft em 1955.
- Instituto Médico Howard Hughes, instituição que controlou a Hughes Aircraft entre 1953 e 1985.
- Boeing Satellite Development Center, sucessor das operações de satélites adquiridas pela Boeing em 2000.
Referências
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- 1 2 3 Rumerman, Judy. «The Hughes Companies» (em inglês). U.S. Centennial of Flight Commission. Consultado em 6 de dezembro de 2006. Arquivado do original em 2 de fevereiro de 2014
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- ↑ Francillon 1990, pp. 18-19.
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Bibliografia
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Ligações externas
[editar | editar código]- História da Hughes Aircraft no Centennial of Flight
- Hughes Aircraft Company, Cargo Building, 6775 Centinela Avenue, Los Angeles, Los Angeles County, CA, documentação do Historic American Engineering Record
