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Senzala

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Entrada de uma antiga senzala no Casarão Marieta Teixeira de Carvalho

As senzalas ou sanzalas eram grandes alojamentos que se destinavam à moradia dos escravos nos engenhos, fazendas e roças, das colónias de Portugal no mundo entre os séculos XV e XIX, incluindo em países como São Tomé e Príncipe, Cabo Verde e Brasil Colônia tendo continuidade no Brasil independente e Império do Brasil.[1]

Etimologia

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"Senzala" se originou do termo quimbundo sanzala através de dissimilação.[1] A origem do termo é africana, valendo o mesmo que "morada", "habitação". É termo conhecido desde a segunda metade do século XVI.

Descrição

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As habitações dos escravizados, casas toscas, ficavam dispostas em quadrado com uma única porta. Geralmente abrigavam dois casais cada uma.[2] Todas as portas das senzalas eram voltadas para o terreiro. Os homens viviam separados das mulheres e das crianças. As senzalas tinham grandes janelas com grandes grades. Costumavam ser rústicas, abafadas (possuíam poucas janelas) e desconfortáveis. Os escravos praticamente sempre dormiam em palha ou em chão duro de terra batida. Muitas vezes, os escravos eram acorrentados dentro das senzalas para se evitar as fugas. Sempre, em sua frente, havia um grande tronco com uma corda para enforcar e surrar escravos, chamado de pelourinho.[3]

até a década de 1840, o tipo de moradia de escravos mais comum foi a senzala, cabana isolada, ora ocupada por famílias inteiras, ora por elementos do mesmo sexo. Construídas pelos próprios escravos, reproduziam o esquema de suas antigas habitações na África. (Marquese em [3])

Maquete de senzala

Na Fazenda Independência, ficava no porão da casa e tinha característica de porão habitado.[4] Já na Fazenda Vargem Grande, em Areias, eram de taipa e se dividiam em 3 tipos: 2 lanços de Senzala de pretos casados, 3 casas de Senzala de pretos casados e Casa com 6 lanços de Senzala de pretos solteiros.[5] Na Fazenda Boa Vista, havia dois conjuntos de senzalas em quadra, totalizando sessenta lanços de senzalas; sendo uma quadra apenas com quarenta e nove lanços de senzalas.[3]

O Commons possui imagens e outros ficheiros sobre Senzala

Referências

  1. 1 2 FERREIRA, A. B. H. Novo dicionário da língua portuguesa. 2ª edição. Rio de Janeiro. Nova Fronteira. 1986. p. 1 571.
  2. ↑ NINCASA, Vladimir. Fazendas Paulistas: Arquitetura Rural do Ciclo do Café. São Paulo: EdUSP, 2007.
  3. 1 2 3 BENINCASA, Vladimir. Fazendas Paulistas: Arquitetura Rural do Ciclo do Café. São Paulo: EdUSP, 2007.
  4. ↑ César, Pedro; Veroneze Stigliano, Beatriz (1 de janeiro de 2010). «A viabilidade superestrutural do patrimônio: estudo do museu da língua portuguesa». CULTUR: Revista de Cultura e Turismo, ISSN 1982-5838, Ano 4, Nº. 1, 2010, pags. 76-88. Cópia arquivada em 2 de julho de 2026
  5. ↑ Moura, Carlos Eugênio Marcondes de. (Org.) Fazendas de café do Vale do Paraíba: o que os inventários revelam, 1817-1915. São Paulo: Condephaat, 2014.

Bibliografia

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